O decreto mirou o mercado ilegal, mas quem avançou no Congresso foi a restrição à publicidade do mercado legal
Quatro narrativas. Quatro leituras.
Trilha da narrativa à regulação
Entre os dias 15 a 22 de junho:
82 manifestações de 48 stakeholders únicos, alta de 58% no volume e de 20% na base de atores em relação à semana anterior.
89% das manifestações em redes sociais e notícias, alta em relação aos 73% da semana anterior; proposições e discursos legislativos recuaram de 27% para 11%.
Narrativa nova, o combate ao mercado ilegal, saiu do zero para 40 manifestações após o Decreto 13.033/2026 e assumiu a liderança; o sigilo e a transparência das autorizações, eixo que liderava a semana anterior, praticamente desapareceu.
N1Combate ao mercado ilegal▲ nova
01 · NARRATIVA
40manifestações
Narrativa nova nesta semana, criada pelo decreto de 19/06. Não existia na semana anterior e já entra como a maior, puxada pelo Executivo federal.
02 · REGULAÇÃO · NOVAS PROPOSIÇÕES
0proposições
Nenhuma proposição nova no período.
03 · REGULAÇÃO · TRAMITAÇÕES
1tramitação
Uma tramitação, o PL 706/2025, que tipifica os jogos ilegais e já aparecia na semana anterior, agora com requerimento de urgência.
N2Saúde pública e ludopatia= estável
01 · NARRATIVA
16manifestações
Narrativa estável em volume (16 nesta semana, 12 na anterior), mas com salto na atividade legislativa: novas proposições e tramitações aumentaram, tornando-a a de maior densidade regulatória da semana.
02 · REGULAÇÃO · NOVAS PROPOSIÇÕES
3proposições
Três proposições novas nesta semana, ante uma na anterior. As três tratam da proteção sanitária e financeira do apostador.
03 · REGULAÇÃO · TRAMITAÇÕES
3tramitações
As tramitações saltaram de zero para três, o maior avanço regulatório da semana, voltadas à prevenção da ludopatia, à autoexclusão e ao jogo responsável. O detalhe dos pareceres e relatorias está no bloco da narrativa à regulação.
N3Restrição à publicidade= estável
01 · NARRATIVA
20manifestações
Narrativa estável (20 nesta semana, 19 na anterior), mas perdeu a liderança para o combate ao mercado ilegal.
02 · REGULAÇÃO · NOVAS PROPOSIÇÕES
2proposições
Duas proposições novas nesta semana, quatro na anterior, todas mirando a publicidade do setor.
03 · REGULAÇÃO · TRAMITAÇÕES
4tramitações
As tramitações subiram de uma para quatro, todas voltadas a restringir a publicidade do setor, inclusive a proteção de atletas menores. O detalhe dos pareceres e apensamentos está no bloco da narrativa à regulação.
N4Proibição total▼ queda
01 · NARRATIVA
6manifestações
A menor narrativa da semana, em leve alta (6 nesta semana, 4 na anterior), ainda restrita ao discurso.
02 · REGULAÇÃO · NOVAS PROPOSIÇÕES
0proposições
Nenhuma proposição nova nesta semana; uma na anterior.
03 · REGULAÇÃO · TRAMITAÇÕES
0tramitações
Sem tramitações nesta semana; três na anterior.
N1
Combate ao mercado ilegal
A asfixia financeira do mercado ilegal, organizada pelo Decreto 13.033/2026.
40
manifestações
▲ nova
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A mensagem
O eixo se organiza em torno de uma divisão nítida entre mercado legal e ilegal: o ato do Executivo é enquadrado como cerco ao clandestino, e não ao setor regulado. O vocabulário combina a linguagem técnica do bloqueio de recursos e da tolerância zero com a estética de torcida ("gol de placa", "golaço") mobilizada pelos apoiadores. O foco dos stakeholders ficou quase inteiramente no mercado ilegal. As únicas exceções foram Tiago Albrecht (vereador, NOVO-RS), que defendeu a existência do mercado legal regulado, e José Guimarães (deputado federal, PT-CE), que o criticou, conforme detalhado no relatório já enviado nesta semana. Fora esses dois, o decreto não gerou nenhuma nova manifestação sobre o mercado legal.
Quem e onde
Puxada pelo governo federal (Lula, Fazenda, Justiça, SPA e Receita) e pela base do PT, PSB e PSOL, com adesão inclusive de parlamentares de oposição.
Responsabilização de influenciadores e bancos Novo
Influenciadores que promovem bets ilegais passam a ser responsabilizados e tributados pela Receita Federal, e bancos e fintechs são acionados para bloquear os recursos dos operadores.
9
Asfixia financeira do mercado ilegal Novo
O bloqueio e o congelamento de recursos são apresentados como a principal ferramenta para sufocar as plataformas clandestinas.
8
Dimensão e dano do problema Novo
Mobiliza os números do governo (25 milhões de apostadores em plataformas ilegais e R$ 38,8 bilhões em perdas) e o impacto sobre as famílias para justificar a ação.
7
Tolerância zero e combate frontal Novo
Lula e a equipe econômica assumem o compromisso de combater "de todas as formas" as bets ilegais, com tolerância zero.
5
Crime organizado e Lei Antifacção Novo
Enquadra as bets ilegais como crime organizado e mobiliza a Lei Antifacção e a inteligência financeira do Estado para enfrentá-las.
Da narrativa à regulação
O combate ao mercado ilegal saltou de zero para a liderança em volume de manifestações após o Decreto 13.033/2026. No plano legislativo, já há um requerimento de urgência para o PL 706/2025, que tipifica os jogos ilegais. Com o decreto, a narrativa de combate ao mercado ilegal ganha força, o que pode gerar pressão pela aprovação do requerimento de urgência e pela deliberação do projeto em plenário.
Tramitações 1
Tipificação de jogos ilegais · Câmara dos Deputados · CCJC
PL 706/202526/02/2025
Altera o Código Penal para tipificar a promoção e a divulgação de jogos de azar ilegais ou não autorizados a funcionar no país.
Tramitação: Apresentado requerimento de urgência para o projeto, que aguarda parecer do Relator Lafayette de Andrada (PL/MG).
Ministério da Fazenda / Secretaria de Prêmios e Apostas · Secretário(a) · DF · Brasília · 19/06/2026
"Fizemos e estamos realizando uma série de ações que são importantes, não só no combate ao mercado ilegal, mas também no que está colocado dentro do processo regulatório. Já publicamos mais de 60 portarias. O processo regulatório vem se aperfeiçoando. A agenda regulatória da SPA é pública para que qualquer pessoa da sociedade interessada possa participar, possa sugerir e criticar"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira, 19 de junho, o Decreto nº 13.033, que fortalece o combate ao mercado ilegal de apostas no país. A medida, já publicada em edição extra do Diário Oficial da União, cria procedimentos para bloquear recursos movimentados por empresas de apostas de quota fixa que atuam sem autorização, interromper novas transações financeiras e permitir que valores obtidos de forma ilegal sejam destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública após a conclusão de processo administrativo.
"Vou assinar com muito prazer esse decreto e vamos combater de todas as formas possíveis qualquer bet ilegal desse país", afirmou o presidente em trecho de vídeo postado em seu canal nas redes sociais. "Com a nova Lei Antifacção e a inteligência acumulada no combate a crimes financeiros, Ministério da Fazenda, Ministério da Justiça e Advocacia-Geral da União avançam para sufocar o fluxo de recursos de bets ilegais".
Vou assinar com muito prazer esse decreto e vamos combater de todas as formas possíveis qualquer bet ilegal desse país"
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República
Os mecanismos que estão sendo criados se assemelham aos já utilizados na asfixia financeira ao crime organizado e se tornaram possíveis com aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei Antifacção, inicialmente proposta pelo Governo do Brasil. Entre eles, encontra-se o "perdimento de bens" das empresas que operavam as chamadas "bets ilegais". Tais valores serão utilizados pelo Governo do Brasil no financiamento do Fundo Nacional de Segurança Pública, contribuindo para o combate às próprias bets ilegais e aos demais tipos de crimes.
"Tudo isso passou a ser possível em função da Lei Antifacção, que deu essa ferramenta ao governo. Assim, o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça vão poder adotar essas providências para reverter o dinheiro do crime, o combate do crime organizado. Essa é mais uma ferramenta para fazermos a asfixia financeira contra o crime organizado", destacou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima.
COMO FUNCIONA -- Ao identificar um operador não autorizado, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, responsável pela regulação e supervisão da modalidade, poderá formalizar a irregularidade por meio de um auto de constatação, que registra e fundamenta a exploração ilegal.
A partir da emissão do auto, as instituições financeiras e de pagamentos serão notificadas para bloquear, em até 24 horas, os valores existentes e interromper novas transações relacionadas à bet irregular. O cumprimento das medidas deve ser informado em até 48 horas. O Banco Central será comunicado simultaneamente para supervisionar a execução. O bloqueio das contas e dos valores serão detalhados em resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).
A apuração dos casos ficará a cargo da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que irá instaurar e conduzir os processos administrativos. Além disso, a secretaria irá notificar a parte envolvida para apresentar sua impugnação.
Durante o processo, podem ser realizadas diligências e requisições de documentos e informações a instituições financeiras e entidades públicas. Caberá ainda à Senasp adotar as medidas necessárias à instrução do processo, inclusive a produção de provas para o esclarecimento dos fatos, observados o contraditório e a ampla defesa.
DESTINAÇÃO DOS RECURSOS -- O Decreto prevê, ainda, que os valores bloqueados que forem declarados perdidos ao final do processo administrativo serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). A iniciativa irá contribuir para o financiamento de ações de prevenção e combate à criminalidade. O bloqueio das contas será mantido até a realização do depósito judicial, podendo a Advocacia-Geral da União solicitar à Justiça outras medidas necessárias para preservar os valores.
"Quando a gente identificar uma ilegalidade, vamos comunicar aos bancos para que qualquer conta que você tenha que trate de recursos dessas bets irresponsáveis, trate de congelar. A partir disso, vamos mandar o processo para o Ministério da Justiça, que vai cuidar de caminhar até o fim, para que esse recurso saia dos bancos, respeitado o devido processo legal, e vá para o Fundo de Segurança Pública para fortalecer o combate à corrupção, o combate ao crime organizado, a partir do recurso das bets ilegais", explicou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
"O recurso que saiu do crime voltará à sociedade como segurança pública e na ponta onde se protege as pessoas, o que financiava a facção, passa a financiar o seu combate", destacou Wellington Lima.
COMBATE PERMANENTE -- A Secretaria de Prêmios e Apostas mantém ações permanentes no combate à oferta ilegal de apostas. Desde outubro de 2024, a secretaria possui acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), parceria que já resultou no bloqueio de mais de 50 mil domínios utilizados por plataformas irregulares. Os mecanismos de monitoramento estão sendo aperfeiçoados, incluindo um laboratório virtual voltado à identificação e ao bloqueio mais célere de plataformas irregulares.
No combate à publicidade irregular, a SPA monitora e fiscaliza conteúdos em ambientes digitais. As ações já removeram 780 perfis e 306 publicações que promoviam apostas irregulares, além de 190 aplicativos não autorizados retirados do ar. O trabalho é feito em cooperação com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e com o Conselho Digital do Brasil, que reúne as principais plataformas de tecnologia em operação no país.
A secretária de Prêmios e Apostas, Daniele Cardoso, reforçou o conjunto de ações desenvolvidas para o fortalecimento da regulação do setor e a promoção do jogo responsável. Ela destacou que o trabalho tem sido desenvolvido de forma articulada com diferentes órgãos públicos.
"Fizemos e estamos realizando uma série de ações que são importantes, não só no combate ao mercado ilegal, mas também no que está colocado dentro do processo regulatório. Já publicamos mais de 60 portarias. O processo regulatório vem se aperfeiçoando. A agenda regulatória da SPA é pública para que qualquer pessoa da sociedade interessada possa participar, possa sugerir e criticar", afirmou a secretária.
Entre as iniciativas estão a cooperação com a Secretaria Nacional do Consumidor, Procons, Ministério Público e Defensorias Públicas, além de parcerias com o Ministério da Saúde e a criação de grupo de trabalho interministerial. Entre os resultados, Daniele Cardoso citou iniciativas como o autoteste de saúde mental e saúde financeira.
CONTO DA SORTE -- O ministro Dario Durigan destacou as ações do Governo do Brasil no combate às apostas ilegais, como a realização da Operação Conto da Sorte, que cumpriu mandados nos estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo. A operação também garantiu a retenção de bens e direitos no limite de R$ 145 milhões para restituição dos ilícitos apurados.
AUTOEXCLUSÃO -- No âmbito do jogo responsável, o Governo do Brasil disponibilizou, em dezembro de 2025, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão. A ferramenta permite que os usuários solicitem, em uma única operação, o bloqueio do seu acesso a todas as plataformas autorizadas pelo governo federal. A medida amplia a capacidade de monitoramento do Estado e contribui para um ambiente regulado mais seguro e transparente. Até o momento, foram mais de 650 mil pedidos de autobloqueio.
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA -- Em complemento às ações do governo no combate ao mercado ilegal de apostas, o Ministério da Fazenda publicou a Portaria nº 17.66, de 17 de junho de 2026, que regulamenta a responsabilidade tributária solidária de instituições financeiras, de pagamento e instituidores de pagamento que contribuam para a exploração irregular da modalidade lotérica de apostas de quota fixa. A medida fortalece os mecanismos de fiscalização e controle do setor e está prevista na Lei Complementar nº 224/2025.
Nos termos da regulamentação, a responsabilidade tributária solidária poderá ser aplicada quando as instituições, após comunicado formal do Ministério da Fazenda, continuarem permitindo ou processando transações destinadas à empresas não autorizadas a operar no país, nos termos da Lei nº 14.790, de 2023.
A portaria define um fluxo operacional para a comunicação e adoção de medidas que impeçam a continuidade de operações financeiras que viabilizem a atuação de operadores irregulares. A partir do recebimento da notificação, as instituições terão o prazo de 24 horas para adotar medidas restritivas destinadas a impedir novas transações que possam viabilizar a exploração irregular de apostas.
A norma também alcança pessoas físicas e jurídicas que divulguem publicidade ou propaganda comercial de operadores de apostas sem autorização federal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira que o governo vai congelar recursos de bets ilegais e enviar ao Fundo de Segurança Pública. […]
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira que o governo vai congelar recursos de bets ilegais e enviar ao Fundo de Segurança Pública. A medida tem como objetivo aumentar a fiscalização sobre empresas que exploram as apostas de forma irregular.
"Com a nova Lei Antifacção e a inteligência acumulada no combate a crimes financeiros, Ministério da Fazenda, Ministério da Justiça e Advocacia-Geral da União avançam para sufocar o fluxo de recursos de bets ilegais", escreveu o presidente, em postagem nas redes sociais.
O dinheiro, segundo Lula, será usado para reforças o combate às estruturas financeiras do crime organizado no país. O anúncio ocorre um dia após uma operação policial que teve como alvo um esquema de movimentação bilionária de recursos por meio de plataformas de apostas clandestinas.
Em entrevista a jornalistas, o ministro Dario Durigan (Fazenda) detalhou a medida:
-- O decreto que o presidente assinou hoje permite que a gente faça um bloqueio dos recursos identificados nas instituições financeiras que provenham dessas bets ilegais.
Regulamentação das bets
As plataformas de apostas online passaram a ter regras específicas no país após a aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional no fim de 2023, sancionada por Lula. O projeto foi enviado pelo Ministério da Fazenda com o objetivo inicial de regulamentar as apostas esportivas, as chamadas "bets",que já operavam no Brasil sem regulação.
Durante a tramitação na Câmara, o relator da proposta, deputado Adolfo Viana (PSDB-BA), incluiu no texto a autorização para os chamados "jogos online", categoria que engloba cassinos virtuais como o popularmente conhecido "tigrinho". O dispositivo chegou a ser restringido pelo Senado, que tentou limitar a regulamentação apenas às apostas esportivas, mas a previsão foi restabelecida na Câmara antes da aprovação final da lei, sancionada pelo presidente em dezembro de 2023.
Influenciadores digitais que fizerem propaganda de plataformas de apostas ilegais serão responsabilizados tributariamente, informou o governo federal nesta sexta-feira (19). […]
Influenciadores digitais que fizerem propaganda de plataformas de apostas ilegais serão responsabilizados tributariamente, informou o governo federal nesta sexta-feira (19).
"Se um influenciador entrar em uma rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções administrativas da SPA [Secretaria de Prêmios e Apastas], a Receita Federal vai cobrar Imposto de Renda e também tributos como PIS e Cofins", afirmou o secretário da Receita Federal, Robison Barreirinhas.
Mais cedo, o governo federal anunciou que vai bloquear recursos vinculados a plataformas de apostas ilegais e destiná-los ao Fundo Nacional de Segurança Pública, respeitando o devido processo legal.
"Se o influenciador está ganhando dinheiro com uma bet ilegal, ele terá de pagar Imposto de Renda sobre esse rendimento", declarou.
O secretário também informou que instituições financeiras que movimentarem recursos relacionados a bets ilegais também serão responsabilizadas no âmbito tributário.
Nesta manhã, o governo anunciou que vai bloquear recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública, respeitando o processo legal.
A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e depois confirmada em um vídeo gravado pelo presidente Lula nas redes.
"Block para o jogo ilegal! Ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assinei hoje uma nova medida que garante o bloqueio de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas", diz a publicação do presidente.
"Cumprido o devido processo, os recursos bloqueados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e reforçarão o combate às estruturas financeiras do crime organizado no país", detalhou o petista.
Durigan explicou que o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça vão bloquear, administrativamente e de forma preventiva, recursos que são originados de jogos chamados pelo governo de "irresponsáveis", ou seja, de plataformas que operam de forma irregular.
Na prática, quando houver indícios de que uma empresa está explorando apostas de forma irregular, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda poderá notificar as instituições financeiras para bloquear os recursos ligados à atividade.
Segundo o governo, o procedimento deverá seguir as regras do processo administrativo, garantindo o direito de defesa e de contestação dos investigados, sem afetar os direitos dos apostadores.
Essa comunicação incluirá um contato direto com as instituições financeiras, segundo Durigan.
O ministro acrescentou que o governo vai enviar esses processos de bets ilegais ao Ministério da Justiça para que esses recursos saiam dos bancos.
