Alerta Diário
⏱ Atualizado em 29/06/2026
Stakeholder Listening
Segunda-feira, 29 de junho de 2026
Reforma tributária e risco de aumento indireto do ICMS dominam a pauta fiscal enquanto médico associa refrigerantes e açúcar a doenças crônicas
- 33 manifestações em 29/06/2026, com cerca de metade dos agentes sem identificação partidária e o PT como legenda mais frequente entre as identificadas; Santa Catarina lidera entre os estados com registro de UF, e as eventos respondem pela maior fatia dos canais (11 de 33).
- Reforma tributária e aumento indireto do ICMS, Fabio Alex de Oliveira (Deputado Estadual, NOVO-PR) afirma que a implementação da reforma pode embutir cobrança de imposto sobre imposto e defende projeto para barrar o efeito sobre preços ao consumidor ↗; Francisco Ferreira Alexandre (Superintendente da Sudene) coloca a adaptação aos impactos da reforma como desafio central do plano de desenvolvimento do Nordeste para 2028-2031 ↗.
- Menções diretas a refrigerantes e açúcar na saúde, José Bento Souza (Médico) liga o consumo excessivo de açúcar a obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares ↗, e em outra publicação recomenda reduzir refrigerantes e bebidas adoçadas no tratamento de doença hepática ↗, narrativa de impacto crítico para o setor.
- Proposições legislativas sobre alimentação e rotulagem, Maria Laura Monteza de Souza Carneiro (Deputada Federal, PSD-RJ) apresenta o PL 3305/2026, que institui o Plano Brasil Sem Fome ↗; Valdir Vital Cobalchini (Deputado Federal, MDB-SC) propõe o PL 3308/2026, criando o Selo de Identificação de Alimento Importado no Código de Defesa do Consumidor ↗; George Vatutin Hato (Vereador, MDB · São Paulo · SP) institui o Selo Escola Saudável pelo PL 525/2026 ↗.
- Resíduos sólidos e reciclagem concentrou 11 das 35 manifestações temáticas, com Volnei Weber (Deputado Estadual, MDB-SC) defendendo foco em execução e responsabilidades claras na logística reversa ↗ e Gleisi Helena Hoffmann (Deputada Federal, PT-PR) destacando unidade de triagem mecanizada no Paraná ↗; o debate reuniu federações industriais, cooperativas de catadores e Ministério Público em torno de embalagens e plástico.
- 4 manifestações de alto risco, puxadas pela narrativa de saúde que associa açúcar e refrigerantes a doenças crônicas e pelas falas sobre reforma tributária, todas com posicionamento divergente do setor e impacto crítico ou alto.
- 27 manifestações de aliados, majoritariamente em torno de logística reversa, economia circular e segurança alimentar, com parlamentares, gestores públicos e entidades industriais defendendo execução prática e previsibilidade regulatória.
Visão Geral
33
Total
4
Alto risco
27
Aliados
1
Base de apoio
0
Baixo risco
1
Neutros
Classificação por Tema
Resíduos Sólidos e Reciclagem (11)
Segurança Alimentar e Nutricional (8)
Organização do Cuidado (5)
Plástico ou Isopor (3)
Pesquisa e Desenvolvimento (3)
Reforma Tributária (2)
Advertências e Informações (1)
Alimentação Escolar e Hospitalar (1)
Desenvolvimento Sustentável (1)
Aliado Alto risco Base de apoio Baixo risco Neutro
Uma mesma manifestação pode aparecer em mais de um tema; cores indicam a classificação, não o tema.
Temas em Debate
Aliado: 11Alto risco: 0Base de apoio: 0Baixo risco: 0Neutro: 0
Parlamentares (MDB-SC, PT-PR), prefeitos, federações industriais, cooperativas de catadores e Ministério Público convergem na defesa da logística reversa e da economia circular, com ênfase em execução prática, responsabilidades claras e o peso do plástico na renda das cooperativas.
