Stakeholder Listening Semanal · 01–08 abr 2026
Stakeholder Listening Semanal Jornada 6x1 01 a 08 de abril de 2026 Confidencial
Risco da semana · Alto

Tarcísio, Bibo Nunes, Redecker e Siqueira abrem frente contra o fim da 6x1

O debate concentra-se em torno da audiência pública da CCJ da Câmara dos Deputados, que ouviu confederações empresariais de transporte, agricultura, serviços e turismo. No mesmo dia, o senador Cleiton Azevedo (Republicanos-MG) levou o tema ao plenário do Senado e, no dia seguinte, o deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) presidiu audiência paralela na Comissão de Turismo da Câmara.

PSOL, PT e Republicanos lideraram o volume, com epicentros em Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. O deputado federal Patrus Ananias (PT-MG), o senador Rogério Correia (PT) e o ministro Guilherme Boulos (PSOL) voltam à pauta após semana de ausência, todos defendendo a PEC do fim da 6x1. Estreiam no período Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), governador de São Paulo, que criticou a discussão em jantar com o grupo Mercado e Opinião, o deputado estadual Leonardo Siqueira (NOVO-SP) e o deputado federal Lucas Redecker (PSDB-RS), todos contrários à proposta. A deputada estadual Daniella Monteiro (PSOL-RJ) e o deputado federal Francisco Alencar Filho (PSOL-RJ) também aparecem pela primeira vez, favoráveis ao fim da escala.

Debate aumentou
+183%
Stakeholders identificados
45
Alto risco
37
Baixo risco
0
Aliado
4
Base de apoio
0
Neutro
4

Empresa citada no período

Itaú
1 menção · Redes sociais

Um senador com 25 assessores e R$ 400 mil por mês de custo quer acabar com a 6x1. A dona do mercadinho não é o Itaú. Quem paga a conta do populismo é você.

Leonardo Siqueira · Deputado Estadual · NOVO · SP · Assembleia Legislativa de São Paulo · 8 de abril, redes sociais

Riscos e oportunidades da semana

Risco alto

Pressão municipal sustentada por um único parlamentar do Rio

O vereador Ricardo Azevedo (PSOL-RJ), da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, registrou 35 manifestações em redes sociais sobre o fim da escala 6x1, mais de um terço do volume total da semana. O parlamentar concentra 15% de todas as manifestações da base desde janeiro.

Risco alto

Senador do Republicanos diverge do partido em plenário

Em discurso no plenário do Senado em 7 de abril, o senador Cleiton Azevedo (Republicanos-MG) defendeu a transição da escala 6x1 para 5x2 sem redução salarial. A posição contraria a linha do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e indica fissura no partido em relação ao tema.

Oportunidade

Bloco contrário multipartidário aparece em três esferas

Quatro parlamentares de quatro partidos manifestaram posição contrária ao fim da escala 6x1: o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), o deputado federal Bibo Nunes (PL-RS), o deputado federal Lucas Redecker (PSDB-RS) e o deputado estadual Leonardo Siqueira (NOVO-SP).

Tarcísio de Freitas · Governador (Republicanos/SP)
Estreia no monitoramento. Em jantar com o grupo Mercado e Opinião, criticou o debate sobre fim da 6x1 em ano eleitoral e caracterizou a discussão como pauta populista.
Bibo Nunes · Deputado Federal (PL/RS)
Presidiu em 8 de abril audiência na Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados sobre o fim da escala 6x1, caracterizando a mudança como risco direto ao setor de turismo.
Lucas Redecker · Deputado Federal (PSDB/RS)
Estreia no monitoramento. Criticou a PEC apontando aumento potencial de 22% no custo da hora trabalhada, pressão sobre preços e redução de contratações pelas empresas.
Leonardo Siqueira · Deputado Estadual (NOVO/SP)
Estreia no monitoramento. Contrapôs o custo operacional do Senado ao argumento pelo fim da escala e vinculou a pauta ao calendário eleitoral, caracterizando-a como populista.

Perfil dos stakeholders

Por partido
PT e PSOL reúnem 30 dos 45 stakeholders

PT lidera com 20 stakeholders únicos, seguido de PSOL (10). Juntos concentram 67% dos atores do período. O campo contrário se distribui entre PL, NOVO, PSDB e Republicanos. Ao todo, 12 partidos aparecem no período.