"A asfixia financeira é uma das principais ferramentas para enfraquecer organizações que dependem de recursos para manter suas atividades. Agora, valores relacionados às Bets ilegais poderão ser direcionados para ações de segurança pública, fortalecendo uma política permanente de combate ao crime organizado"
Brasília, 19/6/2026 O Governo Federal apresentou, nesta sexta-feira (19), uma nova estratégia de enfrentamento ao mercado ilegal de apostas de quota fixa, baseada na asfixia financeira de operadores que atuam sem autorização. O Decreto n 13.033, assinado hoje pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, amplia os mecanismos de identificação, bloqueio e perdimento de valores vinculados às chamadas "Bets ilegais" e estabelece uma atuação integrada entre órgãos públicos, instituições financeiras e entidades reguladoras. O evento foi realizado no Ministério da Fazenda. A medida reforça a política de tolerância zero contra operadores clandestinos, impedindo que recursos obtidos de forma irregular continuem circulando no sistema financeiro. Após a conclusão dos processos administrativos e judiciais previstos, os valores declarados perdidos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), fortalecendo ações de prevenção e combate à criminalidade. O novo mecanismo adota a estratégia de asfixia financeira já empregada no combate às organizações criminosas e foi viabilizado pelos instrumentos criados a partir da Lei Antifacção, aprovada pelo Congresso Nacional após proposta apresentada pelo Governo do Brasil. A legislação ampliou a capacidade do Estado de atingir estruturas econômicas que sustentam atividades ilegais. Durante coletiva de imprensa sobre a iniciativa, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destacou que o decreto amplia a capacidade de resposta do Estado contra atividades ilícitas que utilizam o sistema financeiro. "A tolerância do Governo com atividades ilegais que movimentam recursos de origem irregular é zero. A asfixia financeira é uma ferramenta fundamental para retirar poder econômico de quem atua fora da lei. Com esse decreto, fortalecemos a capacidade do Estado de interromper esses fluxos e transformar recursos ilícitos em investimentos para a segurança pública", destacou. Segundo o ministro, a medida integra a estratégia do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que tem entre seus pilares o enfrentamento às estruturas financeiras utilizadas por grupos criminosos. "A asfixia financeira é uma das principais ferramentas para enfraquecer organizações que dependem de recursos para manter suas atividades. Agora, valores relacionados às Bets ilegais poderão ser direcionados para ações de segurança pública, fortalecendo uma política permanente de combate ao crime organizado", acrescentou. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a regulamentação impede que operadores irregulares utilizem o sistema financeiro para manter negócios clandestinos. "Quem atua à margem da lei não pode continuar usando o sistema financeiro para sustentar negócios clandestinos. Ao bloquear a circulação de recursos em operações de Bets não autorizadas, a norma atinge o centro econômico dessas atividades, reduz incentivos à ilegalidade e reforça o compromisso do Governo com uma regulação séria, efetiva e orientada pelo interesse público", pontuou. Como funcionará o bloqueio de valores A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, será responsável por identificar operadores que exploram apostas de quota fixa sem autorização. A irregularidade será formalizada por meio de auto de constatação, documento que registra e fundamenta a exploração ilegal. Após a emissão do auto, as instituições financeiras e de pagamento serão comunicadas para bloquear, em até 24 horas, os valores existentes e interromper novas movimentações relacionadas à operação irregular. As instituições deverão informar o cumprimento da medida em até 48 horas, enquanto o Banco Central (BC) acompanhará a execução dos procedimentos. A condução dos processos administrativos ficará sob responsabilidade da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Durante a tramitação, serão assegurados o contraditório e a ampla defesa, com possibilidade de apresentação de documentos, realização de diligências e produção de provas. Integração institucional contra o mercado ilegal O secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges, afirmou que o decreto fortalece a atuação coordenada entre diferentes instituições públicas. "A complexidade das atividades ilegais exige uma resposta integrada do Estado. A união entre órgãos reguladores, instituições financeiras e estruturas de segurança permite identificar com maior precisão os responsáveis, interromper fluxos ilícitos e garantir que esses recursos sejam revertidos em benefício da sociedade." A iniciativa reúne diferentes áreas do Governo Federal para ampliar a capacidade de fiscalização e responsabilização de agentes que utilizam o ambiente digital e financeiro para operar fora da regulamentação. Ambiente digital mais seguro O combate às Bets ilegais também envolve ações voltadas ao ambiente digital, com monitoramento de plataformas, publicidade irregular e aplicativos não autorizados. O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, afirmou que o enfrentamento às atividades ilegais na internet exige mecanismos capazes de acompanhar a velocidade das transformações digitais. "A proteção dos usuários depende de uma atuação coordenada, com capacidade de identificar práticas irregulares, responsabilizar agentes que descumprem as regras e fortalecer um ambiente digital mais seguro. A regulação precisa acompanhar a dinâmica das novas formas de exploração ilegal", afirmou. Recursos destinados à segurança pública O decreto estabelece que os valores declarados perdidos ao final do processo administrativo sejam destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. Os recursos poderão financiar ações de prevenção e enfrentamento à criminalidade em todo o País. A medida reforça a estratégia do Governo Federal de retirar recursos de atividades ilegais e direcioná-los para políticas públicas de segurança. Fiscalização permanente Desde outubro de 2024, a Secretaria de Prêmios e Apostas mantém acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para o bloqueio de sites ilegais. A parceria já resultou no bloqueio de mais de 50 mil domínios irregulares. A SPA também atua no combate à publicidade ilícita de apostas. As ações já resultaram na remoção de 780 perfis e 306 publicações que promoviam apostas irregulares, além de 190 aplicativos não autorizados retirados do ar. No âmbito do jogo responsável, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão permite que usuários solicitem, em uma única operação, o bloqueio do acesso a todas as plataformas autorizadas pelo Governo Federal. Desde o lançamento, foram registrados mais de 650 mil pedidos de autobloqueio.
"Quando a gente identificar uma ilegalidade, vamos comunicar aos bancos para que qualquer conta que você tenha que trate de recursos dessas bets irresponsáveis, trate de congelar. A partir disso, vamos mandar o processo para o Ministério da Justiça, que vai cuidar de caminhar até o fim, para que esse recurso saia dos bancos, respeitado o devido processo legal, e vá para o Fundo de Segurança Pública para fortalecer o combate à corrupção, o combate ao crime organizado, a partir do recurso das bets ilegais"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira, 19 de junho, o Decreto nº 13.033, que fortalece o combate ao mercado ilegal de apostas no país. A medida, já publicada em edição extra do Diário Oficial da União, cria procedimentos para bloquear recursos movimentados por empresas de apostas de quota fixa que atuam sem autorização, interromper novas transações financeiras e permitir que valores obtidos de forma ilegal sejam destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública após a conclusão de processo administrativo.
"Vou assinar com muito prazer esse decreto e vamos combater de todas as formas possíveis qualquer bet ilegal desse país", afirmou o presidente em trecho de vídeo postado em seu canal nas redes sociais. "Com a nova Lei Antifacção e a inteligência acumulada no combate a crimes financeiros, Ministério da Fazenda, Ministério da Justiça e Advocacia-Geral da União avançam para sufocar o fluxo de recursos de bets ilegais".
Vou assinar com muito prazer esse decreto e vamos combater de todas as formas possíveis qualquer bet ilegal desse país"
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República
Os mecanismos que estão sendo criados se assemelham aos já utilizados na asfixia financeira ao crime organizado e se tornaram possíveis com aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei Antifacção, inicialmente proposta pelo Governo do Brasil. Entre eles, encontra-se o "perdimento de bens" das empresas que operavam as chamadas "bets ilegais". Tais valores serão utilizados pelo Governo do Brasil no financiamento do Fundo Nacional de Segurança Pública, contribuindo para o combate às próprias bets ilegais e aos demais tipos de crimes.
"Tudo isso passou a ser possível em função da Lei Antifacção, que deu essa ferramenta ao governo. Assim, o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça vão poder adotar essas providências para reverter o dinheiro do crime, o combate do crime organizado. Essa é mais uma ferramenta para fazermos a asfixia financeira contra o crime organizado", destacou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima.
COMO FUNCIONA -- Ao identificar um operador não autorizado, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, responsável pela regulação e supervisão da modalidade, poderá formalizar a irregularidade por meio de um auto de constatação, que registra e fundamenta a exploração ilegal.
A partir da emissão do auto, as instituições financeiras e de pagamentos serão notificadas para bloquear, em até 24 horas, os valores existentes e interromper novas transações relacionadas à bet irregular. O cumprimento das medidas deve ser informado em até 48 horas. O Banco Central será comunicado simultaneamente para supervisionar a execução. O bloqueio das contas e dos valores serão detalhados em resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).
A apuração dos casos ficará a cargo da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que irá instaurar e conduzir os processos administrativos. Além disso, a secretaria irá notificar a parte envolvida para apresentar sua impugnação.
Durante o processo, podem ser realizadas diligências e requisições de documentos e informações a instituições financeiras e entidades públicas. Caberá ainda à Senasp adotar as medidas necessárias à instrução do processo, inclusive a produção de provas para o esclarecimento dos fatos, observados o contraditório e a ampla defesa.
DESTINAÇÃO DOS RECURSOS -- O Decreto prevê, ainda, que os valores bloqueados que forem declarados perdidos ao final do processo administrativo serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). A iniciativa irá contribuir para o financiamento de ações de prevenção e combate à criminalidade. O bloqueio das contas será mantido até a realização do depósito judicial, podendo a Advocacia-Geral da União solicitar à Justiça outras medidas necessárias para preservar os valores.
"Quando a gente identificar uma ilegalidade, vamos comunicar aos bancos para que qualquer conta que você tenha que trate de recursos dessas bets irresponsáveis, trate de congelar. A partir disso, vamos mandar o processo para o Ministério da Justiça, que vai cuidar de caminhar até o fim, para que esse recurso saia dos bancos, respeitado o devido processo legal, e vá para o Fundo de Segurança Pública para fortalecer o combate à corrupção, o combate ao crime organizado, a partir do recurso das bets ilegais", explicou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
"O recurso que saiu do crime voltará à sociedade como segurança pública e na ponta onde se protege as pessoas, o que financiava a facção, passa a financiar o seu combate", destacou Wellington Lima.
COMBATE PERMANENTE -- A Secretaria de Prêmios e Apostas mantém ações permanentes no combate à oferta ilegal de apostas. Desde outubro de 2024, a secretaria possui acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), parceria que já resultou no bloqueio de mais de 50 mil domínios utilizados por plataformas irregulares. Os mecanismos de monitoramento estão sendo aperfeiçoados, incluindo um laboratório virtual voltado à identificação e ao bloqueio mais célere de plataformas irregulares.
No combate à publicidade irregular, a SPA monitora e fiscaliza conteúdos em ambientes digitais. As ações já removeram 780 perfis e 306 publicações que promoviam apostas irregulares, além de 190 aplicativos não autorizados retirados do ar. O trabalho é feito em cooperação com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e com o Conselho Digital do Brasil, que reúne as principais plataformas de tecnologia em operação no país.
A secretária de Prêmios e Apostas, Daniele Cardoso, reforçou o conjunto de ações desenvolvidas para o fortalecimento da regulação do setor e a promoção do jogo responsável. Ela destacou que o trabalho tem sido desenvolvido de forma articulada com diferentes órgãos públicos.
"Fizemos e estamos realizando uma série de ações que são importantes, não só no combate ao mercado ilegal, mas também no que está colocado dentro do processo regulatório. Já publicamos mais de 60 portarias. O processo regulatório vem se aperfeiçoando. A agenda regulatória da SPA é pública para que qualquer pessoa da sociedade interessada possa participar, possa sugerir e criticar", afirmou a secretária.
Entre as iniciativas estão a cooperação com a Secretaria Nacional do Consumidor, Procons, Ministério Público e Defensorias Públicas, além de parcerias com o Ministério da Saúde e a criação de grupo de trabalho interministerial. Entre os resultados, Daniele Cardoso citou iniciativas como o autoteste de saúde mental e saúde financeira.
CONTO DA SORTE -- O ministro Dario Durigan destacou as ações do Governo do Brasil no combate às apostas ilegais, como a realização da Operação Conto da Sorte, que cumpriu mandados nos estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo. A operação também garantiu a retenção de bens e direitos no limite de R$ 145 milhões para restituição dos ilícitos apurados.
AUTOEXCLUSÃO -- No âmbito do jogo responsável, o Governo do Brasil disponibilizou, em dezembro de 2025, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão. A ferramenta permite que os usuários solicitem, em uma única operação, o bloqueio do seu acesso a todas as plataformas autorizadas pelo governo federal. A medida amplia a capacidade de monitoramento do Estado e contribui para um ambiente regulado mais seguro e transparente. Até o momento, foram mais de 650 mil pedidos de autobloqueio.
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA -- Em complemento às ações do governo no combate ao mercado ilegal de apostas, o Ministério da Fazenda publicou a Portaria nº 17.66, de 17 de junho de 2026, que regulamenta a responsabilidade tributária solidária de instituições financeiras, de pagamento e instituidores de pagamento que contribuam para a exploração irregular da modalidade lotérica de apostas de quota fixa. A medida fortalece os mecanismos de fiscalização e controle do setor e está prevista na Lei Complementar nº 224/2025.
Nos termos da regulamentação, a responsabilidade tributária solidária poderá ser aplicada quando as instituições, após comunicado formal do Ministério da Fazenda, continuarem permitindo ou processando transações destinadas à empresas não autorizadas a operar no país, nos termos da Lei nº 14.790, de 2023.
A portaria define um fluxo operacional para a comunicação e adoção de medidas que impeçam a continuidade de operações financeiras que viabilizem a atuação de operadores irregulares. A partir do recebimento da notificação, as instituições terão o prazo de 24 horas para adotar medidas restritivas destinadas a impedir novas transações que possam viabilizar a exploração irregular de apostas.
A norma também alcança pessoas físicas e jurídicas que divulguem publicidade ou propaganda comercial de operadores de apostas sem autorização federal.
"Primeiro que a gente tem que ter tolerância zero com bets ilegais e com os jogos irresponsáveis. Isso não é nem debate. Isso é, inclusive, assunto de polícia"
Ministro da Fazenda concedeu entrevista ao Metrópoles e afirmou que governo tem política de tolerância zero com apostas on-line ilegais
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta quinta-feira (18/6) que o tratamento para bets ilegais deve ser realizado pela polícia. Em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, o chefe da pasta econômica do governo Lula falou em "tolerância zero" para as apostas on-line ilegais.
"Primeiro que a gente tem que ter tolerância zero com bets ilegais e com os jogos irresponsáveis. Isso não é nem debate. Isso é, inclusive, assunto de polícia", declarou Durigan.
A entrevista foi concedida aos jornalistas Natália André, Milena Teixeira, Camila Xavier e Deivid Souza.
Inflação
Questionado sobre o fato de a inflação dos alimentos ter representado quase metade da taxa de maio, quando os preços de bens e serviços do país subiram 0,58%, após acelerarem 0,67% em abril, Durigan declarou que não minimiza a preocupação das pessoas com o custo de vida e defendeu que a situação precisa ser monitorada de perto.
"Apesar de ter um nível baixo de inflação para os patamares brasileiros, em nenhum momento eu menosprezo o sentimento das pessoas que estão dizendo que está cara a comida. Acho que nós temos que acompanhar com cuidado. O Banco Central faz o papel dele, o governo faz o seu papel com medidas pontuais, não de controle de preço e, em especial, cuidando do fiscal", afirmou.
O ministro também mencionou que o governo está fazendo um bloqueio de R$ 23 bilhões do orçamento para cumprir as metas fiscais.
"A norma fortalece de forma decisiva a capacidade do Estado brasileiro de enfrentar operadores ilegais. Quem atua à margem da lei não pode continuar usando o sistema financeiro para sustentar negócios clandestinos. Ao bloquear a circulação de recursos em operações de bets não autorizadas, a norma atinge o centro econômico das atividades ilícitas, reduz incentivos à ilegalidade e reforça o compromisso do governo com uma regulação séria, efetiva e orientada pelo interesse público"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira (19) o Decreto n 13.033/2026, que regulamenta o artigo 21-A da Lei n 14.790, de 29 de dezembro de 2023. "Vamos combater, de todas as formas possíveis, qualquer bet ilegal deste país", declarou o presidente Lula durante a assinatura do ato normativo nesta manhã. A norma define os procedimentos para o bloqueio de contas de operadores irregulares de apostas de quota fixa e para a remessa de informações destinadas à apuração e à declaração de perdimento de bens em favor da União. A medida amplia os instrumentos de combate à exploração ilegal de apostas e fortalece a atuação do Estado contra empresas que operam sem autorização no país. "A norma fortalece de forma decisiva a capacidade do Estado brasileiro de enfrentar operadores ilegais. Quem atua à margem da lei não pode continuar usando o sistema financeiro para sustentar negócios clandestinos. Ao bloquear a circulação de recursos em operações de bets não autorizadas, a norma atinge o centro econômico das atividades ilícitas, reduz incentivos à ilegalidade e reforça o compromisso do governo com uma regulação séria, efetiva e orientada pelo interesse público", afirma o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O decreto regulamenta dispositivo incluído pela Lei n 15.358, de 2026, que passou a autorizar o bloqueio de recursos vinculados a operadores ilegais. O procedimento deverá respeitar o devido processo administrativo, assegurando o contraditório e a ampla defesa, sem prejuízo aos direitos dos apostadores. De acordo com a regulamentação, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda poderá emitir Auto de Constatação de Irregularidade e Notificação de Bloqueio às instituições financeiras quando forem identificados indícios de exploração irregular da atividade. Efetivado o bloqueio, será instaurado processo administrativo para apuração dos fatos e eventual declaração de perdimento dos valores. Após a conclusão do processo administrativo e a confirmação da irregularidade, a Advocacia-Geral da União (AGU) poderá ingressar com ação judicial para requerer a decretação do perdimento dos recursos e autorizar sua transferência ao Fundo Nacional de Segurança Pública. Os valores recuperados serão destinados ao financiamento de ações e políticas públicas de segurança pública, conforme previsto na legislação. Brasil Contra o Crime Organizado "A medida vem em boa hora. O decreto viabiliza que valores vinculados às bets ilegais sejam revertidos para ações que integram o Brasil Contra o Crime Organizado. Tudo isso só passou a ser possível por conta da Lei Antifacção. Essa é mais uma ferramenta para fazermos a asfixia financeira contra o crime organizado", aponta Wellington Lima, ministro da Justiça e da Segurança Pública. A regulamentação integra o conjunto de medidas adotadas pelo Governo Federal para assegurar o cumprimento das regras do setor de apostas de quota fixa, coibir a atuação de operadores ilegais e fortalecer os mecanismos de fiscalização e controle. Como exemplo desse esforço de combate às operações irregulares, o ministro Dario Durigan destacou os resultados da Operação Conto da Sorte, realizada na quinta-feira (18), que resultou no bloqueio de 50 mil sites de empresas ilegais, além da interrupção das atividades de 350 operadores. Segundo ele, a ação também identificou 37 instituições financeiras envolvidas na movimentação de recursos ilícitos. "Há, ainda, 37 instituições financeiras que movimentaram recursos ilegais. Nós precisamos garantir que, com o devido processo legal, esses recursos vão para a segurança pública e parem de atrapalhar a economia das famílias brasileiras".
“O Ministério da Fazenda está intensificando o combate às bets ilegais. Em parceria com a Receita Federal, Ministérios Públicos e forças policiais, o governo amplia a capacidade do Estado de identificar e desarticular organizações criminosas que atuam no setor.
A Operação Conto da Sorte nasceu de informações produzidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, sobre irregularidades envolvendo uma autarquia do município de Bodó (RN).
As investigações seguintes foram feitas pela Receita Federal e Ministério Público do Rio Grande do Norte, com apoios estaduais.
A investigação aponta o uso de empresas de fachada, laranjas e fintechs para movimentar recursos de apostas ilegais e ocultar sua origem, inclusive com indícios de lavagem internacional de dinheiro.
Nesta quinta-feira, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Ceará e São Paulo. A ação reúne Receita Federal, Ministérios Públicos e polícias estaduais.
Somente os valores declarados pelas empresas ao município de Bodó chegam a quase R$ 500 milhões. As investigações indicam que o volume real movimentado pode alcançar bilhões de reais.
O Ministério da Fazenda seguirá fortalecendo a repressão às bets ilegais. Hoje, Receita Federal e Ministério Público de Pernambuco assinam acordo para ampliar o compartilhamento de inteligência e as ações conjuntas.”
"Esses 350 operadores utilizaram 37 instituições financeiras, em geral, fintechs e instituições de pagamento com baixa supervisão"[…]"A gente estende essa responsabilidade solidária, evidentemente com o intuito de desincentivar que instituições financeiras deem guarida a essas bets ilegais, dado que hoje o mercado está muito bem regulado pela SPA. Então, a bet que não tem autorização, ela é claramente ilegal, não deve ter essa guarida das instituições financeiras"
Nova regra permite congelamento imediato de valores movimentados por operadores não autorizados e fortalece fiscalização do setor.
Manaus (AM) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta sexta-feira (19), decreto que prevê o bloqueio imediato de recursos financeiros de bets ilegais - empresas de apostas de quota fixa que funcionam irregularmente no mercado.
Após o congelamento pelos bancos e o fim de um processo legal, o dinheiro será transferido para o Fundo Nacional de Segurança Pública, para ser utilizado no combate ao crime organizado no país.
O Decreto nº 13.033/2026 foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida foi possível com a aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei Antifacção. Um dos mecanismos previstos é o "perdimento de bens".
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, desde 2025, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda solicitou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o bloqueio de quase 50 mil sites de apostas ilegais, de responsabilidade de cerca de 350 operadores, também bloqueados.
"Esses 350 operadores utilizaram 37 instituições financeiras, em geral, fintechs e instituições de pagamento com baixa supervisão", disse Durigan em entrevista coletiva à imprensa, explicando que há notificação sobre essas instituições em diversos órgão competentes.
"O que a Lei Antifacção nos permitiu? [..] Um novo documento, que vai ser apurado pela SPA, vai ser enviado diretamente aos bancos e às instituições financeiras com ciência do Banco Central. Uma vez que a instituição financeira receber essa nova notificação, a obrigação legal passa a valer, e a instituição financeira tem que bloquear todas as contas que ela tiver identificado por onde passou recurso dessas bets ilegais. É um bloqueio administrativo imediato", explicou.
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Passo a passo
Como autoridade reguladora e supervisora das bets, a SPA, ao identificar um operador não autorizado, formalizará a irregularidade por meio de um auto de constatação, que registra e fundamenta a exploração ilegal.
Emitido o auto, a secretaria notifica as instituições financeiras e de pagamentos para que bloqueiem, em até 24 horas, os valores existentes em contas relacionadas à empresa irregular e interrompam novas transações. As instituições devem reportar o cumprimento da medida em até 48 horas.
O Banco Central também será comunicado simultaneamente para supervisionar a execução. Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentará os procedimentos operacionais de bloqueio das contas e dos valores.
Já a instauração e a condução dos processos administrativos caberão à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que notificará a parte envolvida para apresentar defesa. Durante o processo, podem ser realizadas diligências e requisições de documentos e informações a instituições financeiras e entidades públicas.
Caberá ainda à Senasp adotar as medidas necessárias à instrução do processo, inclusive a produção de provas para o esclarecimento dos fatos, observados o contraditório e a ampla defesa.
Após a decisão administrativa final que declara o cabimento do perdimento de bens, o Ministério da Justiça e Segurança Pública remeterá os autos à Advocacia-Geral da União (AGU) com os elementos necessários ao ajuizamento da ação judicial. Após a abertura da ação, os valores bloqueados serão convertidos, então, em depósito judicial para que permaneçam à disposição do resultado da ação.