FONTES DAS MANIFESTAÇÕES
🎪 Evento (8)📱 Rede social (2)📰 Notícia (1)
PERFIL
PARTIDO›
PT2
MDB1
PP1
ESTADO›
SC4
PR1
RN1
MS1
SP1
ESFERA›
Sociedade Civil5
Legislativo Estadual1
Legislativo Federal1
Executivo Estadual1
Executivo Federal1
Executivo Local1
Academia1
MANIFESTAÇÕES POR STAKEHOLDER
Volnei Weber Perfil Prysmo
Deputado(a) Estadual · MDB · SCAliado›
🎪 Evento
Adotou uma abordagem prática, defendendo que a discussão sobre reciclagem deve priorizar execução e definição clara de responsabilidades. Citou como exemplo a experiência de seu município, que alcançou 100% de cobertura de esgotamento sanitário a partir de decisão política e priorização, e não por eficiência financeira. Argumentou que o país já dispõe de uma Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas que sua implementação segue travada há anos. Defendeu a obrigatoriedade efetiva da logística reversa, tanto para produtores quanto para cidadãos e municípios, com fortalecimento da coleta seletiva. Criticou a ausência de infraestrutura adequada em grande parte dos municípios, ressaltando que muitos priorizam obras de menor impacto estrutural. Defendeu a valorização dos catadores, com sua inserção em centros de triagem e reciclagem, retirando-os da informalidade. Alertou para a baixa taxa de reciclagem no país e para a dificuldade da indústria em obter matéria-prima reciclável em quantidade e qualidade suficientes. ↗
Paulo Henrique Rangel Teixeira Perfil Prysmo
PresidenteAliado›
🎪 Evento
Alertou para a insegurança jurídica gerada por sinais regulatórios contraditórios, como a coexistência de políticas de logística reversa obrigatória e iniciativas de banimento de produtos. Destacou investimentos do setor em plataformas de rastreabilidade reconhecidas internacionalmente, projetos de avaliação de reciclabilidade e iniciativas inovadoras de reciclagem de embalagens flexíveis. Argumentou que a falta de previsibilidade regulatória pode inviabilizar investimentos de longo prazo e comprometer avanços já em curso na agenda ambiental do setor. ↗
Elias Caetano Perfil Prysmo
Diretor(a)-Executivo(a)Aliado›
🎪 Evento
Criticou o que classificou como uma narrativa de desinformação sobre o setor de plásticos, especialmente em relação à reciclabilidade e ao uso único. Defendeu que a região assuma protagonismo na transição, alertando que o setor de plásticos, em especial os descartáveis, ocupa posição central na economia do Sul catarinense. Apresentou um modelo integrado de economia circular, envolvendo educação ambiental, coleta seletiva, rastreabilidade, triagem, otimização de processos e revalorização de resíduos. Afirmou que o projeto regional busca garantir que 100% dos plásticos coletados sejam reaproveitados, transformando um passivo ambiental em solução social e econômica. ↗
Gleisi Helena Hoffmann Perfil Prysmo
Deputado(a) Federal · PT · PRAliado›
📱 Rede social
Aquilo que muita gente vê como descarte pode se transformar em oportunidade. ♻️ Em Paranavaí, visitei a construção da Unidade de Triagem Mecanizada que irá revolucionar a gestão de resíduos no Noroeste do Paraná. Com tecnologia moderna, a estrutura irá ampliar a reciclagem, reduzir o volume de materiais destinados aos aterros sanitários e fortalecer uma economia mais sustentável para toda a região. O projeto beneficia 19 municípios e representa um avanço importante para a preservação ambiental, a gestão eficiente dos resíduos e a geração de trabalho e renda. Sustentabilidade não acontece apenas com discurso. Ela exige investimento, planejamento e compromisso com o futuro. É isso que estamos construindo: soluções que protegem o meio ambiente e melhoram a vida das pessoas. O Paraná que queremos é aquele que cresce sem deixar ninguém para trás e que pensa nas próximas gerações. ↗
Silvio Cezar Pereira Rangel Perfil Prysmo
Vice-PresidenteAliado›
📰 Notícia
A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), por meio da Câmara Técnica de Logística Reversa, promoveu um debate com empresários, representantes do setor produtivo e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para tratar das novas regras da logística reversa, estabelecidas pelo decreto 2.156/2026.