Por esfera institucional
Legislativo reúne 42 dos 45 stakeholders

Legislativo Federal concentra 25 stakeholders, seguido pelo Estadual (10) e pelo Municipal (7). O Executivo aparece com apenas 3 nomes, distribuídos nas esferas federal, estadual e municipal.

Por estado
RJ, SP e RS concentram 25 stakeholders

Rio de Janeiro lidera com 10 stakeholders únicos, seguido por São Paulo (8) e Rio Grande do Sul (7). Minas Gerais e Pernambuco contribuem com 3 stakeholders cada. Outros 9 estados completam o mapa do período.

Novos stakeholders com posicionamento
Daniella Monteiro
Deputada Estadual (PSOL/RJ) · ALERJ
Novo 2 na semana Alto risco

“Na última semana, com o feriado na sexta muitos trabalhadores experimentaram a escala 4x3. Alguém sabe me dizer se a economia quebrou?”

Francisco Alencar Filho
Deputado Federal (PSOL/RJ) · Câmara dos Deputados
Novo 2 na semana Alto risco

“O presidente Lula decidiu enviar ao Congresso um projeto de lei com regime de urgência constitucional que trata do fim da escala de trabalho 6x1.”

Bruno Abreu Gomes
Deputado Federal (PT/RJ) · Câmara dos Deputados
Novo 1 na semana Alto risco

“Mais tempo pra viver! O Governo Lula vai enviar ao Congresso o projeto que põe fim da escala 6x1 sem reduzir salários.”

Verônica Lima
Deputada Estadual (PT/RJ) · ALERJ
Novo 1 na semana Alto risco

“O Presidente Lula deu o papo: vamos acabar com a escala 6x1. Os trabalhadores brasileiros merecem descanso e tempo de qualidade com a família.”

Marcos Antonio Vieira
Deputado Federal (Republicanos/SP) · Câmara dos Deputados
Novo 1 na semana Alto risco

“Trabalhar é importante, mas viver também é. Me somo na luta pelo fim da escala 6x1. Isso não é ser contra empresário, é defender equilíbrio e dignidade.”

Othelino Nova Alves Neto
Deputado Estadual (PSB/MA) · Assembleia Legislativa
Novo 1 na semana Alto risco

“O presidente Lula vai enviar ao Congresso a proposta sobre o FIM DA ESCALA 6x1. Um reconhecimento da realidade de milhões de trabalhadores.”

O que cada lado defende

Narrativa favorável

A tese favorável articula a PEC como pauta de saúde, dignidade e tempo de vida do trabalhador, vinculada ao envio imediato do PL pelo governo Lula em regime de urgência. A fórmula “fim da 6x1 sem redução salarial” unifica PT e PSOL.

Argumentos mais usados
45
Vida familiar e tempo de descanso
Direito ao convívio familiar e ao tempo fora do trabalho.
23
Envio urgente do PL pelo Lula
Regime de urgência constitucional cobrando voto em 45 dias.
21
Saúde e exaustão do trabalhador
Adoecimento, saúde mental e exaustão física como consequências.
VS
Narrativa contrária

A tese é a do custo econômico (aumento estimado de 22% na hora trabalhada, R$ 610 bilhões de impacto agregado). O bloco dos parlamentares argumenta que a mudança pressionaria preços e reduziria contratações.

Argumentos mais usados
3
Custo econômico para empresas
Estimativa de aumento de 22% na hora trabalhada e impacto de R$ 610 bi segundo a Fecomercio.
2
Populismo e calendário eleitoral
Uso do termo “populismo” por Tarcísio e Siqueira, vinculando a pauta ao ano eleitoral.
1
Impacto no setor de turismo
O deputado federal Bibo Nunes classificou o fim da 6x1 como “um caos para o setor do turismo”.

O debate semana a semana

Pico absoluto na semana de 23 de fevereiro

Picos de redes sociais coincidem com semanas de protocolização de requerimentos formais na CCJ. A semana de 23/02 reúne a primeira leva de REQs de oposição (4 do PL) e a primeira manifestação de aliados parlamentares.

Tendência recente em recuo, mas semana atual reaquece

O tema entrou em recuo após o pico de fevereiro, mas a audiência pública da CCJ em 7 de abril quebrou a tendência de queda. Reativação ligada a eventos legislativos formais.

Aliados presentes em 8 das 14 semanas

Contrapontos parlamentares aparecem em ondas, sempre concentrados em poucos nomes (PL, NOVO, PSDB, Republicanos). A configuração atual com quatro partidos é a mais ampla do período monitorado.