Responsabilidade solidária
Nesta quinta-feira (18), o Ministério da Fazenda também publicou a Portaria nº 1.766/2026, que regulamenta a responsabilidade tributária solidária das instituições financeiras que derem movimentação a recursos de bets ilegais.
"A gente estende essa responsabilidade solidária, evidentemente com o intuito de desincentivar que instituições financeiras deem guarida a essas bets ilegais, dado que hoje o mercado está muito bem regulado pela SPA. Então, a bet que não tem autorização, ela é claramente ilegal, não deve ter essa guarida das instituições financeiras", disse Durigan.
"Caso a instituição financeira dê curso [às movimentações], a Receita Federal vai notificar junto com a SPA, já atribuindo responsabilidade solidária e fazendo a devida cobrança das obrigações tributárias [quer seriam das casas de apostas]", explicou.
(*) Com informações da Agência Brasil
"Meu compromisso, o compromisso do ministro Wellington Lima (Justiça), do presidente Lula, é com tolerância zero ao jogo ilegal e um chamado cada vez mais rigoroso para que as empresas regulares, as empresas que cumprem com a lei brasileira, nos ajudem a proteger as nossas famílias o quanto mais"
Governo federal adota medidas que atingem bancos e influenciadores para promover asfixia financeira de bets ilegais que atuam no Brasil
O governo federal adotou, nesta semana, duas medidas que implicam instituições financeiras e influencers que tenham algum tipo de relação com casas de apostas (bets) que atuam de maneira ilegal no país. As ações fazem parte de uma tentativa de fechar o cerco às empresas que atuam à revelia da lei.
A partir de agora, tanto as instituições financeiras quanto influenciadores digitais poderão ter de responder à Receita Federal. Em relação aos influencers, eles poderão pagar impostos, caso divulguem bets sem autorização de funcionamento.
"A Receita Federal vai cobrar o Imposto de Renda, o PIS/Cofins. É justo. Se o influencer está ganhando dinheiro com bet ilegal, que pague o Imposto de Renda dessa bet ilegal que está no exterior", explicou o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.
As bets ilegais são uma preocupação, porque, segundo dados apresentados pelo Ministério da Fazenda, elas representam de 41% a 51% das plataformas.
Perfil dos apostadores no Brasil
* O Brasil tem hoje 27 milhões de apostadores, segundo dados de 85 empresas de apostas autorizadas;
* Os números foram divulgados nessa sexta-feira (19/6) pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda;
* Dentre os CPFs que registraram apostas em 2025, 31,7% eram do sexo feminino e 68,3% do sexo masculino;
* 45,4% dos CPFs que apostaram no ano passado tinham até 30 anos, e a faixa etária de 31 a 40 anos representa 28,6% do total.
Responsabilização de bancos
Em relação aos bancos, foi editada, na última quarta-feira (17/6), uma portaria para estabelecer a responsabilidade solidária a instituições financeiras que movimentarem recursos de bets ilegais. A Receita Federal vai autuar as instituições que desrespeitarem as normas.
O texto da portaria determina que os impostos que não forem pagos pela empresa de apostas serão cobrados das instituições financeiras onde as bets tenham conta.
Até essa sexta, foram emitidos comunicados para 37 instituições, que detinham contas de bets que movimentaram cerca de R$ 50 bilhões.
As empresas de apostas foram alvo da Operação Conto da Sorte que cumpriu 14 mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo.
"Meu compromisso, o compromisso do ministro Wellington Lima (Justiça), do presidente Lula, é com tolerância zero ao jogo ilegal e um chamado cada vez mais rigoroso para que as empresas regulares, as empresas que cumprem com a lei brasileira, nos ajudem a proteger as nossas famílias o quanto mais", frisou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Bloqueios financeiros
Os bancos também poderão ser enquadrados em caso de descumprimento de bloqueios de recursos de bets ilegais. Nessa sexta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que prevê o bloqueio preventivo de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas.
As instituições financeiras deverão congelar as contas das bets ilegais quando notificadas pela administração federal. Se isso não ocorrer, elas estarão sujeitas a punições e ao acompanhamento do Banco Central (BC), que regula os bancos. Os recursos deverão ser direcionados para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).
O presidente Lula já disse publicamente que, por ele, as bets seriam extintas do Brasil. O governo federal atribui, ao menos em parte, os problemas financeiros da população aos gastos com apostas e jogos de azar. Com a proximidade das eleições, o governo tem intensificado as ações para reduzir a atuação das empresas ilegais de apostas.
Influenciadores digitais que fizerem propaganda de plataformas de apostas ilegais serão responsabilizados tributariamente, informou o governo federal nesta sexta-feira (19). […]
Influenciadores digitais que fizerem propaganda de plataformas de apostas ilegais serão responsabilizados tributariamente, informou o governo federal nesta sexta-feira (19).
"Se um influenciador entrar em uma rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções administrativas da SPA [Secretaria de Prêmios e Apastas], a Receita Federal vai cobrar Imposto de Renda e também tributos como PIS e Cofins", afirmou o secretário da Receita Federal, Robison Barreirinhas.
Mais cedo, o governo federal anunciou que vai bloquear recursos vinculados a plataformas de apostas ilegais e destiná-los ao Fundo Nacional de Segurança Pública, respeitando o devido processo legal.
Barreirinhas reforçou que os ganhos obtidos por meio da divulgação de bets clandestinas não estarão isentos de tributação.
"Se o influenciador está ganhando dinheiro com uma bet ilegal, ele terá de pagar Imposto de Renda sobre esse rendimento", declarou.
O secretário também informou que instituições financeiras que movimentarem recursos relacionados a bets ilegais também serão responsabilizadas no âmbito tributário.
Entenda
Nesta manhã, o governo anunciou que vai bloquear recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública, respeitando o processo legal.
A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e depois confirmada em um vídeo gravado pelo presidente Lula nas redes.
O anúncio da medida ocorre no dia seguinte à realização de uma operação contra um esquema criminoso de movimentação bilionária por meio de bets ilegais (relembre mais abaixo).
"Block para o jogo ilegal! Ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assinei hoje uma nova medida que garante o bloqueio de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas", diz a publicação do presidente.
"Cumprido o devido processo, os recursos bloqueados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e reforçarão o combate às estruturas financeiras do crime organizado no país", detalhou o petista.
Como vai funcionar?
Durigan explicou que o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça vão bloquear, administrativamente e de forma preventiva, recursos que são originados de jogos chamados pelo governo de "irresponsáveis", ou seja, de plataformas que operam de forma irregular.
A norma assinada pelo presidente nesta sexta (19) define os procedimentos para efetuar esse bloqueio e as regras para envio de informações que vão ajudar na investigação e na apreensão de bens desses operadores -- recursos que poderão ser destinados à União.
Na prática, quando houver indícios de que uma empresa está explorando apostas de forma irregular, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda poderá notificar as instituições financeiras para bloquear os recursos ligados à atividade.
Após o bloqueio, será aberto um processo administrativo para investigar o caso e decidir se os valores serão confiscados e transferidos para a União.
Se, ao fim do processo administrativo, for confirmada a irregularidade, a Advocacia-Geral da União (AGU) poderá recorrer à Justiça para pedir o confisco dos recursos e autorizar a transferência dos valores para o Fundo Nacional de Segurança Pública.
Segundo o governo, o procedimento deverá seguir as regras do processo administrativo, garantindo o direito de defesa e de contestação dos investigados, sem afetar os direitos dos apostadores.
Essa comunicação incluirá um contato direto com as instituições financeiras, segundo Durigan.
"A Fazenda vem construindo essa inteligência com a Secretaria de Prêmios e Apostas (da pasta) e com Receita Federal. Quando a gente identificar uma ilegalidade, nos vamos comunicar os bancos dizendo: qualquer conta que você tenha que trate de recurso dessas bets aqui irresponsáveis, você trate de congelar", informou o ministro da Fazenda.
O ministro acrescentou que o governo vai enviar esses processos de bets ilegais ao Ministério da Justiça para que esses recursos saiam dos bancos.
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PSOL/RJ · 19/06/2026
“Enquanto muita gente perde salário e até o sustento da casa em apostas sem qualquer controle, alguns insistem em tratar o problema como se fosse apenas mais um modelo de negócio.Combater as bets ilegais é proteger consumidores, enfrentar possíveis esquemas de lavagem de dinheiro.”
Presidência da República · Presidente da República Federativa do Brasil · PT · 19/06/2026
Influenciadores digitais que fizerem propaganda de plataformas de apostas ilegais serão responsabilizados tributariamente, informou o governo federal nesta sexta-feira (19). […]
Influenciadores digitais que fizerem propaganda de plataformas de apostas ilegais serão responsabilizados tributariamente, informou o governo federal nesta sexta-feira (19).
"Se um influenciador entrar em uma rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções administrativas da SPA [Secretaria de Prêmios e Apastas], a Receita Federal vai cobrar Imposto de Renda e também tributos como PIS e Cofins", afirmou o secretário da Receita Federal, Robison Barreirinhas.
Mais cedo, o governo federal anunciou que vai bloquear recursos vinculados a plataformas de apostas ilegais e destiná-los ao Fundo Nacional de Segurança Pública, respeitando o devido processo legal.
Barreirinhas reforçou que os ganhos obtidos por meio da divulgação de bets clandestinas não estarão isentos de tributação.
"Se o influenciador está ganhando dinheiro com uma bet ilegal, ele terá de pagar Imposto de Renda sobre esse rendimento", declarou.
O secretário também informou que instituições financeiras que movimentarem recursos relacionados a bets ilegais também serão responsabilizadas no âmbito tributário.
Entenda
Nesta manhã, o governo anunciou que vai bloquear recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública, respeitando o processo legal.
A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e depois confirmada em um vídeo gravado pelo presidente Lula nas redes.
O anúncio da medida ocorre no dia seguinte à realização de uma operação contra um esquema criminoso de movimentação bilionária por meio de bets ilegais (relembre mais abaixo).
"Block para o jogo ilegal! Ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assinei hoje uma nova medida que garante o bloqueio de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas", diz a publicação do presidente.
"Cumprido o devido processo, os recursos bloqueados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e reforçarão o combate às estruturas financeiras do crime organizado no país", detalhou o petista.
Como vai funcionar?
Durigan explicou que o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça vão bloquear, administrativamente e de forma preventiva, recursos que são originados de jogos chamados pelo governo de "irresponsáveis", ou seja, de plataformas que operam de forma irregular.
A norma assinada pelo presidente nesta sexta (19) define os procedimentos para efetuar esse bloqueio e as regras para envio de informações que vão ajudar na investigação e na apreensão de bens desses operadores -- recursos que poderão ser destinados à União.
Na prática, quando houver indícios de que uma empresa está explorando apostas de forma irregular, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda poderá notificar as instituições financeiras para bloquear os recursos ligados à atividade.
Após o bloqueio, será aberto um processo administrativo para investigar o caso e decidir se os valores serão confiscados e transferidos para a União.
Se, ao fim do processo administrativo, for confirmada a irregularidade, a Advocacia-Geral da União (AGU) poderá recorrer à Justiça para pedir o confisco dos recursos e autorizar a transferência dos valores para o Fundo Nacional de Segurança Pública.
Segundo o governo, o procedimento deverá seguir as regras do processo administrativo, garantindo o direito de defesa e de contestação dos investigados, sem afetar os direitos dos apostadores.
Essa comunicação incluirá um contato direto com as instituições financeiras, segundo Durigan.
"A Fazenda vem construindo essa inteligência com a Secretaria de Prêmios e Apostas (da pasta) e com Receita Federal. Quando a gente identificar uma ilegalidade, nos vamos comunicar os bancos dizendo: qualquer conta que você tenha que trate de recurso dessas bets aqui irresponsáveis, você trate de congelar", informou o ministro da Fazenda.
O ministro acrescentou que o governo vai enviar esses processos de bets ilegais ao Ministério da Justiça para que esses recursos saiam dos bancos.
Presidência da República · Presidente da República Federativa do Brasil · PT · 20/06/2026
"Vamos combater de todas as formas possíveis qualquer bet ilegal deste país"
O Governo do Brasil endureceu os procedimentos para aplicar medidas de asfixia financeira ao mercado ilegal de apostas de quota fixa. Decreto assinado pelo presidente Lula nesta sexta-feira (19/6) reforça os instrumentos para interromper fluxos financeiros, bloquear valores obtidos de forma irregular e desarticular a atuação econômica de agentes que operam à margem da regulamentação.
Os mecanismos que estão sendo criados se assemelham aos já utilizados na asfixia financeira ao crime organizado e se tornaram possíveis com aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei Antifacção, inicialmente proposta pelo Governo do Brasil. Entre eles, encontra-se o "perdimento de bens" das empresas que operavam as chamadas "bets ilegais". Tais valores serão utilizados pelo Governo do Brasil no financiamento do Fundo Nacional de Segurança Pública, contribuindo para o combate às próprias bets ilegais e aos demais tipos de crimes.
"Vamos combater de todas as formas possíveis qualquer bet ilegal deste país", disse o presidente Lula em vídeo divulgado pelas redes sociais.
No combate à publicidade irregular, a Secretaria de Prêmios e Apostas monitora e fiscaliza conteúdos em ambientes digitais. As ações já removeram 780 perfis e 306 publicações que promoviam apostas irregulares, além de 190 aplicativos não autorizados retirados do ar.
Presidência da República · Presidente da República Federativa do Brasil · PT · 19/06/2026
"Vamos combater, de todas as formas possíveis, qualquer bet ilegal deste país"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira (19) o Decreto n 13.033/2026, que regulamenta o artigo 21-A da Lei n 14.790, de 29 de dezembro de 2023. "Vamos combater, de todas as formas possíveis, qualquer bet ilegal deste país", declarou o presidente Lula durante a assinatura do ato normativo nesta manhã. A norma define os procedimentos para o bloqueio de contas de operadores irregulares de apostas de quota fixa e para a remessa de informações destinadas à apuração e à declaração de perdimento de bens em favor da União. A medida amplia os instrumentos de combate à exploração ilegal de apostas e fortalece a atuação do Estado contra empresas que operam sem autorização no país. "A norma fortalece de forma decisiva a capacidade do Estado brasileiro de enfrentar operadores ilegais. Quem atua à margem da lei não pode continuar usando o sistema financeiro para sustentar negócios clandestinos. Ao bloquear a circulação de recursos em operações de bets não autorizadas, a norma atinge o centro econômico das atividades ilícitas, reduz incentivos à ilegalidade e reforça o compromisso do governo com uma regulação séria, efetiva e orientada pelo interesse público", afirma o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O decreto regulamenta dispositivo incluído pela Lei n 15.358, de 2026, que passou a autorizar o bloqueio de recursos vinculados a operadores ilegais. O procedimento deverá respeitar o devido processo administrativo, assegurando o contraditório e a ampla defesa, sem prejuízo aos direitos dos apostadores. De acordo com a regulamentação, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda poderá emitir Auto de Constatação de Irregularidade e Notificação de Bloqueio às instituições financeiras quando forem identificados indícios de exploração irregular da atividade. Efetivado o bloqueio, será instaurado processo administrativo para apuração dos fatos e eventual declaração de perdimento dos valores. Após a conclusão do processo administrativo e a confirmação da irregularidade, a Advocacia-Geral da União (AGU) poderá ingressar com ação judicial para requerer a decretação do perdimento dos recursos e autorizar sua transferência ao Fundo Nacional de Segurança Pública. Os valores recuperados serão destinados ao financiamento de ações e políticas públicas de segurança pública, conforme previsto na legislação. Brasil Contra o Crime Organizado "A medida vem em boa hora. O decreto viabiliza que valores vinculados às bets ilegais sejam revertidos para ações que integram o Brasil Contra o Crime Organizado. Tudo isso só passou a ser possível por conta da Lei Antifacção. Essa é mais uma ferramenta para fazermos a asfixia financeira contra o crime organizado", aponta Wellington Lima, ministro da Justiça e da Segurança Pública. A regulamentação integra o conjunto de medidas adotadas pelo Governo Federal para assegurar o cumprimento das regras do setor de apostas de quota fixa, coibir a atuação de operadores ilegais e fortalecer os mecanismos de fiscalização e controle. Como exemplo desse esforço de combate às operações irregulares, o ministro Dario Durigan destacou os resultados da Operação Conto da Sorte, realizada na quinta-feira (18), que resultou no bloqueio de 50 mil sites de empresas ilegais, além da interrupção das atividades de 350 operadores. Segundo ele, a ação também identificou 37 instituições financeiras envolvidas na movimentação de recursos ilícitos. "Há, ainda, 37 instituições financeiras que movimentaram recursos ilegais. Nós precisamos garantir que, com o devido processo legal, esses recursos vão para a segurança pública e parem de atrapalhar a economia das famílias brasileiras".
Presidência da República · Presidente da República Federativa do Brasil · PT · 19/06/2026
Influenciadores digitais que fizerem propaganda de plataformas de apostas ilegais serão responsabilizados tributariamente, informou o governo federal nesta sexta-feira (19). […]
Influenciadores digitais que fizerem propaganda de plataformas de apostas ilegais serão responsabilizados tributariamente, informou o governo federal nesta sexta-feira (19).
"Se um influenciador entrar em uma rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções administrativas da SPA [Secretaria de Prêmios e Apastas], a Receita Federal vai cobrar Imposto de Renda e também tributos como PIS e Cofins", afirmou o secretário da Receita Federal, Robison Barreirinhas.
Mais cedo, o governo federal anunciou que vai bloquear recursos vinculados a plataformas de apostas ilegais e destiná-los ao Fundo Nacional de Segurança Pública, respeitando o devido processo legal.
"Se o influenciador está ganhando dinheiro com uma bet ilegal, ele terá de pagar Imposto de Renda sobre esse rendimento", declarou.
O secretário também informou que instituições financeiras que movimentarem recursos relacionados a bets ilegais também serão responsabilizadas no âmbito tributário.
Nesta manhã, o governo anunciou que vai bloquear recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública, respeitando o processo legal.
A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e depois confirmada em um vídeo gravado pelo presidente Lula nas redes.
"Block para o jogo ilegal! Ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assinei hoje uma nova medida que garante o bloqueio de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas", diz a publicação do presidente.
"Cumprido o devido processo, os recursos bloqueados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e reforçarão o combate às estruturas financeiras do crime organizado no país", detalhou o petista.
Durigan explicou que o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça vão bloquear, administrativamente e de forma preventiva, recursos que são originados de jogos chamados pelo governo de "irresponsáveis", ou seja, de plataformas que operam de forma irregular.
Na prática, quando houver indícios de que uma empresa está explorando apostas de forma irregular, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda poderá notificar as instituições financeiras para bloquear os recursos ligados à atividade.
Segundo o governo, o procedimento deverá seguir as regras do processo administrativo, garantindo o direito de defesa e de contestação dos investigados, sem afetar os direitos dos apostadores.
Essa comunicação incluirá um contato direto com as instituições financeiras, segundo Durigan.
O ministro acrescentou que o governo vai enviar esses processos de bets ilegais ao Ministério da Justiça para que esses recursos saiam dos bancos.
Presidência da República · Presidente da República Federativa do Brasil · PT · 19/06/2026
"Vou assinar com muito prazer esse decreto e vamos combater de todas as formas possíveis qualquer bet ilegal desse país"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira, 19 de junho, o Decreto nº 13.033, que fortalece o combate ao mercado ilegal de apostas no país. A medida, já publicada em edição extra do Diário Oficial da União, cria procedimentos para bloquear recursos movimentados por empresas de apostas de quota fixa que atuam sem autorização, interromper novas transações financeiras e permitir que valores obtidos de forma ilegal sejam destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública após a conclusão de processo administrativo.
"Vou assinar com muito prazer esse decreto e vamos combater de todas as formas possíveis qualquer bet ilegal desse país", afirmou o presidente em trecho de vídeo postado em seu canal nas redes sociais. "Com a nova Lei Antifacção e a inteligência acumulada no combate a crimes financeiros, Ministério da Fazenda, Ministério da Justiça e Advocacia-Geral da União avançam para sufocar o fluxo de recursos de bets ilegais".
Vou assinar com muito prazer esse decreto e vamos combater de todas as formas possíveis qualquer bet ilegal desse país"
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República
Os mecanismos que estão sendo criados se assemelham aos já utilizados na asfixia financeira ao crime organizado e se tornaram possíveis com aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei Antifacção, inicialmente proposta pelo Governo do Brasil. Entre eles, encontra-se o "perdimento de bens" das empresas que operavam as chamadas "bets ilegais". Tais valores serão utilizados pelo Governo do Brasil no financiamento do Fundo Nacional de Segurança Pública, contribuindo para o combate às próprias bets ilegais e aos demais tipos de crimes.
"Tudo isso passou a ser possível em função da Lei Antifacção, que deu essa ferramenta ao governo. Assim, o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça vão poder adotar essas providências para reverter o dinheiro do crime, o combate do crime organizado. Essa é mais uma ferramenta para fazermos a asfixia financeira contra o crime organizado", destacou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima.
COMO FUNCIONA -- Ao identificar um operador não autorizado, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, responsável pela regulação e supervisão da modalidade, poderá formalizar a irregularidade por meio de um auto de constatação, que registra e fundamenta a exploração ilegal.