O evento "Do Decreto à Prática: Como se Preparar para as Novas Regras da Logística Reversa" foi realizado na terça-feira (23), na sede da Fiemt, e teve apresentação do coordenador de Gestão de Resíduos Sólidos da Sema-MT, Ricardo Carneiro, além do advogado Fabrício Soler, especialista no assunto.
A regulamentação estabelece diretrizes para a implementação, operacionalização e monitoramento dos sistemas de logística reversa, abrangendo produtos como pneus, pilhas, baterias, eletroeletrônicos, lâmpadas, medicamentos, óleos lubrificantes, embalagens de agrotóxicos e embalagens em geral.
Durante a abertura do evento, o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, destacou o trabalho conjunto realizado entre setor produtivo, entidades representativas e poder público para a construção do texto.
"Foi um êxito importante, mas principalmente pela união que teve entre os setores para que a gente pudesse chegar nesse momento. O decreto beneficia o meio ambiente, beneficia a cadeia logística de resíduos e representa um ganho importante para a indústria de Mato Grosso", afirmou.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Reciclagem de Resíduos Industriais, Domésticos e de Pneus do Estado de Mato Grosso (Sindirecicle-MT), Rafael Real, ressaltou que a nova regulamentação valoriza toda a cadeia da reciclagem e cria condições para ampliar os investimentos no setor.
"Não adianta apenas ter a vontade de ver os resíduos retornando à cadeia produtiva. É preciso que isso seja economicamente viável. O decreto caminha positivamente nessa direção, incentivando investimentos e fortalecendo a cadeia da reciclagem", destacou.
CONSTRUÇÃO COLETIVA - O superintendente da Fiemt, Lucas Barros, lembrou que as discussões começaram ainda em 2025, logo após a publicação da regulamentação anterior, e resultaram em um amplo processo de diálogo conduzido por meio da Câmara Técnica de Logística Reversa da Fiemt.
Segundo ele, representantes da indústria, associações nacionais, entidades gestoras e especialistas participaram da construção da proposta.
"Esse decreto foi construído a muitas mãos. Não apenas por atores de Mato Grosso, mas também com a contribuição de entidades nacionais. É uma consolidação do que há de melhor no Brasil, garantindo os aspectos ambientais sem comprometer a competitividade do setor industrial", afirmou.
Barros destacou que o decreto representa o que há de melhor no Brasil, garantindo a proteção ambiental e a competitividade das indústrias. Além disso, Lucas garantiu que a Câmara Técnica continuará atuando para acompanhar a implementação da norma e contribuir com futuros aperfeiçoamentos.
Já o presidente da Câmara Técnica de Logística Reversa da Fiemt, Rodrigo Crosara, ressaltou que a construção da regulamentação exigiu diálogo entre os diversos segmentos envolvidos. Segundo ele, o decreto representa um consenso possível entre diferentes interesses, contribuindo para o avanço da gestão responsável dos resíduos em Mato Grosso.
"Às vezes, não conseguimos chegar ao ponto ideal para cada um, mas chegar a um consenso e encontrar um ponto possível talvez seja o melhor caminho", disse Crosara.
OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA - Representando a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, o coordenador de Serviços e Gestão de Resíduos Sólidos da Sema-MT, Ricardo Carneiro, destacou que o decreto vai além das obrigações ambientais e abre espaço para o fortalecimento da economia circular e da indústria da reciclagem no estado.
"Esse foi um primeiro passo muito bem elaborado porque não foi unilateral. Tivemos a participação da Fiemt e de diversos setores. Além disso, estamos falando de uma oportunidade de negócio para Mato Grosso, uma possibilidade de fortalecer o setor industrial voltado para a reciclagem", afirmou.
De acordo com Carneiro, um dos principais objetivos da regulamentação é ampliar o conhecimento sobre os fluxos de materiais e resíduos no estado, permitindo que governo e setor produtivo tenham informações mais precisas para orientar investimentos e políticas públicas.
"A partir do momento em que conseguimos mensurar os materiais que entram e retornam ao ciclo produtivo, passamos a ter respostas mais concretas para o Estado e para toda a cadeia produtiva", explicou.
NOVAS EXIGÊNCIAS - O Decreto nº 2.156/2026 estabelece metas quantitativas e geográficas para diferentes cadeias produtivas e exige a apresentação de Planos de Logística Reversa e Relatórios Anuais de Resultados junto à Sema-MT.
A regulamentação também fortalece mecanismos de rastreabilidade, monitoramento e comprovação da destinação ambientalmente adequada dos resíduos, além de incentivar a participação de cooperativas, associações de catadores e demais atores da cadeia da reciclagem. ↗
Dorival Rodrigues dos Santos Perfil Prysmo
Presidente · SCAliado›
🎪 Evento
Enfatizou o papel central dos catadores na reciclagem e na economia circular, destacando que o plástico representa cerca de 70% da receita das cooperativas. Alertou para a vulnerabilidade econômica do setor, especialmente diante da dependência de atravessadores e da falta de segurança financeira para armazenamento e comercialização dos materiais. Defendeu a criação de mecanismos de remuneração pelos serviços prestados pelos catadores, contratos estáveis e maior integração das cooperativas às políticas públicas de gestão de resíduos. ↗
Maria de Fátima Bezerra Perfil Prysmo
Governador(a) · PT · RNAliado›
📱 Rede social
Vamos ter a consolidação de projetos de manejo e destinação adequada de resíduos sólidos nas regiões Central e Oeste Potiguar, isso é dignidade para quem mais precisa. Fotos: Sandro Menezes + https://t.co/PlQGRje4Ie ↗
Luciano Furtado Loubet Perfil Prysmo
Promotor(a) de Justiça · MSAliado›
🎪 Evento
Destacou três pontos centrais no debate sobre resíduos e plásticos. Primeiro, ressaltou que o Brasil já possui um marco normativo de responsabilidade compartilhada, envolvendo poder público, população, empresas, recicladores e catadores, aliado a um sistema de rastreabilidade de resíduos, que permite acompanhar todo o percurso do material — do CPF do catador até a indústria recicladora. Segundo, defendeu a necessidade de desoneração tributária da cadeia da reciclagem, classificando como ilógica a atual incidência de tributos tanto no envio do material para reciclagem quanto no retorno do produto reciclado, o que desestimula o setor. Por fim, apontou a importância de uma lei de incentivo à reciclagem, com clareza de que os investimentos destinados à reciclagem não concorram com outras políticas permitindo maior previsibilidade e estímulo financeiro para o fortalecimento da economia circular. ↗
Valdir Fontanella Perfil Prysmo
Prefeito(a) · PP · SCAliado›
🎪 Evento
Relatou a experiência regional com a formação de um consórcio intermunicipal envolvendo sete municípios, voltado à implementação da cadeia de logística reversa dos resíduos. Descreveu a realização da coleta seletiva, a classificação dos materiais e a destinação final por meio de cooperativas responsáveis pelo processo. Destacou que o município busca ampliar especialmente a cadeia do plástico, reconhecendo que esse material ainda recebe menos atenção dentro do sistema. Defendeu que a experiência regional pode servir como exemplo para outras localidades, ressaltando a necessidade de fortalecimento contínuo da estrutura de reciclagem. ↗
Carlos de Cordes Perfil Prysmo
Presidente · SCAliado›
🎪 Evento
Chamou atenção para a perspectiva dos trabalhadores, frequentemente secundarizada nos debates regulatórios. Destacou que a cadeia do plástico é responsável por milhares de empregos diretos e indiretos na região e constitui a segunda maior economia do Sul de Santa Catarina. Alertou que mudanças legislativas abruptas podem comprometer décadas de desenvolvimento regional, geração de renda e inclusão social, defendendo que qualquer transição regulatória considere mecanismos de proteção aos empregos e aos trabalhadores da ponta da cadeia produtiva. ↗
Alexander Turra Perfil Prysmo
Professor(a) · SPAliado›
🎪 Evento
Defendeu uma abordagem sistêmica para o problema dos resíduos plásticos, conciliando proteção ambiental, economia e bem-estar social. Alertou para o volume expressivo de resíduos com potencial de atingir o ambiente marinho e destacou a importância de fortalecer a gestão municipal de resíduos, especialmente em áreas urbanas vulneráveis. Propôs uma transição baseada em ciência, cooperação entre atores e no conceito de uma “economia do plástico 4.0”, capaz de gerar prosperidade compartilhada e reduzir impactos ambientais. ↗
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