A partir da emissão do auto, as instituições financeiras e de pagamentos serão notificadas para bloquear, em até 24 horas, os valores existentes e interromper novas transações relacionadas à bet irregular. O cumprimento das medidas deve ser informado em até 48 horas. O Banco Central será comunicado simultaneamente para supervisionar a execução. O bloqueio das contas e dos valores serão detalhados em resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).
A apuração dos casos ficará a cargo da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que irá instaurar e conduzir os processos administrativos. Além disso, a secretaria irá notificar a parte envolvida para apresentar sua impugnação.
Durante o processo, podem ser realizadas diligências e requisições de documentos e informações a instituições financeiras e entidades públicas. Caberá ainda à Senasp adotar as medidas necessárias à instrução do processo, inclusive a produção de provas para o esclarecimento dos fatos, observados o contraditório e a ampla defesa.
DESTINAÇÃO DOS RECURSOS -- O Decreto prevê, ainda, que os valores bloqueados que forem declarados perdidos ao final do processo administrativo serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). A iniciativa irá contribuir para o financiamento de ações de prevenção e combate à criminalidade. O bloqueio das contas será mantido até a realização do depósito judicial, podendo a Advocacia-Geral da União solicitar à Justiça outras medidas necessárias para preservar os valores.
"Quando a gente identificar uma ilegalidade, vamos comunicar aos bancos para que qualquer conta que você tenha que trate de recursos dessas bets irresponsáveis, trate de congelar. A partir disso, vamos mandar o processo para o Ministério da Justiça, que vai cuidar de caminhar até o fim, para que esse recurso saia dos bancos, respeitado o devido processo legal, e vá para o Fundo de Segurança Pública para fortalecer o combate à corrupção, o combate ao crime organizado, a partir do recurso das bets ilegais", explicou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
"O recurso que saiu do crime voltará à sociedade como segurança pública e na ponta onde se protege as pessoas, o que financiava a facção, passa a financiar o seu combate", destacou Wellington Lima.
COMBATE PERMANENTE -- A Secretaria de Prêmios e Apostas mantém ações permanentes no combate à oferta ilegal de apostas. Desde outubro de 2024, a secretaria possui acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), parceria que já resultou no bloqueio de mais de 50 mil domínios utilizados por plataformas irregulares. Os mecanismos de monitoramento estão sendo aperfeiçoados, incluindo um laboratório virtual voltado à identificação e ao bloqueio mais célere de plataformas irregulares.
No combate à publicidade irregular, a SPA monitora e fiscaliza conteúdos em ambientes digitais. As ações já removeram 780 perfis e 306 publicações que promoviam apostas irregulares, além de 190 aplicativos não autorizados retirados do ar. O trabalho é feito em cooperação com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e com o Conselho Digital do Brasil, que reúne as principais plataformas de tecnologia em operação no país.
A secretária de Prêmios e Apostas, Daniele Cardoso, reforçou o conjunto de ações desenvolvidas para o fortalecimento da regulação do setor e a promoção do jogo responsável. Ela destacou que o trabalho tem sido desenvolvido de forma articulada com diferentes órgãos públicos.
"Fizemos e estamos realizando uma série de ações que são importantes, não só no combate ao mercado ilegal, mas também no que está colocado dentro do processo regulatório. Já publicamos mais de 60 portarias. O processo regulatório vem se aperfeiçoando. A agenda regulatória da SPA é pública para que qualquer pessoa da sociedade interessada possa participar, possa sugerir e criticar", afirmou a secretária.
Entre as iniciativas estão a cooperação com a Secretaria Nacional do Consumidor, Procons, Ministério Público e Defensorias Públicas, além de parcerias com o Ministério da Saúde e a criação de grupo de trabalho interministerial. Entre os resultados, Daniele Cardoso citou iniciativas como o autoteste de saúde mental e saúde financeira.
CONTO DA SORTE -- O ministro Dario Durigan destacou as ações do Governo do Brasil no combate às apostas ilegais, como a realização da Operação Conto da Sorte, que cumpriu mandados nos estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo. A operação também garantiu a retenção de bens e direitos no limite de R$ 145 milhões para restituição dos ilícitos apurados.
AUTOEXCLUSÃO -- No âmbito do jogo responsável, o Governo do Brasil disponibilizou, em dezembro de 2025, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão. A ferramenta permite que os usuários solicitem, em uma única operação, o bloqueio do seu acesso a todas as plataformas autorizadas pelo governo federal. A medida amplia a capacidade de monitoramento do Estado e contribui para um ambiente regulado mais seguro e transparente. Até o momento, foram mais de 650 mil pedidos de autobloqueio.
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA -- Em complemento às ações do governo no combate ao mercado ilegal de apostas, o Ministério da Fazenda publicou a Portaria nº 17.66, de 17 de junho de 2026, que regulamenta a responsabilidade tributária solidária de instituições financeiras, de pagamento e instituidores de pagamento que contribuam para a exploração irregular da modalidade lotérica de apostas de quota fixa. A medida fortalece os mecanismos de fiscalização e controle do setor e está prevista na Lei Complementar nº 224/2025.
Nos termos da regulamentação, a responsabilidade tributária solidária poderá ser aplicada quando as instituições, após comunicado formal do Ministério da Fazenda, continuarem permitindo ou processando transações destinadas à empresas não autorizadas a operar no país, nos termos da Lei nº 14.790, de 2023.
A portaria define um fluxo operacional para a comunicação e adoção de medidas que impeçam a continuidade de operações financeiras que viabilizem a atuação de operadores irregulares. A partir do recebimento da notificação, as instituições terão o prazo de 24 horas para adotar medidas restritivas destinadas a impedir novas transações que possam viabilizar a exploração irregular de apostas.
A norma também alcança pessoas físicas e jurídicas que divulguem publicidade ou propaganda comercial de operadores de apostas sem autorização federal.
Presidência da República · Presidente da República Federativa do Brasil · PT · 19/06/2026
"Com a nova Lei Antifacção e a inteligência acumulada no combate a crimes financeiros, Ministério da Fazenda, Ministério da Justiça e Advocacia-Geral da União avançam para sufocar o fluxo de recursos de bets ilegais"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira que o governo vai congelar recursos de bets ilegais e enviar ao Fundo de Segurança Pública. A medida tem como objetivo aumentar a fiscalização sobre empresas que exploram as apostas de forma irregular.
"Com a nova Lei Antifacção e a inteligência acumulada no combate a crimes financeiros, Ministério da Fazenda, Ministério da Justiça e Advocacia-Geral da União avançam para sufocar o fluxo de recursos de bets ilegais", escreveu o presidente, em postagem nas redes sociais.
O dinheiro, segundo Lula, será usado para reforças o combate às estruturas financeiras do crime organizado no país. O anúncio ocorre um dia após uma operação policial que teve como alvo um esquema de movimentação bilionária de recursos por meio de plataformas de apostas clandestinas.
Em entrevista a jornalistas, o ministro Dario Durigan (Fazenda) detalhou a medida:
-- O decreto que o presidente assinou hoje permite que a gente faça um bloqueio dos recursos identificados nas instituições financeiras que provenham dessas bets ilegais.
Regulamentação das bets
As plataformas de apostas online passaram a ter regras específicas no país após a aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional no fim de 2023, sancionada por Lula. O projeto foi enviado pelo Ministério da Fazenda com o objetivo inicial de regulamentar as apostas esportivas, as chamadas "bets",que já operavam no Brasil sem regulação.
Durante a tramitação na Câmara, o relator da proposta, deputado Adolfo Viana (PSDB-BA), incluiu no texto a autorização para os chamados "jogos online", categoria que engloba cassinos virtuais como o popularmente conhecido "tigrinho". O dispositivo chegou a ser restringido pelo Senado, que tentou limitar a regulamentação apenas às apostas esportivas, mas a previsão foi restabelecida na Câmara antes da aprovação final da lei, sancionada pelo presidente em dezembro de 2023.
Câmara Municipal de Porto Alegre · Vereador(a) · NOVO/RS · Porto Alegre · 21/06/2026
“25 MILHÕES DE BRASILEIROS APOSTAM EM BETS ILEGAIS. Eu não incentivo apostas, mas se alguém quer apostar o próprio dinheiro, a escolha é de cada um. O que o Estado deveria estar fazendo é combater fraudes, fechar esquemas criminosos e impedir que dinheiro público vá parar em apostas. O resto é mais uma tentativa de controlar a vida das pessoas. Eu sigo defendendo a liberdade individual e punição severa a quem comete crimes.”
Ministério da Justiça e Segurança Pública / Secretaria de Direitos Digitais · Secretário(a) · DF · Brasília · 19/06/2026
Brasília, 19/6/2026 O Governo Federal apresentou, nesta sexta-feira (19), uma nova estratégia de enfrentamento ao mercado ilegal de apostas de quota fixa, baseada na asfixia financeira de operadores que atuam sem autorização. […]
Brasília, 19/6/2026 O Governo Federal apresentou, nesta sexta-feira (19), uma nova estratégia de enfrentamento ao mercado ilegal de apostas de quota fixa, baseada na asfixia financeira de operadores que atuam sem autorização. O Decreto n 13.033, assinado hoje pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, amplia os mecanismos de identificação, bloqueio e perdimento de valores vinculados às chamadas "Bets ilegais" e estabelece uma atuação integrada entre órgãos públicos, instituições financeiras e entidades reguladoras. O evento foi realizado no Ministério da Fazenda. A medida reforça a política de tolerância zero contra operadores clandestinos, impedindo que recursos obtidos de forma irregular continuem circulando no sistema financeiro. Após a conclusão dos processos administrativos e judiciais previstos, os valores declarados perdidos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), fortalecendo ações de prevenção e combate à criminalidade. O novo mecanismo adota a estratégia de asfixia financeira já empregada no combate às organizações criminosas e foi viabilizado pelos instrumentos criados a partir da Lei Antifacção, aprovada pelo Congresso Nacional após proposta apresentada pelo Governo do Brasil. A legislação ampliou a capacidade do Estado de atingir estruturas econômicas que sustentam atividades ilegais. Durante coletiva de imprensa sobre a iniciativa, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destacou que o decreto amplia a capacidade de resposta do Estado contra atividades ilícitas que utilizam o sistema financeiro. "A tolerância do Governo com atividades ilegais que movimentam recursos de origem irregular é zero. A asfixia financeira é uma ferramenta fundamental para retirar poder econômico de quem atua fora da lei. Com esse decreto, fortalecemos a capacidade do Estado de interromper esses fluxos e transformar recursos ilícitos em investimentos para a segurança pública", destacou. Segundo o ministro, a medida integra a estratégia do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que tem entre seus pilares o enfrentamento às estruturas financeiras utilizadas por grupos criminosos. "A asfixia financeira é uma das principais ferramentas para enfraquecer organizações que dependem de recursos para manter suas atividades. Agora, valores relacionados às Bets ilegais poderão ser direcionados para ações de segurança pública, fortalecendo uma política permanente de combate ao crime organizado", acrescentou. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a regulamentação impede que operadores irregulares utilizem o sistema financeiro para manter negócios clandestinos. "Quem atua à margem da lei não pode continuar usando o sistema financeiro para sustentar negócios clandestinos. Ao bloquear a circulação de recursos em operações de Bets não autorizadas, a norma atinge o centro econômico dessas atividades, reduz incentivos à ilegalidade e reforça o compromisso do Governo com uma regulação séria, efetiva e orientada pelo interesse público", pontuou. Como funcionará o bloqueio de valores A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, será responsável por identificar operadores que exploram apostas de quota fixa sem autorização. A irregularidade será formalizada por meio de auto de constatação, documento que registra e fundamenta a exploração ilegal. Após a emissão do auto, as instituições financeiras e de pagamento serão comunicadas para bloquear, em até 24 horas, os valores existentes e interromper novas movimentações relacionadas à operação irregular. As instituições deverão informar o cumprimento da medida em até 48 horas, enquanto o Banco Central (BC) acompanhará a execução dos procedimentos. A condução dos processos administrativos ficará sob responsabilidade da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Durante a tramitação, serão assegurados o contraditório e a ampla defesa, com possibilidade de apresentação de documentos, realização de diligências e produção de provas. Integração institucional contra o mercado ilegal O secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges, afirmou que o decreto fortalece a atuação coordenada entre diferentes instituições públicas. "A complexidade das atividades ilegais exige uma resposta integrada do Estado. A união entre órgãos reguladores, instituições financeiras e estruturas de segurança permite identificar com maior precisão os responsáveis, interromper fluxos ilícitos e garantir que esses recursos sejam revertidos em benefício da sociedade." A iniciativa reúne diferentes áreas do Governo Federal para ampliar a capacidade de fiscalização e responsabilização de agentes que utilizam o ambiente digital e financeiro para operar fora da regulamentação. Ambiente digital mais seguro O combate às Bets ilegais também envolve ações voltadas ao ambiente digital, com monitoramento de plataformas, publicidade irregular e aplicativos não autorizados. O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, afirmou que o enfrentamento às atividades ilegais na internet exige mecanismos capazes de acompanhar a velocidade das transformações digitais. "A proteção dos usuários depende de uma atuação coordenada, com capacidade de identificar práticas irregulares, responsabilizar agentes que descumprem as regras e fortalecer um ambiente digital mais seguro. A regulação precisa acompanhar a dinâmica das novas formas de exploração ilegal", afirmou. Recursos destinados à segurança pública O decreto estabelece que os valores declarados perdidos ao final do processo administrativo sejam destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. Os recursos poderão financiar ações de prevenção e enfrentamento à criminalidade em todo o País. A medida reforça a estratégia do Governo Federal de retirar recursos de atividades ilegais e direcioná-los para políticas públicas de segurança. Fiscalização permanente Desde outubro de 2024, a Secretaria de Prêmios e Apostas mantém acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para o bloqueio de sites ilegais. A parceria já resultou no bloqueio de mais de 50 mil domínios irregulares. A SPA também atua no combate à publicidade ilícita de apostas. As ações já resultaram na remoção de 780 perfis e 306 publicações que promoviam apostas irregulares, além de 190 aplicativos não autorizados retirados do ar. No âmbito do jogo responsável, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão permite que usuários solicitem, em uma única operação, o bloqueio do acesso a todas as plataformas autorizadas pelo Governo Federal. Desde o lançamento, foram registrados mais de 650 mil pedidos de autobloqueio.
Ministério da Justiça e Segurança Pública · Ministro(a) · 20/06/2026
"Temos números que ilustram essa dimensão. Estamos falando de que as bets ilegais algo entre 41% e 50% das plataformas"
Governo anunciou nesta sexta-feira bloqueio de casas de apostas que não estão legalizadas no país; recursos serão repassados para ações de segurança pública
O Ministro de Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, afirmou nesta sexta-feira (19) que 25,2 milhões de brasileiros apostam em casas de apostas ilegais. Segundo cálculos do governo, as perdas econômicas com apostas somam R$ 38,8 bilhões por ano, sendo 80% em danos à saúde.
A declaração foi feita em meio ao anúncio do governo de bloqueio de bets ilegais e repasse dos recursos dessas casas de apostas para ações de segurança pública.
"Temos números que ilustram essa dimensão. Estamos falando de que as bets ilegais algo entre 41% e 50% das plataformas", destacou o Wellington Lima.
O ministro afirmou também que a SPA (Secretária de Prêmios Apostas) já bloqueou mais de 40 mil domínios de casas de apostas que não operam segundo a lei brasileira.
Consumo de bets
Segundo estimativas do governo federal, um a cada quatro brasileiros aposta diariamente, e metade da população aposta pelo menos uma vez por semana.
Os dados apontam que os apostadores são jovens de baixa renda. Segundo o levantamento do ministério, 69% de quem aposta em bets tem entre 19 e 29 anos, e 63% do público desses sites tem renda familiar de até dois salários mínimos.
Bloqueio de bets ilegais
O governo federal anunciou nesta sexta-feira (19) que vai bloquear recursos de bets ilegais e repassá-los para ações de segurança pública.
Em publicação nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou que os recursos bloqueados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e reforçarão o combate às estruturas financeiras do crime organizado no país.
Como parte da iniciativa, a SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas) irá notificar as instituições financeiras e de pagamentos para que bloqueiem, em até 24 horas, os valores existentes e interrompam novas transações relacionadas à bet irregular.
Após a notificação, as instituições deverão reportar o cumprimento da medida em até 48 horas.
O Banco Central também será comunicado simultaneamente para supervisionar a execução. Os procedimentos operacionais de bloqueio das contas e dos valores serão regulamentados posteriormente por meio de resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional).
Ministério da Justiça e Segurança Pública · Ministro(a) · 19/06/2026
Governo estima que apostas em jogos on-line custam cerca de R$ 38,8 bi ao país, em perdas econômicas e sociais
Dados divulgados pelo Ministério da Fazenda nesta sexta-feira (19/6) apontam q […]
Governo estima que apostas em jogos on-line custam cerca de R$ 38,8 bi ao país, em perdas econômicas e sociais
Dados divulgados pelo Ministério da Fazenda nesta sexta-feira (19/6) apontam que uma em cada quatro pessoas que fazem apostas on-line jogam todos os dias em bets ilegais. De acordo com a pasta, o Brasil tem cerca de 25,2 milhões de apostadores em bets ilegais. Desse total, mais da metade joga pelo menos uma vez por semana -- dados que mostram uma recorrência dessas apostas entre a população.
O governo federal também estima que as apostas, de uma forma geral, custam R$ 38,8 bilhões por ano em perdas econômicas e sociais, e cerca de 80% em danos à própria saúde.
Os dados traçam ainda um perfil desses apostadores. De acordo com o Ministério da Fazenda, a maioria é jovem de baixa renda: 69% deles têm entre 18 e 29 anos, e 63% têm renda familiar de até dois salários mínimos.
"Tudo isso evidencia o relevo da nossa iniciativa. Não é trivial esse esforço do governo federal - pelo contrário, ele é muito robusto e complementar a outras medidas que estão sendo adotadas", reforçou o ministro Wellington Lima, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
O governo defende que os mecanismos se assemelham aos aplicados na asfixia financeira ao crime organizado. Entre eles, o "perdimento de bens" das empresas que operavam essas bets ilegais.
Cerco as influencers
Além disso, o governo federal vai apertar o cerco contra influencers que fizerem propaganda de casas de apostas ilegais. Os produtores de conteúdo digital serão obrigados a pagar impostos, segundo a Receita Federal.
"Se um influencer entrar agora na rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções administrativas da SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas), a Receita Federal vai cobrar o Imposto de Renda, o PIS/Cofins. É justo. Se o influencer está ganhando dinheiro com bet ilegal, que pague o imposto de renda dessa bet ilegal que está no exterior", explicou o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas nesta sexta-feira (19).
Ministério da Justiça e Segurança Pública · Ministro(a) · 19/06/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira (19) o Decreto n 13.033/2026, que regulamenta o artigo 21-A da Lei n 14.790, de 29 de dezembro de 2023. […]
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira (19) o Decreto n 13.033/2026, que regulamenta o artigo 21-A da Lei n 14.790, de 29 de dezembro de 2023. "Vamos combater, de todas as formas possíveis, qualquer bet ilegal deste país", declarou o presidente Lula durante a assinatura do ato normativo nesta manhã. A norma define os procedimentos para o bloqueio de contas de operadores irregulares de apostas de quota fixa e para a remessa de informações destinadas à apuração e à declaração de perdimento de bens em favor da União. A medida amplia os instrumentos de combate à exploração ilegal de apostas e fortalece a atuação do Estado contra empresas que operam sem autorização no país. "A norma fortalece de forma decisiva a capacidade do Estado brasileiro de enfrentar operadores ilegais. Quem atua à margem da lei não pode continuar usando o sistema financeiro para sustentar negócios clandestinos. Ao bloquear a circulação de recursos em operações de bets não autorizadas, a norma atinge o centro econômico das atividades ilícitas, reduz incentivos à ilegalidade e reforça o compromisso do governo com uma regulação séria, efetiva e orientada pelo interesse público", afirma o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O decreto regulamenta dispositivo incluído pela Lei n 15.358, de 2026, que passou a autorizar o bloqueio de recursos vinculados a operadores ilegais. O procedimento deverá respeitar o devido processo administrativo, assegurando o contraditório e a ampla defesa, sem prejuízo aos direitos dos apostadores. De acordo com a regulamentação, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda poderá emitir Auto de Constatação de Irregularidade e Notificação de Bloqueio às instituições financeiras quando forem identificados indícios de exploração irregular da atividade. Efetivado o bloqueio, será instaurado processo administrativo para apuração dos fatos e eventual declaração de perdimento dos valores. Após a conclusão do processo administrativo e a confirmação da irregularidade, a Advocacia-Geral da União (AGU) poderá ingressar com ação judicial para requerer a decretação do perdimento dos recursos e autorizar sua transferência ao Fundo Nacional de Segurança Pública. Os valores recuperados serão destinados ao financiamento de ações e políticas públicas de segurança pública, conforme previsto na legislação. Brasil Contra o Crime Organizado "A medida vem em boa hora. O decreto viabiliza que valores vinculados às bets ilegais sejam revertidos para ações que integram o Brasil Contra o Crime Organizado. Tudo isso só passou a ser possível por conta da Lei Antifacção. Essa é mais uma ferramenta para fazermos a asfixia financeira contra o crime organizado", aponta Wellington Lima, ministro da Justiça e da Segurança Pública. A regulamentação integra o conjunto de medidas adotadas pelo Governo Federal para assegurar o cumprimento das regras do setor de apostas de quota fixa, coibir a atuação de operadores ilegais e fortalecer os mecanismos de fiscalização e controle. Como exemplo desse esforço de combate às operações irregulares, o ministro Dario Durigan destacou os resultados da Operação Conto da Sorte, realizada na quinta-feira (18), que resultou no bloqueio de 50 mil sites de empresas ilegais, além da interrupção das atividades de 350 operadores. Segundo ele, a ação também identificou 37 instituições financeiras envolvidas na movimentação de recursos ilícitos. "Há, ainda, 37 instituições financeiras que movimentaram recursos ilegais. Nós precisamos garantir que, com o devido processo legal, esses recursos vão para a segurança pública e parem de atrapalhar a economia das famílias brasileiras".
Governo do Estado de Goiás / Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social · Secretário(a) Estadual · GO · 19/06/2026
Governo estima que apostas em jogos on-line custam cerca de R$ 38,8 bi ao país, em perdas econômicas e sociais
Dados divulgados pelo Ministério da Fazenda nesta sexta-feira (19/6) apontam q […]
Governo estima que apostas em jogos on-line custam cerca de R$ 38,8 bi ao país, em perdas econômicas e sociais
Dados divulgados pelo Ministério da Fazenda nesta sexta-feira (19/6) apontam que uma em cada quatro pessoas que fazem apostas on-line jogam todos os dias em bets ilegais. De acordo com a pasta, o Brasil tem cerca de 25,2 milhões de apostadores em bets ilegais. Desse total, mais da metade joga pelo menos uma vez por semana -- dados que mostram uma recorrência dessas apostas entre a população.
O governo federal também estima que as apostas, de uma forma geral, custam R$ 38,8 bilhões por ano em perdas econômicas e sociais, e cerca de 80% em danos à própria saúde.
Os dados traçam ainda um perfil desses apostadores. De acordo com o Ministério da Fazenda, a maioria é jovem de baixa renda: 69% deles têm entre 18 e 29 anos, e 63% têm renda familiar de até dois salários mínimos.
"Tudo isso evidencia o relevo da nossa iniciativa. Não é trivial esse esforço do governo federal - pelo contrário, ele é muito robusto e complementar a outras medidas que estão sendo adotadas", reforçou o ministro Wellington Lima, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
O governo defende que os mecanismos se assemelham aos aplicados na asfixia financeira ao crime organizado. Entre eles, o "perdimento de bens" das empresas que operavam essas bets ilegais.
Cerco as influencers
Além disso, o governo federal vai apertar o cerco contra influencers que fizerem propaganda de casas de apostas ilegais. Os produtores de conteúdo digital serão obrigados a pagar impostos, segundo a Receita Federal.
"Se um influencer entrar agora na rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções administrativas da SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas), a Receita Federal vai cobrar o Imposto de Renda, o PIS/Cofins. É justo. Se o influencer está ganhando dinheiro com bet ilegal, que pague o imposto de renda dessa bet ilegal que está no exterior", explicou o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas nesta sexta-feira (19).
Ministério da Fazenda / Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil · Secretário(a) · 19/06/2026
"Se um influencer entrar agora na rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções administrativas da SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas), a Receita Federal vai cobrar o Imposto de Renda, o PIS/Cofins. É justo. Se o influencer está ganhando dinheiro com bet ilegal, que pague o imposto de renda dessa bet ilegal que está no exterior"
Governo estima que apostas em jogos on-line custam cerca de R$ 38,8 bi ao país, em perdas econômicas e sociais
Dados divulgados pelo Ministério da Fazenda nesta sexta-feira (19/6) apontam que uma em cada quatro pessoas que fazem apostas on-line jogam todos os dias em bets ilegais. De acordo com a pasta, o Brasil tem cerca de 25,2 milhões de apostadores em bets ilegais. Desse total, mais da metade joga pelo menos uma vez por semana -- dados que mostram uma recorrência dessas apostas entre a população.
O governo federal também estima que as apostas, de uma forma geral, custam R$ 38,8 bilhões por ano em perdas econômicas e sociais, e cerca de 80% em danos à própria saúde.
Os dados traçam ainda um perfil desses apostadores. De acordo com o Ministério da Fazenda, a maioria é jovem de baixa renda: 69% deles têm entre 18 e 29 anos, e 63% têm renda familiar de até dois salários mínimos.
"Tudo isso evidencia o relevo da nossa iniciativa. Não é trivial esse esforço do governo federal - pelo contrário, ele é muito robusto e complementar a outras medidas que estão sendo adotadas", reforçou o ministro Wellington Lima, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
O governo defende que os mecanismos se assemelham aos aplicados na asfixia financeira ao crime organizado. Entre eles, o "perdimento de bens" das empresas que operavam essas bets ilegais.
Cerco as influencers
Além disso, o governo federal vai apertar o cerco contra influencers que fizerem propaganda de casas de apostas ilegais. Os produtores de conteúdo digital serão obrigados a pagar impostos, segundo a Receita Federal.
"Se um influencer entrar agora na rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções administrativas da SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas), a Receita Federal vai cobrar o Imposto de Renda, o PIS/Cofins. É justo. Se o influencer está ganhando dinheiro com bet ilegal, que pague o imposto de renda dessa bet ilegal que está no exterior", explicou o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas nesta sexta-feira (19).
Ministério da Fazenda / Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil · Secretário(a) · 19/06/2026
"Se um influenciador entrar em uma rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções administrativas da SPA [Secretaria de Prêmios e Apastas], a Receita Federal vai cobrar Imposto de Renda e também tributos como PIS e Cofins"
Influenciadores digitais que fizerem propaganda de plataformas de apostas ilegais serão responsabilizados tributariamente, informou o governo federal nesta sexta-feira (19).
"Se um influenciador entrar em uma rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções administrativas da SPA [Secretaria de Prêmios e Apastas], a Receita Federal vai cobrar Imposto de Renda e também tributos como PIS e Cofins", afirmou o secretário da Receita Federal, Robison Barreirinhas.
Mais cedo, o governo federal anunciou que vai bloquear recursos vinculados a plataformas de apostas ilegais e destiná-los ao Fundo Nacional de Segurança Pública, respeitando o devido processo legal.
"Se o influenciador está ganhando dinheiro com uma bet ilegal, ele terá de pagar Imposto de Renda sobre esse rendimento", declarou.
O secretário também informou que instituições financeiras que movimentarem recursos relacionados a bets ilegais também serão responsabilizadas no âmbito tributário.
Nesta manhã, o governo anunciou que vai bloquear recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública, respeitando o processo legal.
A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e depois confirmada em um vídeo gravado pelo presidente Lula nas redes.
"Block para o jogo ilegal! Ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assinei hoje uma nova medida que garante o bloqueio de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas", diz a publicação do presidente.
"Cumprido o devido processo, os recursos bloqueados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e reforçarão o combate às estruturas financeiras do crime organizado no país", detalhou o petista.
Durigan explicou que o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça vão bloquear, administrativamente e de forma preventiva, recursos que são originados de jogos chamados pelo governo de "irresponsáveis", ou seja, de plataformas que operam de forma irregular.
Na prática, quando houver indícios de que uma empresa está explorando apostas de forma irregular, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda poderá notificar as instituições financeiras para bloquear os recursos ligados à atividade.
Segundo o governo, o procedimento deverá seguir as regras do processo administrativo, garantindo o direito de defesa e de contestação dos investigados, sem afetar os direitos dos apostadores.
Essa comunicação incluirá um contato direto com as instituições financeiras, segundo Durigan.
O ministro acrescentou que o governo vai enviar esses processos de bets ilegais ao Ministério da Justiça para que esses recursos saiam dos bancos.
Ministério da Fazenda / Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil · Secretário(a) · 19/06/2026
"Se um influenciador entrar em uma rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções administrativas da SPA [Secretaria de Prêmios e Apastas], a Receita Federal vai cobrar Imposto de Renda e também tributos como PIS e Cofins"
Influenciadores digitais que fizerem propaganda de plataformas de apostas ilegais serão responsabilizados tributariamente, informou o governo federal nesta sexta-feira (19).
"Se um influenciador entrar em uma rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções administrativas da SPA [Secretaria de Prêmios e Apastas], a Receita Federal vai cobrar Imposto de Renda e também tributos como PIS e Cofins", afirmou o secretário da Receita Federal, Robison Barreirinhas.
Mais cedo, o governo federal anunciou que vai bloquear recursos vinculados a plataformas de apostas ilegais e destiná-los ao Fundo Nacional de Segurança Pública, respeitando o devido processo legal.
Barreirinhas reforçou que os ganhos obtidos por meio da divulgação de bets clandestinas não estarão isentos de tributação.
"Se o influenciador está ganhando dinheiro com uma bet ilegal, ele terá de pagar Imposto de Renda sobre esse rendimento", declarou.
O secretário também informou que instituições financeiras que movimentarem recursos relacionados a bets ilegais também serão responsabilizadas no âmbito tributário.
Entenda
Nesta manhã, o governo anunciou que vai bloquear recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública, respeitando o processo legal.
A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e depois confirmada em um vídeo gravado pelo presidente Lula nas redes.
O anúncio da medida ocorre no dia seguinte à realização de uma operação contra um esquema criminoso de movimentação bilionária por meio de bets ilegais (relembre mais abaixo).
"Block para o jogo ilegal! Ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assinei hoje uma nova medida que garante o bloqueio de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas", diz a publicação do presidente.
"Cumprido o devido processo, os recursos bloqueados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e reforçarão o combate às estruturas financeiras do crime organizado no país", detalhou o petista.
Como vai funcionar?
Durigan explicou que o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça vão bloquear, administrativamente e de forma preventiva, recursos que são originados de jogos chamados pelo governo de "irresponsáveis", ou seja, de plataformas que operam de forma irregular.
A norma assinada pelo presidente nesta sexta (19) define os procedimentos para efetuar esse bloqueio e as regras para envio de informações que vão ajudar na investigação e na apreensão de bens desses operadores -- recursos que poderão ser destinados à União.
Na prática, quando houver indícios de que uma empresa está explorando apostas de forma irregular, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda poderá notificar as instituições financeiras para bloquear os recursos ligados à atividade.
Após o bloqueio, será aberto um processo administrativo para investigar o caso e decidir se os valores serão confiscados e transferidos para a União.
Se, ao fim do processo administrativo, for confirmada a irregularidade, a Advocacia-Geral da União (AGU) poderá recorrer à Justiça para pedir o confisco dos recursos e autorizar a transferência dos valores para o Fundo Nacional de Segurança Pública.
Segundo o governo, o procedimento deverá seguir as regras do processo administrativo, garantindo o direito de defesa e de contestação dos investigados, sem afetar os direitos dos apostadores.
Essa comunicação incluirá um contato direto com as instituições financeiras, segundo Durigan.
"A Fazenda vem construindo essa inteligência com a Secretaria de Prêmios e Apostas (da pasta) e com Receita Federal. Quando a gente identificar uma ilegalidade, nos vamos comunicar os bancos dizendo: qualquer conta que você tenha que trate de recurso dessas bets aqui irresponsáveis, você trate de congelar", informou o ministro da Fazenda.
O ministro acrescentou que o governo vai enviar esses processos de bets ilegais ao Ministério da Justiça para que esses recursos saiam dos bancos.
Ministério da Fazenda / Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil · Secretário(a) · 20/06/2026
"A Receita Federal vai cobrar o Imposto de Renda, o PIS/Cofins. É justo. Se o influencer está ganhando dinheiro com bet ilegal, que pague o Imposto de Renda dessa bet ilegal que está no exterior"
Governo federal adota medidas que atingem bancos e influenciadores para promover asfixia financeira de bets ilegais que atuam no Brasil
O governo federal adotou, nesta semana, duas medidas que implicam instituições financeiras e influencers que tenham algum tipo de relação com casas de apostas (bets) que atuam de maneira ilegal no país. As ações fazem parte de uma tentativa de fechar o cerco às empresas que atuam à revelia da lei.
A partir de agora, tanto as instituições financeiras quanto influenciadores digitais poderão ter de responder à Receita Federal. Em relação aos influencers, eles poderão pagar impostos, caso divulguem bets sem autorização de funcionamento.
"A Receita Federal vai cobrar o Imposto de Renda, o PIS/Cofins. É justo. Se o influencer está ganhando dinheiro com bet ilegal, que pague o Imposto de Renda dessa bet ilegal que está no exterior", explicou o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.
As bets ilegais são uma preocupação, porque, segundo dados apresentados pelo Ministério da Fazenda, elas representam de 41% a 51% das plataformas.
Perfil dos apostadores no Brasil
* O Brasil tem hoje 27 milhões de apostadores, segundo dados de 85 empresas de apostas autorizadas;
* Os números foram divulgados nessa sexta-feira (19/6) pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda;
* Dentre os CPFs que registraram apostas em 2025, 31,7% eram do sexo feminino e 68,3% do sexo masculino;
* 45,4% dos CPFs que apostaram no ano passado tinham até 30 anos, e a faixa etária de 31 a 40 anos representa 28,6% do total.
Responsabilização de bancos
Em relação aos bancos, foi editada, na última quarta-feira (17/6), uma portaria para estabelecer a responsabilidade solidária a instituições financeiras que movimentarem recursos de bets ilegais. A Receita Federal vai autuar as instituições que desrespeitarem as normas.
O texto da portaria determina que os impostos que não forem pagos pela empresa de apostas serão cobrados das instituições financeiras onde as bets tenham conta.
Até essa sexta, foram emitidos comunicados para 37 instituições, que detinham contas de bets que movimentaram cerca de R$ 50 bilhões.
As empresas de apostas foram alvo da Operação Conto da Sorte que cumpriu 14 mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo.
"Meu compromisso, o compromisso do ministro Wellington Lima (Justiça), do presidente Lula, é com tolerância zero ao jogo ilegal e um chamado cada vez mais rigoroso para que as empresas regulares, as empresas que cumprem com a lei brasileira, nos ajudem a proteger as nossas famílias o quanto mais", frisou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Bloqueios financeiros
Os bancos também poderão ser enquadrados em caso de descumprimento de bloqueios de recursos de bets ilegais. Nessa sexta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que prevê o bloqueio preventivo de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas.
As instituições financeiras deverão congelar as contas das bets ilegais quando notificadas pela administração federal. Se isso não ocorrer, elas estarão sujeitas a punições e ao acompanhamento do Banco Central (BC), que regula os bancos. Os recursos deverão ser direcionados para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).
O presidente Lula já disse publicamente que, por ele, as bets seriam extintas do Brasil. O governo federal atribui, ao menos em parte, os problemas financeiros da população aos gastos com apostas e jogos de azar. Com a proximidade das eleições, o governo tem intensificado as ações para reduzir a atuação das empresas ilegais de apostas.
Ministério da Justiça e Segurança Pública · Ministro(a) · 19/06/2026
Brasília, 19/6/2026 O Governo Federal apresentou, nesta sexta-feira (19), uma nova estratégia de enfrentamento ao mercado ilegal de apostas de quota fixa, baseada na asfixia financeira de operadores que atuam sem autorização. […]
Brasília, 19/6/2026 O Governo Federal apresentou, nesta sexta-feira (19), uma nova estratégia de enfrentamento ao mercado ilegal de apostas de quota fixa, baseada na asfixia financeira de operadores que atuam sem autorização. O Decreto n 13.033, assinado hoje pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, amplia os mecanismos de identificação, bloqueio e perdimento de valores vinculados às chamadas "Bets ilegais" e estabelece uma atuação integrada entre órgãos públicos, instituições financeiras e entidades reguladoras. O evento foi realizado no Ministério da Fazenda. A medida reforça a política de tolerância zero contra operadores clandestinos, impedindo que recursos obtidos de forma irregular continuem circulando no sistema financeiro. Após a conclusão dos processos administrativos e judiciais previstos, os valores declarados perdidos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), fortalecendo ações de prevenção e combate à criminalidade. O novo mecanismo adota a estratégia de asfixia financeira já empregada no combate às organizações criminosas e foi viabilizado pelos instrumentos criados a partir da Lei Antifacção, aprovada pelo Congresso Nacional após proposta apresentada pelo Governo do Brasil. A legislação ampliou a capacidade do Estado de atingir estruturas econômicas que sustentam atividades ilegais. Durante coletiva de imprensa sobre a iniciativa, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destacou que o decreto amplia a capacidade de resposta do Estado contra atividades ilícitas que utilizam o sistema financeiro. "A tolerância do Governo com atividades ilegais que movimentam recursos de origem irregular é zero. A asfixia financeira é uma ferramenta fundamental para retirar poder econômico de quem atua fora da lei. Com esse decreto, fortalecemos a capacidade do Estado de interromper esses fluxos e transformar recursos ilícitos em investimentos para a segurança pública", destacou. Segundo o ministro, a medida integra a estratégia do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que tem entre seus pilares o enfrentamento às estruturas financeiras utilizadas por grupos criminosos. "A asfixia financeira é uma das principais ferramentas para enfraquecer organizações que dependem de recursos para manter suas atividades. Agora, valores relacionados às Bets ilegais poderão ser direcionados para ações de segurança pública, fortalecendo uma política permanente de combate ao crime organizado", acrescentou. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a regulamentação impede que operadores irregulares utilizem o sistema financeiro para manter negócios clandestinos. "Quem atua à margem da lei não pode continuar usando o sistema financeiro para sustentar negócios clandestinos. Ao bloquear a circulação de recursos em operações de Bets não autorizadas, a norma atinge o centro econômico dessas atividades, reduz incentivos à ilegalidade e reforça o compromisso do Governo com uma regulação séria, efetiva e orientada pelo interesse público", pontuou. Como funcionará o bloqueio de valores A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, será responsável por identificar operadores que exploram apostas de quota fixa sem autorização. A irregularidade será formalizada por meio de auto de constatação, documento que registra e fundamenta a exploração ilegal. Após a emissão do auto, as instituições financeiras e de pagamento serão comunicadas para bloquear, em até 24 horas, os valores existentes e interromper novas movimentações relacionadas à operação irregular. As instituições deverão informar o cumprimento da medida em até 48 horas, enquanto o Banco Central (BC) acompanhará a execução dos procedimentos. A condução dos processos administrativos ficará sob responsabilidade da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Durante a tramitação, serão assegurados o contraditório e a ampla defesa, com possibilidade de apresentação de documentos, realização de diligências e produção de provas. Integração institucional contra o mercado ilegal O secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges, afirmou que o decreto fortalece a atuação coordenada entre diferentes instituições públicas. "A complexidade das atividades ilegais exige uma resposta integrada do Estado. A união entre órgãos reguladores, instituições financeiras e estruturas de segurança permite identificar com maior precisão os responsáveis, interromper fluxos ilícitos e garantir que esses recursos sejam revertidos em benefício da sociedade." A iniciativa reúne diferentes áreas do Governo Federal para ampliar a capacidade de fiscalização e responsabilização de agentes que utilizam o ambiente digital e financeiro para operar fora da regulamentação. Ambiente digital mais seguro O combate às Bets ilegais também envolve ações voltadas ao ambiente digital, com monitoramento de plataformas, publicidade irregular e aplicativos não autorizados. O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, afirmou que o enfrentamento às atividades ilegais na internet exige mecanismos capazes de acompanhar a velocidade das transformações digitais. "A proteção dos usuários depende de uma atuação coordenada, com capacidade de identificar práticas irregulares, responsabilizar agentes que descumprem as regras e fortalecer um ambiente digital mais seguro. A regulação precisa acompanhar a dinâmica das novas formas de exploração ilegal", afirmou. Recursos destinados à segurança pública O decreto estabelece que os valores declarados perdidos ao final do processo administrativo sejam destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. Os recursos poderão financiar ações de prevenção e enfrentamento à criminalidade em todo o País. A medida reforça a estratégia do Governo Federal de retirar recursos de atividades ilegais e direcioná-los para políticas públicas de segurança. Fiscalização permanente Desde outubro de 2024, a Secretaria de Prêmios e Apostas mantém acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para o bloqueio de sites ilegais. A parceria já resultou no bloqueio de mais de 50 mil domínios irregulares. A SPA também atua no combate à publicidade ilícita de apostas. As ações já resultaram na remoção de 780 perfis e 306 publicações que promoviam apostas irregulares, além de 190 aplicativos não autorizados retirados do ar. No âmbito do jogo responsável, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão permite que usuários solicitem, em uma única operação, o bloqueio do acesso a todas as plataformas autorizadas pelo Governo Federal. Desde o lançamento, foram registrados mais de 650 mil pedidos de autobloqueio.
Ministério da Justiça e Segurança Pública · Ministro(a) · 19/06/2026
"Tudo isso passou a ser possível em função da Lei Antifacção, que deu essa ferramenta ao governo. Assim, o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça vão poder adotar essas providências para reverter o dinheiro do crime, o combate do crime organizado. Essa é mais uma ferramenta para fazermos a asfixia financeira contra o crime organizado"[…]"O recurso que saiu do crime voltará à sociedade como segurança pública e na ponta onde se protege as pessoas, o que financiava a facção, passa a financiar o seu combate"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira, 19 de junho, o Decreto nº 13.033, que fortalece o combate ao mercado ilegal de apostas no país. A medida, já publicada em edição extra do Diário Oficial da União, cria procedimentos para bloquear recursos movimentados por empresas de apostas de quota fixa que atuam sem autorização, interromper novas transações financeiras e permitir que valores obtidos de forma ilegal sejam destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública após a conclusão de processo administrativo.
"Vou assinar com muito prazer esse decreto e vamos combater de todas as formas possíveis qualquer bet ilegal desse país", afirmou o presidente em trecho de vídeo postado em seu canal nas redes sociais. "Com a nova Lei Antifacção e a inteligência acumulada no combate a crimes financeiros, Ministério da Fazenda, Ministério da Justiça e Advocacia-Geral da União avançam para sufocar o fluxo de recursos de bets ilegais".
Vou assinar com muito prazer esse decreto e vamos combater de todas as formas possíveis qualquer bet ilegal desse país"
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República
Os mecanismos que estão sendo criados se assemelham aos já utilizados na asfixia financeira ao crime organizado e se tornaram possíveis com aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei Antifacção, inicialmente proposta pelo Governo do Brasil. Entre eles, encontra-se o "perdimento de bens" das empresas que operavam as chamadas "bets ilegais". Tais valores serão utilizados pelo Governo do Brasil no financiamento do Fundo Nacional de Segurança Pública, contribuindo para o combate às próprias bets ilegais e aos demais tipos de crimes.
"Tudo isso passou a ser possível em função da Lei Antifacção, que deu essa ferramenta ao governo. Assim, o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça vão poder adotar essas providências para reverter o dinheiro do crime, o combate do crime organizado. Essa é mais uma ferramenta para fazermos a asfixia financeira contra o crime organizado", destacou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima.
COMO FUNCIONA -- Ao identificar um operador não autorizado, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, responsável pela regulação e supervisão da modalidade, poderá formalizar a irregularidade por meio de um auto de constatação, que registra e fundamenta a exploração ilegal.
A partir da emissão do auto, as instituições financeiras e de pagamentos serão notificadas para bloquear, em até 24 horas, os valores existentes e interromper novas transações relacionadas à bet irregular. O cumprimento das medidas deve ser informado em até 48 horas. O Banco Central será comunicado simultaneamente para supervisionar a execução. O bloqueio das contas e dos valores serão detalhados em resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).
A apuração dos casos ficará a cargo da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que irá instaurar e conduzir os processos administrativos. Além disso, a secretaria irá notificar a parte envolvida para apresentar sua impugnação.
Durante o processo, podem ser realizadas diligências e requisições de documentos e informações a instituições financeiras e entidades públicas. Caberá ainda à Senasp adotar as medidas necessárias à instrução do processo, inclusive a produção de provas para o esclarecimento dos fatos, observados o contraditório e a ampla defesa.
DESTINAÇÃO DOS RECURSOS -- O Decreto prevê, ainda, que os valores bloqueados que forem declarados perdidos ao final do processo administrativo serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). A iniciativa irá contribuir para o financiamento de ações de prevenção e combate à criminalidade. O bloqueio das contas será mantido até a realização do depósito judicial, podendo a Advocacia-Geral da União solicitar à Justiça outras medidas necessárias para preservar os valores.
"Quando a gente identificar uma ilegalidade, vamos comunicar aos bancos para que qualquer conta que você tenha que trate de recursos dessas bets irresponsáveis, trate de congelar. A partir disso, vamos mandar o processo para o Ministério da Justiça, que vai cuidar de caminhar até o fim, para que esse recurso saia dos bancos, respeitado o devido processo legal, e vá para o Fundo de Segurança Pública para fortalecer o combate à corrupção, o combate ao crime organizado, a partir do recurso das bets ilegais", explicou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
"O recurso que saiu do crime voltará à sociedade como segurança pública e na ponta onde se protege as pessoas, o que financiava a facção, passa a financiar o seu combate", destacou Wellington Lima.
COMBATE PERMANENTE -- A Secretaria de Prêmios e Apostas mantém ações permanentes no combate à oferta ilegal de apostas. Desde outubro de 2024, a secretaria possui acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), parceria que já resultou no bloqueio de mais de 50 mil domínios utilizados por plataformas irregulares. Os mecanismos de monitoramento estão sendo aperfeiçoados, incluindo um laboratório virtual voltado à identificação e ao bloqueio mais célere de plataformas irregulares.
No combate à publicidade irregular, a SPA monitora e fiscaliza conteúdos em ambientes digitais. As ações já removeram 780 perfis e 306 publicações que promoviam apostas irregulares, além de 190 aplicativos não autorizados retirados do ar. O trabalho é feito em cooperação com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e com o Conselho Digital do Brasil, que reúne as principais plataformas de tecnologia em operação no país.
A secretária de Prêmios e Apostas, Daniele Cardoso, reforçou o conjunto de ações desenvolvidas para o fortalecimento da regulação do setor e a promoção do jogo responsável. Ela destacou que o trabalho tem sido desenvolvido de forma articulada com diferentes órgãos públicos.
"Fizemos e estamos realizando uma série de ações que são importantes, não só no combate ao mercado ilegal, mas também no que está colocado dentro do processo regulatório. Já publicamos mais de 60 portarias. O processo regulatório vem se aperfeiçoando. A agenda regulatória da SPA é pública para que qualquer pessoa da sociedade interessada possa participar, possa sugerir e criticar", afirmou a secretária.
Entre as iniciativas estão a cooperação com a Secretaria Nacional do Consumidor, Procons, Ministério Público e Defensorias Públicas, além de parcerias com o Ministério da Saúde e a criação de grupo de trabalho interministerial. Entre os resultados, Daniele Cardoso citou iniciativas como o autoteste de saúde mental e saúde financeira.
CONTO DA SORTE -- O ministro Dario Durigan destacou as ações do Governo do Brasil no combate às apostas ilegais, como a realização da Operação Conto da Sorte, que cumpriu mandados nos estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo. A operação também garantiu a retenção de bens e direitos no limite de R$ 145 milhões para restituição dos ilícitos apurados.
AUTOEXCLUSÃO -- No âmbito do jogo responsável, o Governo do Brasil disponibilizou, em dezembro de 2025, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão. A ferramenta permite que os usuários solicitem, em uma única operação, o bloqueio do seu acesso a todas as plataformas autorizadas pelo governo federal. A medida amplia a capacidade de monitoramento do Estado e contribui para um ambiente regulado mais seguro e transparente. Até o momento, foram mais de 650 mil pedidos de autobloqueio.
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA -- Em complemento às ações do governo no combate ao mercado ilegal de apostas, o Ministério da Fazenda publicou a Portaria nº 17.66, de 17 de junho de 2026, que regulamenta a responsabilidade tributária solidária de instituições financeiras, de pagamento e instituidores de pagamento que contribuam para a exploração irregular da modalidade lotérica de apostas de quota fixa. A medida fortalece os mecanismos de fiscalização e controle do setor e está prevista na Lei Complementar nº 224/2025.
Nos termos da regulamentação, a responsabilidade tributária solidária poderá ser aplicada quando as instituições, após comunicado formal do Ministério da Fazenda, continuarem permitindo ou processando transações destinadas à empresas não autorizadas a operar no país, nos termos da Lei nº 14.790, de 2023.
A portaria define um fluxo operacional para a comunicação e adoção de medidas que impeçam a continuidade de operações financeiras que viabilizem a atuação de operadores irregulares. A partir do recebimento da notificação, as instituições terão o prazo de 24 horas para adotar medidas restritivas destinadas a impedir novas transações que possam viabilizar a exploração irregular de apostas.
A norma também alcança pessoas físicas e jurídicas que divulguem publicidade ou propaganda comercial de operadores de apostas sem autorização federal.
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PT/SP · 19/06/2026
“Bets clandestinas na mira Governo Lula endurece regras e prevê responsabilização de influenciadores que divulgarem apostas ilegais. Medida reforça a necessidade de regulação do setor.”
Presidência da República / Secretaria de Relações Institucionais · Ministro(a) · PT · 21/06/2026
“1. O Governo @LulaOficial fechou o cerco contra as bets ilegais. Na sexta-feira (19), o presidente Lula assinou o Decreto nº 13.033/2026, que permite o bloqueio imediato de recursos vinculados a plataformas clandestinas. Hoje, as bets ilegais respondem por quase metade do mercado de apostas. Segundo o Ministério da Justiça, por trás de milhares de sites irregulares existem centenas de operadores que utilizam o sistema financeiro para escoar dinheiro e alimentar crimes como a lavagem de dinheiro. 2. Mais do que um caso de polícia, as bets (ilegais ou legalizadas) se tornaram uma grave questão de saúde pública. A ludopatia, o vício em jogos de azar, deixa um rastro de endividamento entre os setores mais vulneráveis da população, comprometendo o orçamento familiar e afetando a saúde mental de milhões de brasileiros. Dados do Banco Central mostram que as apostas eletrônicas movimentam até R$ 30 bilhões por mês. 3. O novo decreto muda as regras do jogo. Agora, o Ministério da Fazenda identifica os operadores clandestinos e notifica as instituições financeiras, que terão até 48 horas para bloquear todos os recursos vinculados às plataformas ilegais. Após o devido processo legal, os valores confiscados poderão ser destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública.”
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PT/SP · 19/06/2026
“Gol de placa do Lula! O governo Lula anunciou que os recursos bloqueados de empresas de apostas que operam fora da lei serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. Enquanto plataformas ilegais lucram bilhões sem cumprir regras, o país perde arrecadação e cresce o risco de fraudes, lavagem de dinheiro e outros crimes. Quem atua dentro da lei deve ser fiscalizado. Quem atua fora dela deve responder pelos seus atos. O dinheiro das bets ilegais não pode continuar alimentando esquemas irregulares. Deve ser usado para fortalecer a segurança da população. Chega de impunidade para as bets ilegais. https://t.co/KV2fk4NhZz”
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PT/PI · 19/06/2026
“O governo do presidente Lula avança no bloqueio de bets ilegais e no direcionamento desses recursos para fortalecer a Segurança Pública no enfrentamento ao crime organizado no país. Resultado: menos crime, maior proteção e mais investimento em segurança para a população. https://t.co/LoTeHAdjr1”
Presidência da República / Secretaria de Comunicação Social · Ministro(a) · 19/06/2026
“REPOST: @govbr Block para o jogo ilegal! Ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o presidente Lula assinou hoje uma nova medida que garante o bloqueio de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas. Com a nova Lei Antifacção e a inteligência acumulada no combate a crimes financeiros, o Ministério da Fazenda, o Ministério da Justiça e a Advocacia-Geral da União avançam para sufocar o fluxo de recursos de bets ilegais. Cumprido o devido processo, os recursos bloqueados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e reforçarão o combate às estruturas financeiras do crime organizado no país. @ricardostuckert”
Presidência da República / Secretaria de Relações Institucionais · Ministro(a) · PT · 19/06/2026
“O presidente @LulaOficial deu mais um passo no combate ao crime organizado e às apostas ilegais no Brasil. Ao lado dos ministros da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública, foi assinada uma nova medida que permite o bloqueio de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas, fortalecendo a atuação do Estado contra esquemas que alimentam organizações criminosas. Com a integração entre Ministério da Fazenda, Ministério da Justiça e Advocacia-Geral da União, o governo avança para interromper o fluxo de recursos das bets ilegais e proteger a população. Após o devido processo legal, os valores bloqueados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, reforçando os investimentos no combate ao crime organizado em todo o país. Mais segurança, mais fiscalização e mais responsabilidade para o Brasil. Vídeo: Digital/ PR”
Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro · Deputado(a) Estadual · PT/RJ · 19/06/2026
“URGENTE! Lula assinou hoje um decreto que permite o BLOQUEIO DE RECURSO FINANCEIROS de casas de apostas ilegais, fortalecendo o combate ao crime organizado e às estruturas que lucram com a exploração das pessoas. https://t.co/vc9zUJprsy”
Ministério da Fazenda / Secretaria de Prêmios e Apostas · Secretário(a) · DF · Brasília · 19/06/2026
O Ministério da Fazenda vai cobrar tributos de influenciadores de redes sociais que divulguem bets ilegais no Brasil. […]
O Ministério da Fazenda vai cobrar tributos de influenciadores de redes sociais que divulguem bets ilegais no Brasil. O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse nesta sexta-feira (19) que uma portaria publicada no dia anterior transfere a reponsabilidade das obrigações tributárias a pessoas que façam propaganda de casas de apostas de quota fixa sem autorização no país.
Segundo ele, os influencers poderão ter que pagar pelo Imposto de Renda, Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e outras obrigações tributárias destas plataformas, que podem não ser brasileiras. A mesma responsabilização valerá para as fintechs que "insistam" em fazer movimentações de recursos para os operadores das bets ilegais mesmo com notificações da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.
"A bet ilegal não existiria se não houvesse essa movimentação financeira. A bet está lá no exterior, mas esse recurso precisa de algum caminho para chegar na mão desses criminosos", disse. "Se um influencer entrar na rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções já administrativas da SPA, a Receita Federal vai cobrar o Imposto de Renda e PIS/Cofins", completou.
Barreirinhas defendeu, em entrevista a jornalistas, que a medida é justa. "Se o influencer está ganhando dinheiro da bet ilegal, ele que pague, então, o Imposto de Renda dessa bet ilegal que está no exterior", afirmou.
A secretária de Prêmios e Apostas, Daniele Cardoso, declarou que tem ajuda do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) para identificar os influencers que divulgam bets ilegais. "Com essa portaria do ministro, em conjunto com a receita, a gente vai estreitar os laços e pensar em outros mecanismos mais efetivos", disse.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a publicação de um decreto que visa a bloquear os recursos de empresas ilegais de apostas. Os recursos congelados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, com ajuda das instituições financeiras.
Os sites que oferecem jogos de cota fixa de forma irregular serão derrubados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As instituições financeiras que têm contas de operadores atrelados aos sites serão notificadas e terão até 48 horas para fazer o bloqueio dos recursos.
A notificação às instituições financeiras será informada ao Banco Central (BC). O Ministério da Justiça vai abrir espaço para o contraditório dos interessados nos recursos das contas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, normalmente, os elementos que sustentam a defesa são "pobres" e o bloqueio deverá ser confirmado.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) publicará uma resolução para detalhar as ações dos processos administrativos pelo não cumprimento das instituições do sistema financeiro.
Ministério da Fazenda / Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil · Secretário(a) · 19/06/2026
"Se um influencer entrar na rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções já administrativas da SPA, a Receita Federal vai cobrar o Imposto de Renda e PIS/Cofins"
O Ministério da Fazenda vai cobrar tributos de influenciadores de redes sociais que divulguem bets ilegais no Brasil. O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse nesta sexta-feira (19) que uma portaria publicada no dia anterior transfere a reponsabilidade das obrigações tributárias a pessoas que façam propaganda de casas de apostas de quota fixa sem autorização no país.
Segundo ele, os influencers poderão ter que pagar pelo Imposto de Renda, Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e outras obrigações tributárias destas plataformas, que podem não ser brasileiras. A mesma responsabilização valerá para as fintechs que "insistam" em fazer movimentações de recursos para os operadores das bets ilegais mesmo com notificações da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.
"A bet ilegal não existiria se não houvesse essa movimentação financeira. A bet está lá no exterior, mas esse recurso precisa de algum caminho para chegar na mão desses criminosos", disse. "Se um influencer entrar na rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções já administrativas da SPA, a Receita Federal vai cobrar o Imposto de Renda e PIS/Cofins", completou.
Barreirinhas defendeu, em entrevista a jornalistas, que a medida é justa. "Se o influencer está ganhando dinheiro da bet ilegal, ele que pague, então, o Imposto de Renda dessa bet ilegal que está no exterior", afirmou.
A secretária de Prêmios e Apostas, Daniele Cardoso, declarou que tem ajuda do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) para identificar os influencers que divulgam bets ilegais. "Com essa portaria do ministro, em conjunto com a receita, a gente vai estreitar os laços e pensar em outros mecanismos mais efetivos", disse.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a publicação de um decreto que visa a bloquear os recursos de empresas ilegais de apostas. Os recursos congelados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, com ajuda das instituições financeiras.
Os sites que oferecem jogos de cota fixa de forma irregular serão derrubados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As instituições financeiras que têm contas de operadores atrelados aos sites serão notificadas e terão até 48 horas para fazer o bloqueio dos recursos.
A notificação às instituições financeiras será informada ao Banco Central (BC). O Ministério da Justiça vai abrir espaço para o contraditório dos interessados nos recursos das contas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, normalmente, os elementos que sustentam a defesa são "pobres" e o bloqueio deverá ser confirmado.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) publicará uma resolução para detalhar as ações dos processos administrativos pelo não cumprimento das instituições do sistema financeiro.
A ludopatia como doença e questão de saúde pública.
16
manifestações
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A mensagem
O eixo se constrói pelo empréstimo da moldura antitabaco: epidemia, vício e tratamento no SUS, reforçada por dados de atendimento que dão lastro à tese de saúde pública. Ponto de atenção: o que moveu a narrativa nesta semana foi sobretudo a pauta de autoexclusão, impulsionada pela campanha Block no Tigrinho (mais de 700 mil adesões).
Quem e onde
Concentrada em PT, MDB e PSD (Patrus Ananias, Flávia Morais, Carla Morando) e amplificada por comunicadores como Drauzio Varella.
As apostas são tratadas como epidemia e questão de saúde mental, com vício e ludopatia mobilizando a estrutura pública de saúde (SUS).
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Dano às famílias e superendividamento
Associa as apostas à destruição de lares e à ilusão do ganho fácil, defendendo a proteção da renda familiar contra o superendividamento.
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Autoexclusão e bloqueio de acesso Novo
Promove a ferramenta de autoexclusão do governo (campanha "block no tigrinho"), com mais de 700 mil adesões.
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Proteção do consumidor e design manipulativo Novo
Cobra proteção do apostador em ambientes digitais e aponta o design manipulativo dos aplicativos como fator de risco.
Da narrativa à regulação
A pauta de saúde pública e proteção do apostador ganhou três proposições novas no período, todas da deputada federal Flávia Morais (MDB/GO), e registrou a tramitação mais densa da semana: o parecer da relatora Ana Pimentel (PT/MG) na Comissão de Saúde pela aprovação do PL 3355/2024 e de 16 apensados, com substitutivo. O texto aprovado vai além da saúde e incorpora restrições à publicidade (vedação em redes sociais e de cotações em transmissões ao vivo), aproximando a pauta sanitária da agenda de restrição à propaganda. No Senado, o presidente da CTFC, senador Dr. Hiran, avocou a relatoria de dois projetos sobre autoexclusão e jogo responsável (PL 4391/2024 e PL 3289/2025). O discurso começa a virar texto e parecer.
Proposições novas 3
PL 3247/2026Câmara dos Deputados22/06/2026
Institui a política nacional para a prevenção, identificação e atenção ao transtorno do jogo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Estabelece medidas de proteção da renda familiar e de prevenção do superendividamento relacionado à utilização de plataformas de apostas de quota fixa.
Dispõe sobre a proteção do consumidor vulnerável em ambientes digitais de apostas de quota fixa, estabelece deveres de transparência, mecanismos de proteção ao usuário e veda práticas de indução ao comportamento compulsivo.
Prevenção do transtorno do jogo e arrecadação para a saúde · Câmara dos Deputados · CSAUDE
PL 3355/202428/08/2024
Obriga operadoras de apostas de quota fixa a destinar datas anuais para arrecadação voltada à prevenção e ao tratamento do vício em jogos online, e disciplina campanhas educativas e regras de propaganda.
Tramitação: Parecer da relatora Ana Pimentel (PT/MG) na CSAUDE (23/06/2026), pela aprovação com substitutivo do projeto e de 16 apensados e pela rejeição da Emenda 1/2024. O texto trata as apostas como determinantes comerciais da saúde e prevê arrecadação compulsória ao Fundo Nacional de Saúde, autoexclusão centralizada, vedação de cotações em transmissões esportivas ao vivo e vedação total de publicidade em redes sociais e serviços de mensageria privada. Pronta para pauta.
Autor: Carla Ayres (PT/SC)
Autoexclusão de apostadores e jogo responsável · Senado Federal · CTFC
PL 4391/2024Senado Federal
Altera a Lei nº 14.790/2023, que dispõe sobre a exploração de apostas de quota fixa, para instituir mecanismo de autoexclusão de apostadores, com o objetivo de promover o jogo responsável e prevenir transtornos relacionados ao jogo.
Tramitação: Avocada a relatoria pelo Presidente da Comissão, Senador Dr. Hiran, na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC).
Política Nacional de Jogo Responsável e prevenção à ludopatia · Senado Federal · CTFC
PL 3289/2025Senado Federal
Dispõe sobre a Política Nacional de Jogo Responsável, Proteção ao Apostador e Prevenção à Ludopatia; altera o regime de exploração de apostas de quota fixa; aprimora os mecanismos de controle, fiscalização e responsabilização no setor; e altera a Lei nº 14.790/2023, a Lei nº 13.756/2018, o Decreto-Lei nº 2.848/1940 (Código Penal), a Lei nº 12.965/2014 (Marco Civil da Internet) e a Lei nº 9.472/1997 (Lei Geral de Telecomunicações).
Tramitação: Avocada a relatoria pelo Presidente da Comissão, Senador Dr. Hiran (art. 129 do RISF), na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC).
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PT/SC · 19/06/2026
“Excelente medida do nosso @govbr , assinada pelo nosso presidente @LulaOficial . Estamos no caminho certo, iniciando as medidas necessárias para combater o vício que tem endividado e adoecido milhares e milhares de brasileiros e brasileiras. Block nos tigrinhos.”
“Já em 'A ilusão da virada', falamos sobre o vício em jogos de aposta online com o psiquiatra Marcelo Kimati Dias, diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, e Drauzio Varella completando a bancada. https://t.co/1e05zygAaF”
“A pressão de estar bem o tempo todo está nos afastando do verdadeiro bem-estar? Você está mesmo no controle quando aposta em jogos de azar? O 'Além do Normal: O que o Brasil precisa falar sobre saúde mental', novo programa de saúde mental do Portal Drauzio, estreou ontem no Teatro YouTube, em São Paulo. Quem esteve lá pôde assistir à gravação dos dois primeiros episódios ao vivo, conduzidos por Karen Scavacini, psicóloga e fundadora do Instituto Vita Alere - Saúde Mental, Prevenção e Posvenção do Suicídio. Em 'A romantização do bem-estar', conversamos com a dra. Jeane Tavares, psicóloga e doutora em saúde pública, e Drauzio Varella sobre como o wellness virou tendência e o que isso tem a ver, ou não, com saúde mental de verdade. Já em 'A ilusão da virada', falamos sobre o vício em jogos de aposta online com o psiquiatra Marcelo Kimati Dias, diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, e Drauzio Varella completando a bancada. Os episódios completos chegam ao YouTube do Portal Drauzio ainda este ano.”
Carla Simara Luciana da Silva Salasário AyresRede social
Câmara Municipal de Florianópolis · Vereador(a) · PT/SC · Florianópolis · 22/06/2026
“VAMOS FALAR DO IMPACTO DAS BET NO TRABALHO? Vocês devem ter visto matérias sobre o grande número de brasileiros endividados, o que levou o governo a realizar uma segunda versão do Desenrola Brasil. Nas pesquisas sobre os trabalhadores endividados se identificou que grande parte tinha endividamento devido a apostas. O desejo de ter uma grana extra e a facilidade do acesso levou milhares às apostas. Sem horário de funcionamento, na palma da mão nos celulares e funcionando 24h, os jogos atuam como cassinos sempre abertos e com algoritmos, incentivando ainda mais o jogo. Muitos usuários já chegaram a casos de vício e problemas de saúde mental. Considerando que o uso gera danos sociais ao país, o estado brasileiro precisa agir. Como vocês avaliam que deveria ser esta atuação? #CarlaAyres #SC #Floripa #Florianopolis”
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PT/MG · 18/06/2026
“O crescimento das apostas digitais em Bets já mobiliza a estrutura pública de saúde mental é considerado o principal fator de endividamento da família atinge de forma especialmente perversa as famílias mais vulneráveis socialmente e o comércio já demonstra perda de receita. (+) https://t.co/lrOohk3Ffn”
Ministério da Justiça e Segurança Pública / Secretaria de Direitos Digitais · Secretário(a) · DF · Brasília · 17/06/2026
Um dos focos do acordo de cooperação técnica será o design manipulativo dos aplicativos de aposta
Aplicativos de bets têm interface que enganam o usuário e o induzem a tomar decisões que be […]
Um dos focos do acordo de cooperação técnica será o design manipulativo dos aplicativos de aposta
Aplicativos de bets têm interface que enganam o usuário e o induzem a tomar decisões que beneficiam a empresaDivulgação
Os ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Fazenda firmaram uma parceria para combater violações de casas de apostas e apertar o cerco na regulamentação do mercado.
Um dos focos do acordo de cooperação técnica será o design manipulativo - isto é, interface e recursos que enganam o usuário e o induzem a tomar decisões que beneficiam a empresa - dos aplicativos de bets.
A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada à Fazenda, vai elaborar estudos e orientações sobre publicidade e design não manipulativo em plataformas de apostas de quota fixa e classificar os riscos de vício nos jogos online oferecidos por essas empresas.
Já a Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do MJSP, vai mapear e analisar os padrões de design manipulativo em aplicativos e desenvolver referências positivas para as plataformas, além de capacitar os servidores da SPA sobre direitos digitais e identificação de design manipulativo.
O acordo estabelece um canal de comunicação e cooperação institucional para desenvolver iniciativas relativas aos direitos dos usuários no ambiente dessas apostas, segundo o secretário de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes.
Ele diz que o objetivo é fortalecer ações voltadas à proteção dos usuários, à prevenção dos riscos no ambiente digital, ao intercâmbio de informações e ao aperfeiçoamento de políticas públicas e atividades regulatórias.
O entendimento dentro do governo Lula é que os novos hábitos do país em relação aos aplicativos de apostas exigem o enfrentamento por parte de autoridades de diferentes campos.
"Os aplicativos de jogos e apostas operam em larga escala, usam mecanismos sofisticados de personalização e são capazes de adaptar os conteúdos, ofertas e estímulos a perfis específicos de usuários. Neste sentido, questões relacionadas à proteção do consumidor, como saúde mental, superendividamento e, principalmente, proteção de dados pessoais tornam-se cada vez mais relevantes", afirma Fernandes.
Quase metade dos 13,6 mil registros de queixas no site consumidor.gov com plataformas de apostas esportivas (chamadas popularmente de "bets"), feitas entre janeiro de 2025 e maio de 2026, é de jovens entre 21 e 30 anos (47,54%), segundo dados do governo federal. Em seguida está a faixa dos 31 aos 40 anos (32,21%) e dos 41 aos 50 anos (10,58%).
O número de reclamações dos usuários disparou no último ano. Em 2025, o site do governo registrou 6.112 queixas entre janeiro e dezembro. Neste ano, em menos de seis meses, o número de registros já superou o ano passado inteiro: 7.548 entre janeiro e o começo de junho.
Atualmente, 15,91% dos problemas relatados pelos consumidores são referentes a dificuldades e atrasos na devolução do dinheiro apostado, enquanto 13,09% reclamam de bloqueio e suspensão da plataforma, 8,53% relatam oferta não cumprida e enganosidade.
Outros 6,23% reclamaram de risco, dano físico ou mal estar; 6,04%, da dificuldade de pagamento/transferência; 5,99%, da dificuldade de ressarcimento; e 5,10%, de SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) não solucionado.
As apostas online têm assumido um papel cada vez maior no orçamento de milhões de brasileiros. Em meio ao aperto financeiro, parte da população passou a ver nas bets uma possibilidade para complementar a renda e ajudar nas despesas do mês, transformando uma atividade de alto risco em estratégia de sobrevivência financeira.
O fenômeno acende um alerta sobre o avanço da dependência das apostas, do endividamento (80,6% da população tinha alguma dívida em abril, um recorde) e da vulnerabilidade financeira, especialmente entre as camadas de menor renda.
Nos últimos meses, com as despesas domésticas mais apertadas por causa do aumento da inflação de alimentos e elevação da inadimplência das famílias, o número de apostadores que buscam no jogo online um rendimento adicional deu um salto.
Em maio deste ano, 35% dos apostadores em bets que viviam na cidade de São Paulo declararam que usavam plataformas online como um plano para aumentar a renda doméstica de maneira rápida, segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). A enquete ouviu 600 apostadores em jogos online.
Ministério da Fazenda / Secretaria de Prêmios e Apostas · Secretário(a) · DF · Brasília · 17/06/2026
A gente pensa como se fosse um grande extrato para que ele obtenha mais informações sobre o seu cenário nesse segmento [de apostas]. […]
A gente pensa como se fosse um grande extrato para que ele obtenha mais informações sobre o seu cenário nesse segmento [de apostas]. [...] Queremos fazer com que esse cidadão que utiliza esse segmento consiga se entender no meio desse todo e ver em quantas casas ele tem cadastro, quanto foi o seu valor de depósito e quanto ele já retirou.
Ferramenta vai integrar a plataforma de autoexclusão. O sistema para "visualizar e monitorar seu próprio perfil" é parte do aprimoramento para a adoção do jogo responsável e de prevenção de transtornos decorrentes do jogo patológico. "A gente disponibiliza [no sistema de autoexclusão] um autoteste da saúde, um autoteste financeiro e um curso desenvolvido com a Secretaria Nacional do Consumidor", ressalta a secretária.
Dados sobre a autoexclusão voluntária
Autoexclusão foi realizada por 3% dos apostadores. Em operação há seis meses, a ferramenta de saída voluntária do ambiente das bets contabilizou 603 mil pedidos de afastamento das casas de apostas. Com o universo de 25 milhões de cadastros nas bets, o volume de autoexclusões equivale a menos de 3% do total. Questionada sobre a adesão de um baixo percentual de apostadores, Cardoso avalia que ainda existe um potencial de utilização, mas evita fazer um balanço sobre o alcance das expectativas devido ao curto período de funcionalidade da plataforma.
Prejuízos mentais estimulam maioria das autoexclusões. Das pouco mais de 600 mil solicitações no sistema, 40% (cerca de 240 mil) foram motivadas pela perda de controle ou danos à saúde mental. "No cenário internacional, quando a gente fala de pessoas que desenvolveram algum transtorno por jogo, temos uma média de 3% dos apostadores". Ela, no entanto, ressalta que a análise precisa ser aperfeiçoada para o ambiente nacional após a regulamentação.
Daniele Correa Cardoso
Serviço de autoexclusão permite abandonar as bets por até 12 meses. A plataforma autoriza o apostador a definir, de forma voluntária, o período em que deseja ficar distante das casas de apostas por um, três, seis, nove ou 12 meses. Para a adesão, basta o apostador acessar seu cadastro no sistema Gov.br (conta prata ou ouro), escolher o prazo e aderir aos termos estabelecidos.
"Até 2022, as bets operavam sem tributação (no governo de Jair Bolsonaro). Veio o governo Lula, propôs 18%, e o Congresso aprovou 12%. Não me parece sanha arrecadatória"
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta 4ª feira (17.jun.2026), em audiência na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, que não procede a crítica de que o governo promove uma "sanha arrecadatória" ao ampliar a tributação sobre apostas esportivas e rendimentos de alta renda, incluindo investimentos no exterior, estruturas em paraísos fiscais e fundos fechados.
Segundo o ministro, as medidas corrigem distorções do sistema tributário e ampliam a isonomia entre diferentes formas de renda. "Até 2022, as bets operavam sem tributação (no governo de Jair Bolsonaro). Veio o governo Lula, propôs 18%, e o Congresso aprovou 12%. Não me parece sanha arrecadatória", declarou.
DEFESA DA POLÍTICA TRIBUTÁRIA
Durigan afirmou que a iniciativa busca garantir tratamento tributário equivalente para diferentes modalidades de rendimento.
Segundo ele, a ampliação da tributação sobre apostas esportivas, investimentos no exterior, estruturas offshore e fundos fechados tem como objetivo corrigir assimetrias do sistema.
ECONOMIA E CONTAS PÚBLICAS
Na mesma audiência, o ministro declarou que o Brasil atravessa um cenário de inflação "sob controle" e forte geração de empregos, com cerca de 5,1 milhões de vagas criadas em 2026.
Segundo Durigan, o desempenho reflete a "integralidade da política econômica" e se insere em um contexto em que o país "cresce mais do que o mundo esperava", em referência às projeções do Fundo Monetário Internacional.
O ministro disse que a inflação, embora controlada, ainda "preocupa". Também citou a abertura de mercados e a previsibilidade institucional como fatores que ajudam a explicar o desempenho da economia.
No campo fiscal, destacou o corte de R$ 23 bilhões em ano eleitoral e afirmou que a medida reforça o compromisso do governo com o equilíbrio das contas públicas. Segundo ele, o resultado mostra um cenário mais sólido do que em ciclos eleitorais anteriores.
Durigan mencionou o programa Desenrola como instrumento de reorganização do crédito e das finanças de famílias e empresas, com impacto sobre a atividade econômica. Ao defender incentivos para bons pagadores, afirmou: "Esse é o valor que precisamos defender no país, o prêmio para quem paga".
O ministro declarou ainda que medidas adotadas pelo governo produziram "resultado concreto para as pessoas", citando ações relacionadas aos combustíveis e às condições macroeconômicas. Segundo ele, o serviço da dívida foi pressionado por um cenário em que se esperava uma queda mais acelerada dos juros depois do lançamento do Desenrola, em 2023, mas a política monetária global exigiu ajustes em 2024.
ENERGIA E RELAÇÕES EXTERNAS
Na área financeira, Durigan afirmou que o governo avalia a emissão de títulos na Ásia. Também citou como prioridades o enfrentamento ao mercado ilegal de apostas e o combate ao crime organizado por meio do monitoramento de fluxos financeiros.
Sobre energia, disse que o Brasil está em posição mais favorável do que países europeus que enfrentam discussões sobre racionamento de combustíveis. Citou reajustes de 6% a 10% na gasolina e de cerca de 15% no diesel, e afirmou que os impactos estão sendo administrados com medidas de mitigação.
Durigan declarou que o Brasil é superavitário em energia, sobretudo por causa da produção e exportação de petróleo, o que ajuda a amortecer choques externos sem necessidade de mudanças tributárias ou de recorrer à "guerra fiscal".
O ministro também afirmou que o governo mantém diálogo "aberto, transparente e lúcido" com os Estados Unidos em temas econômicos e comerciais. Segundo ele, a estabilidade internacional e ambiental está entre as prioridades da política econômica.
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PT/SP · 21/06/2026
“Mais de 700 mil pessoas já utilizaram a plataforma do governo federal para a autoexclusão das bets. Isso significa que essas pessoas escolheram bloquear voluntariamente o acesso a aplicativos de jogos e apostas online. As apostas representam um risco para muitas famílias, comprometem a renda doméstica e podem levar ao vício. Por isso, é necessário garantir mecanismos de proteção e apoio para quem deseja se afastar desse tipo de aposta.”
Ministério Público Federal · Procurador(a) da República · Sem partido · 19/06/2026
Marcelo Alves Dias Procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King's College London (KCL) e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANRL) ([email protect […]
Marcelo Alves Dias Procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King's College London (KCL) e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANRL) ([email protected])
O jogo de azar, em que o ganho e/ou a perda dependem exclusivamente da sorte, é um problema da sociedade desde tempos imemoriais. E falo aqui tanto do jogo proibido por lei como daquele por ela autorizado. Como outrora dizia Lemos Brito, no seu clássico "O crime e os criminosos na literatura brasileira" (Livraria José Olympio Editora, 1946), "ele perverte o caráter, dissipa a riqueza, subjuga todos os pensamentos, esmaga a capacidade de trabalho regular, oblitera a consciência, fazendo-a esquecer os deveres morais, leva ao abandono da família, conduz o funcionário, público ou privado, à prevaricação ou ao desfalque, é germe de todas as infidelidades, terminando muita vez pelo roubo, o homicídio ou o suicídio".
Não sou totalmente contra o jogo de azar. Acho até que os jogos de Cassino, em lugares turísticos, frequentados por gente com capacidade financeira para ganhos e perdas, devidamente fiscalizados, podem ser uma boa para a economia local e até nacional. Não me tomem, portanto, por uma Dona Santinha. De carolas, quero distância. E acho mesmo que todos os homens devem ter os seus pecados/vícios/defeitos; eles são até mais humanos e melhores por isso.
O problema está na dimensão que a coisa agora tomou. Agigantou-se deveras. O jogo industrializou-se e, para além disso, tornou-se multinacional. Falo do fenômeno das bets ou casas de apostas online, hoje malditamente amalgamadas ao futebol e que, ao contrário dos cassinos, para onde devemos ir se queremos jogar, entram nos nossos telefones celulares, nas nossas casas, nas nossas vidas, sem pedir qualquer licença.
E, não raramente - quem não conhece alguns exemplos? -, destroem o viciado jogador e famílias inteiras.
Ademais, se outrora, como relatava Lemos Brito, o jogo era o foco de atração "das almas frágeis, dos incomodados à mediana social", dos que não sabiam "conquistar metódica e gradativamente a felicidade", que queriam facilmente transpor de um salto todos os obstáculos para a conquista financeira, hoje a coisa é totalmente diferente. Sobretudo ele não trabalha mais majoritariamente nos meios "elegantes". Como o álcool não é apenas "a champanhe dos casinos, o jogo não se limita [mais apenas] a corromper as classes elevadas", ele "vai até onde a cachaça" está (...), onde "se reúnem os operários, os pequenos funcionários, os caixeiros, os menores que furtam dinheiro em casa para satisfazer o vício terrível, os pais de família sem escrúpulos que vão deixar nas mãos de espertos os pingues salários destinados ao sustento da esposa e dos filhos".
Vai até onde é pago o mais que necessário Bolsa Família, tirando dessas famílias o indispensável sustento. Tirando também o sustento da economia local, pois o dinheiro dos programas sociais, que deveria ser gasto nos sítios mais pobres do nosso sertão ou das nossas periferias, vai digitalmente acabar nos bolsos dos influencers e dos donos do jogo, que vivem e luxam não se sabe sequer onde.
É por isso que vai aqui um caloroso aplauso ao jogador francês Kylian Mbappé, que teve sua imagem indevidamente associada, sem sua autorização, a uma propaganda de uma casa de apostas/bet. Mbappé, ele mesmo nascido em banlieue/subúrbio/periferia de Paris, sem medo de polemizar, foi assertivamente crítico às bets: "Muitos de nós vimos de bairros onde estas coisas destruíram muita gente. Eu mesmo conheço pessoas que sofreram".
Mbappé, a quem não desejo sorte em campo contra o nosso Brasil, marcou um golaço fora das quatro linhas.
Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo · Deputado(a) Estadual · PT/SP · 15/06/2026
“Uma campanha mais que importante: dê um block no tigrinho! Nossa primeira-dama, Janja, mostrou a triste realidade que muitas famílias brasileiras vêm enfrentando como consequência do vício nas apostas. O tigrinho e outras plataformas de apostas têm causado endividamento, sofrimento e impactos que vão muito além do financeiro! Ao lado da Janja, do presidente Lula e do Governo do Brasil, seguimos juntos nessa luta para conscientizar a população e enfrentar essa armadilha que tem prejudicado tantas vidas, apoiando medidas de enfrentamento e proteção que o governo tem levado ao povo!”
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo · Deputado(a) Estadual · PSD/SP · 18/06/2026
“As “bets” deixaram de ser entretenimento para se tornar um problema econômico e social gravíssimo. Dezenas de bilhões de reais estão saindo do nosso comércio, e famílias inteiras estão cortando gastos essenciais para sustentar o jogo. Precisamos urgentemente de fiscalização, educação financeira e, acima de tudo, proteção às nossas famílias. O que está em jogo não é apenas dinheiro, é a vida de milhões de brasileiros.”
A publicidade de apostas no alvo, amplificada pela Copa do Mundo.
20
manifestações
= estável
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A mensagem
A quantidade de manifestações se manteve estável em relação à semana anterior. A hipervisibilidade das apostas na Copa vira o próprio argumento: a exposição contínua nas transmissões alimenta a tese de que a propaganda precisa de limite legal. É o eixo em que o discurso mais se converte em texto, com PLs que vão da disciplina da publicidade à sua vedação total, inclusive em rádio e TV.
Quem e onde
Espectro amplo, de PT e PSB (Tabata, Dandara, Reimont) a PL (Domingos Sávio, Osmar Terra) e PSOL, com interlocutor tático no PL (Portinho).
Defende alterar as Leis 13.756/2018 e 14.790/2023 para proibir ou restringir a propaganda, o patrocínio e a comunicação comercial das apostas.
6
Saturação na Copa e no esporte
Sustenta que a publicidade de apostas domina as transmissões esportivas e a cobertura da Copa, expondo o público de forma contínua.
3
Crítica ao discurso de "dinheiro fácil"
Rejeita a venda das apostas como solução de ganho fácil e a associa ao endividamento.
3
Advertências e debate público Novo
Propõe mensagens de advertência ao apostador e audiências públicas para discutir os impactos da publicidade.
Da narrativa à regulação
A restrição à publicidade é a narrativa com maior produção legislativa e, agora, a de maior movimento. As duas proposições novas são de vedação de publicidade, e a maioria das tramitações do período também mira a proibição da propaganda. O risco imediato, porém, é contido: na Comissão de Comunicação, os PLs 2074/2026 e 3518/2024 avançaram apenas por apensamento à árvore do PL 3511/2024, sem deliberação autônoma, e o REQ 35/2026 aprovou apenas uma audiência pública. O movimento de maior tração é o parecer do relator Saulo Pedroso (PSD/SP) pela aprovação do PL 1622/2026 na Comissão do Esporte, que proíbe a propaganda de bets para atletas menores de idade.
Proposições novas 2
PL 3133/2026Câmara dos Deputados16/06/2026
Altera a Lei nº 13.756, de 12 de dezembro de 2018, para proibir a propaganda comercial de apostas de quota fixa e estabelecer mecanismos de proteção ao apostador.
Altera a Lei nº 14.790, de 29 de dezembro de 2023, para vedar a comunicação mercadológica, a publicidade, a propaganda, o marketing e o patrocínio de apostas de quota fixa nos serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens prestados mediante concessão, permissão ou autorização da União.
Proteção de atletas menores na publicidade · Câmara dos Deputados · CESPO
PL 1622/202607/04/2026
Dispõe sobre a proteção de atletas menores de idade em publicidade e ações de comunicação vinculadas a apostas esportivas.
Tramitação: Parecer do relator Saulo Pedroso (PSD/SP) na CESPO (15/06/2026), pela aprovação com substitutivo que incorpora à Lei 14.790/2023 a vedação ao uso de imagem, nome, voz ou apelido esportivo de atleta menor de 18 anos em publicidade de apostas. Pronta para pauta.
Autor: Mauricio do Vôlei (PL/MG)
Audiência pública sobre os impactos das apostas · Câmara dos Deputados · CESPO
REQ 35/2026 CESPO15/06/2026
Requer audiência pública para debater os impactos sociais, econômicos e de saúde pública das apostas e medidas de prevenção à ludopatia, proteção ao consumidor e restrição à publicidade.
Tramitação: Requerimento aprovado na CESPO e audiência pública agendada. De autoria de Saulo Pedroso (PSD/SP), que também relata o PL 1622/2026 na mesma comissão.
Vedação de publicidade e patrocínio · Câmara dos Deputados · CCOM
PL 2074/202629/04/2026
Altera a Lei 14.790/2023 para vedar a publicidade, a propaganda, o patrocínio e a cessão de direitos de uso do nome relacionados à exploração de apostas de quota fixa.
Tramitação: Apensado ao PL 5475/2025, na árvore do PL 3511/2024 (que proíbe a publicidade e a propaganda de casas de apostas), sob relatoria de Pastor Diniz (UNIÃO-RR) na CCOM.
Autor: Arthur Oliveira Maia (União/BA)
Vedação de comunicação e marketing · Câmara dos Deputados · CCOM
PL 3518/202411/09/2024
Veda ações de comunicação, de publicidade e de marketing da loteria de apostas de quota fixa.
Tramitação: Apensado ao PL 3511/2024, sob relatoria de Pastor Diniz (UNIÃO-RR) na CCOM.
Autor: Gleisi Hoffmann (PT/PR)
Ver manifestações
Henrique dos Santos Vieira LimaRede social
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PSOL/RJ · 19/06/2026
“O governo Lula anunciou que vai congelar os recursos financeiros de bets ilegais que operam no Brasil. A medida atinge plataformas que atuam à margem da lei, lucram sem fiscalização e ajudam a aprofundar o endividamento de milhares de famílias brasileiras.”
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PT/RS · 15/06/2026
“E se antes de apostar numa bet, a pessoa fosse submetida a anúncios como os que aparecem no verso das carteiras de cigarro. Tipo, 'essa prática pode viciar, causar endividamento, gerar depressão, fazer sua família sofrer...' O que acham?”
Câmara Legislativa do Distrito Federal · Deputado(a) Estadual · PT/DF · 19/06/2026
“Mais um golaço do Governo Lula. Dessa vez, contra as bets ilegais e o crime organizado! O presidente anunciou, hoje (19), que vai congelar o dinheiro de casas de apostas ilegais e enviar esse recurso para o fundo de segurança pública. https://t.co/to4EhZwMfj”
Câmara Municipal de Curitiba · Vereador(a) · PT/PR · Curitiba · 22/06/2026
“GLEISI LEVOU O DEBATE DAS BETS AO CONGRESSO O projeto defende a proibição da propaganda de bets como forma de reduzir a exposição da população a conteúdos que incentivam o jogo, especialmente entre jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade financeira. Porque enquanto as plataformas lucram com a exposição constante e a promessa de ganhos rápidos, cresce o número de pessoas que acumulam perdas, dívidas e sofrimento. A proposta gerou repercussão nacional e abriu uma discussão sobre os limites da propaganda de bets no Brasil.”
Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe · Deputado(a) Estadual · PSOL/SE · 22/06/2026
“O Governo Lula acerta ao endurecer ainda mais o combate às bets, que se tornaram o principal motor de endividamento das famílias brasileiras. O Governo de Sergipe deveria se inspirar em medidas como essa e, ao invés de incentivar a publicidade ilusória das apostas, proteger a população sergipana dos impactos sociais e econômicos desse mercado. Por isso, o PL 43/2025, projeto de lei de nossa autoria, quer proibir a publicidade agressiva dessas plataformas pela administração pública de Sergipe.”
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PL/RS · 22/06/2026
“Parabéns Mbappé, enquanto alguns jogadores ganham muito dinheiro fazendo propaganda dessa “coisa”, você se recusa a fazer campanha para bets. Postura correta!”
“@rafaelgloves Votei contra. Concordo. No minimo a camara aprovar o projeto aprovado no senado q disciplina a publicidade. Nenhuma durante o jogo. Nada de Animacao tigrinhos etc e pessoas na propaganda. Influencers ou qqr outras. Minimo.”
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PT/MG · 15/06/2026
“APOSTAS EM JOGOS ONLINE (BETS) NÃO PODE SER VENDIDA COMO SOLUÇÃO DE DINHEIRO FÁCIL! Por isso, apresentei um Projeto de Lei para proibir a publicidade, a propaganda, os patrocínios e outras formas de promoção das bets. Enquanto milhares de famílias se endividam e veem sua renda desaparecer nas apostas, empresas seguem lucrando com promessas de dinheiro fácil. Lucro não pode vir da ruína das famílias brasileiras.”
Senado Federal · Senador(a) · NOVO/CE · 15/06/2026
“O seu pronunciamento é forte, aqui da tribuna do Senado, nesta segunda-feira, dia 15 de junho.
Olha, um dos problemas graves do nosso país também, Senador Wellington, meu querido Izalci, é essa questão do vício em bets. O senhor deve estar ouvindo muito isso, vendo o sofrimento do seu povo. Lá no Ceará, é diariamente. Como as pessoas sabem que a gente está aqui, pedem, pelo amor de Deus, para terminar, para acabar, para fazermos um outro projeto, para acabarem com a publicidade. Olha só a notícia que eu acabo de receber aqui: "Auditora conta a história de irmão que morreu por causa do vício em bets". A profissional baiana se tornou ativista contra as bets. E aí tem muitas...
Graças a Deus, não há mal que não venha para um bem maior! Toda essa tragédia que nós acabamos liberando aqui no primeiro ano do Governo Lula, inclusive com o voto da base do Governo Lula, que foi decisivo ali... Nós estamos vendo essa tragédia, mas ao mesmo tempo vendo a sociedade reagir. Olha só a quantidade de grupos que já se formaram, de grupos que fazem esse trabalho de conscientização... Isso realmente mostra um povo solidário, um povo que não baixa a cabeça a poderosos, o povo brasileiro.
Então, se Deus quiser, Senadores, vamos juntos aqui... Eu sei que os dois Senadores aqui, Izalci e também o Senador Wellington, têm votado para a gente, se não acabar, o que é o nosso desejo, pelo menos, restringir brutalmente essas publicidades das bets, trazendo influencer... Acabar com isso.
Rapaz, na Copa do Mundo - eu sempre adorei Copa do Mundo -, você vê ali só o pessoal falando de bets, só aquelas coisas... Apostas, não sei quê... Rapaz, perdeu! Não é à toa que o Brasil não está bem. Quando eu fui Presidente... O Senador Izalci gosta muito de futebol também, torcedor do Atlético Mineiro. Quando eu fui Presidente do Fortaleza, eu não deixei nem bebida alcoólica entrar em estádio. Eu fazia campanha mesmo contra isso - era um dos poucos dirigentes do Brasil, contava-se nos dedos - e também bet. Esse negócio de bet, eu lutei muito contra. Pode vir com o dinheiro do mundo, mas você está acabando com um torcedor que vai parar de... Vai se endividar, não vai mais colaborar com o clube, vai sair dos estádios. Por quê? Porque a família dele fica com ojeriza a isso - perde tudo...
Então, que o Brasil tenha juízo com relação a isso!”
Câmara Municipal de Recife · Vereador(a) · PSOL/PE · Recife · 22/06/2026
“Até quando vamos normalizar propaganda de bet em tudo? No futebol, nos eventos culturais, nas transmissões ao vivo: essas empresas ocupam todos os espaços para vender jogo como diversão. Mas quem mais perde é quem já vive no aperto. Não dá pra tratar como entretenimento o que tem endividado famílias no Brasil inteiro.”
Câmara Municipal de Belo Horizonte · Vereador(a) · PV/MG · Belo Horizonte · 15/06/2026
“Você tá assistindo a Copa na Globo ou na CazéTV? Independentemente da escolha, é impossível fugir das propagandas de bets invadindo as telas. Nosso futebol é usado para vender vício em aposta disfarçado de ilusão e diversão. Apostas são nocivas como o cigarro, tem centenas de famílias perdendo tudo. As propagandas enganosas precisam acabar.”
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PSB/SP · 19/06/2026
“Enquanto Brasil x Haiti não começa, a gente tá de olho nesse placar aqui! O projeto Brasil Contra Bets chegou ao Congresso Nacional e já tem o apoio de 45 deputados e senadores, da esquerda à direita. A proposta visa restringir a propaganda de apostas online no Brasil como medida de proteção à saúde pública. Só no ano passado, 25 milhões de brasileiros apostaram. Quase metade dos apostadores afirmam ter se endividado por conta do jogo e cerca de 10 milhões já apresentaram algum comportamento de risco em relação a apostas. É uma epidemia. E precisamos combatê-la juntos. Faça a sua parte: marque nesse post os parlamentares do seu estado e assine o abaixo-assinado oficial em https://t.co/lkQTJwB19L”
Câmara dos Deputados · Suplente de Deputado(a) Federal · UNIÃO/MT · 21/06/2026
"Somos todos brasileiros e comemoramos a vitória da nossa seleção, mas também precisamos refletir sobre a quantidade de publicidade de apostas à qual estamos expostos durante esses eventos e os impactos que isso pode gerar na vida de milhares de famílias"
O avanço das plataformas de apostas esportivas durante a Copa do Mundo de 2026 tem acendido o debate sobre os impactos econômicos e sociais do setor. A suplente de deputada federal Gisela Simona, aproveitou a repercussão da vitória da Seleção Brasileira sobre o Haiti, na última sexta-feira (19), para chamar atenção ao aumento da exposição da população às chamadas "bets".
Segundo ela, as plataformas de apostas estão cada vez mais presentes nas transmissões esportivas, ocupando espaços na televisão, em portais de notícias, redes sociais e outras mídias digitais. Para Gisela, o crescimento do setor exige um debate mais amplo sobre proteção ao consumidor e prevenção ao endividamento.
"Somos todos brasileiros e comemoramos a vitória da nossa seleção, mas também precisamos refletir sobre a quantidade de publicidade de apostas à qual estamos expostos durante esses eventos e os impactos que isso pode gerar na vida de milhares de famílias", afirmou.
Gisela destaca que o tema deixou de ser apenas uma questão de entretenimento para envolver aspectos econômicos, sociais e de saúde pública. Ela relata que tem acompanhado casos de pessoas que perderam economias, acumularam dívidas e enfrentaram conflitos familiares relacionados ao comportamento compulsivo associado aos jogos online.
Durante sua atuação na Câmara Federal, a ex-deputada apresentou o Projeto de Lei nº 1561/2026, que prevê o fortalecimento de mecanismos de proteção aos usuários e a responsabilização de empresas por práticas consideradas abusivas no ambiente digital.
Para Gisela, as plataformas possuem acesso a informações suficientes para identificar padrões de comportamento que indiquem situações de vulnerabilidade financeira. "As empresas sabem quem joga, com que frequência joga e quando esse comportamento começa a ultrapassar limites razoáveis", argumentou.
Ela defende que o fortalecimento da regulamentação e da proteção ao consumidor acompanhe o crescimento do mercado de apostas. "O desafio é garantir que as pessoas possam fazer suas escolhas sem ficarem expostas a mecanismos que incentivem o endividamento e o sofrimento financeiro", concluiu.
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PSOL/RJ · 20/06/2026
“GOLAÇO CONTRA AS BETS O decreto assinado pelo governo Lula para asfixiar as bets ilegais foi um grande acerto! As bets se tornaram o principal fator de endividamento das famílias brasileiras. A medida ainda prevê que os valores apreendidos nessas operações ilegais sejam destinados ao Programa Brasil Contra o Crime Organizado. Nosso mandato apresentou, ano passado, um PL Contra a Farra das Bets (PL 2312/25), que ataca principalmente a publicidade delas. Queremos acabar com essa farra que vende uma ilusão financeira disfarçada de entretenimento. Você pode ajudar nessa mobilização através do https://t.co/INTQYqMd3u”
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PT/RJ · 19/06/2026
“O vício em apostas destrói lares. Meu PL 3231/2026 vai proibir a publicidade de bets para proteger as famílias desse vício devastador, que deve ser combatido como qualquer outra droga! Regulação já! https://t.co/989rnrEA3L”
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo · Deputado(a) Estadual · PSB/SP · 15/06/2026
“A ilusão do ganho fácil nas apostas esconde uma realidade dolorosa: famílias destruídas, saúde mental abalada e vidas em risco. O vício em 'bets' não é falta de força de vontade, é uma doença que precisa de tratamento e de leis mais rígidas contra a publicidade sem controle. https://t.co/R3U4D3Jn59”
A defesa do fim das apostas: muita retórica, pouca tradução legislativa.
6
manifestações
▼ queda
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A mensagem
Mais do que volume, o eixo aposta na carga simbólica: bordões de ruptura ("ou o Brasil acaba com as bets ou as bets acabam com o Brasil") e apelo à proteção da juventude. Ponto de atenção: Pedro Uczai ancorou o discurso em dados da CNC (270 mil famílias em inadimplência severa), dando lastro factual compartilhado por entidades que se mobilizam contra as apostas esportivas.
Quem e onde
Seis vozes de PT, PSB, PSOL e NOVO, distribuídas entre a Câmara dos Deputados (Veneri, Uczai, Rollemberg), o Senado (Girão) e as câmaras municipais de São Paulo (Giannasi, Bonduki). Na ponta oposta, o contraponto liberal do próprio NOVO (Tiago Albrecht).
Defende acabar com as bets para proteger a juventude e a sociedade ("ou o Brasil acaba com as bets ou as bets acabam com o Brasil").
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Endividamento e dano às famílias Novo
Mobiliza o endividamento (270 mil famílias em inadimplência severa, dados da CNC) para justificar o banimento.
1
Banimento por projeto de lei
Traduz a proibição em proposta legislativa (vinculação municipal com bets; PL 2972/2026, que proíbe toda a modalidade de quota fixa).
Da narrativa à regulação
A proibição total opera quase só pelo discurso: nenhuma proposição nova nem tramitação registrada no período. Alguns parlamentares citam projetos próprios de banimento (como o PL 2972/2026), mas a pressão se mantém em redes e tribuna, sem conversão em novo texto legislativo no período.
Ver manifestações
Antonio Tadeu VeneriRede social
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PT/PR · 22/06/2026
“Não aposte! É preciso acabar com as Bets antes que elas acabem com a nossa juventude https://t.co/PLqhfscOWV”
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PT/SC · 22/06/2026
“CARTÃO VERMELHO PARA AS BETS! O endividamento devido às apostas digitais já levou 270 mil famílias brasileiras à inadimplência severa, segundo uma estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). São dados alarmantes, e a Copa do Mundo não pode servir de pano de fundo para que as bets invadam os lares brasileiros. A constante publicidade desses cassinos online durante os jogos está escondendo uma grande e dolorida verdade: as apostas online adoecem mentalmente, criam vícios e compromete a renda das famílias. É hora das bets saírem de campo!”
Senado Federal · Senador(a) · NOVO/CE · 16/06/2026
“O Governo Lula também resolveu cancelar o chamado imposto das blusinhas, depois de ter colocado a base para votar a favor, lembra? Chega a véspera da eleição, muda o discurso para te enganar, brasileiro, para enganar você. Mas ele continua com os impostos das bets, que representam uma tragédia social com o endividamento das famílias, inclusive do pessoal do Bolsa Família.
Se a senhora me der um minuto, eu prometo encerrar agradecendo a paciência dos colegas.
Mas, olha, o senhor não dizia que defendia os mais pobres, os menos favorecidos? Que história é essa de não ter acabado com as bets ainda?
Mande um projeto, que eu tenho certeza de que será votado aqui. Eu não digo por unanimidade porque tem lobista aqui dentro, de casa de aposta, de bet, de cassino, de bingo... A gente sabe disso, os nomes estão aí. Eles só vêm para votar nisso, para articular esse tipo de pajelança com o país, irresponsabilidade com as famílias. Mas coloque para votar porque a maioria vai proibir jogo no Brasil, pode ter certeza disso! Pode colocar, Presidente Lula! O senhor não tem compromisso social com os menos favorecidos, com os mais pobres? Coloque esse projeto aqui para o senhor ver como a gente aprova a proibição.”
Câmara Municipal de São Paulo · Vereador(a) · PT/SP · São Paulo · 21/06/2026
“O primeiro projeto que apresentei, assim que assumi o cargo, foi a proibição de qualquer tipo de vinculação da Prefeitura com as Bets. Até hoje, ele não foi votado.”
Câmara dos Deputados · Deputado(a) Federal · PSB/DF · 19/06/2026
“Parabéns, presidente @LulaOficial. Bloquear em 24h os recursos das bets ilegais é proteger quem precisa: a família que via o salário desaparecer numa aposta, a mãe endividada, o jovem que perdia o sono apostando. Esse decreto mostra que o governo está atento e agindo com seriedade. Por isso também apresentei o PL 2972/2026: para somar a esse esforço e ir além, propondo proibir toda a modalidade de aposta de quota fixa no Brasil, com acolhimento e tratamento gratuito para quem já foi afetado.”
O Decreto 13.033/2026 funcionou como gatilho: criou uma narrativa nova, o combate ao mercado ilegal, concentrando o pico de manifestações em 19 de junho, dia da sua publicação, e mantendo as apostas na agenda.
A discussão de publicidade, que liderou a semana anterior, perdeu o protagonismo para o decreto, mas não saiu da conversa e avançou no Legislativo, mais que na semana anterior. Destaque para o PL 3355/2024, que recebeu parecer pela aprovação, com substitutivo, e veda a publicidade em redes sociais e as cotações em transmissões ao vivo.
As narrativas seguiram influenciadas pela Copa, mantendo visível a discussão de publicidade de apostas. Ou seja, o decreto definiu a agenda e ainda sustentou o volume nos dias seguintes, mas a mira regulatória foi na restrição à publicidade.
Gatilho19 jun
40
manifestações no pico
Decreto 13.033/2026: bloqueio de recursos de bets ilegais, responsabilização tributária de bancos e influenciadores e destino dos recursos ao Fundo Nacional de Segurança Pública.
Reverberação20 a 22 jun
Eco
do decreto
A alta dos dias seguintes veio sobretudo do próprio decreto: a resposta legislativa, com novas proposições, e a repercussão sobre endividamento e combate ao mercado ilegal. A Copa do Mundo segue como pano de fundo, mantendo a publicidade de apostas visível.
15 a 22 jun (esta semana): 82 manifestações, pico na sexta (40)08 a 14 jun (semana anterior): 52, pico na segunda (21)Eixo por dia da semana: a segunda da semana anterior (08/06) fica sob a desta semana (15/06), e assim por diante.
▲ Trechos de narrativas que valem atenção
“Ou o Brasil acaba com as bets ou as bets acabam com o Brasil!”
Celso GiannasiVereador (PSOL-SP)
⚠ Enquadramento: proibiçãoTese de banimento total, sem veículo legislativo novo no período.
Trinta stakeholders estão em análise nesta semana. As posições se concentram no eixo da publicidade: 9 defendem restringir a publicidade, 4 querem proibi-la e 1 pede advertências, somando 14 atores. A pauta de saúde reúne outros 9, divididos entre tratamento e jogo responsável, autoexclusão e limites de acesso, e endividamento e impacto social. A proibição total do setor aparece com 6 atores, e há 1 defensor explícito do mercado legal.
Treze dos 30 já haviam se manifestado na semana anterior, o que indica continuidade do debate.
Intensidade da cor da linha = volume de manifestações na semana: 321
↻ semana anterior indica quem também se manifestou na semana anterior.
Stakeholder
Time
Postura regulatória
Atuação legislativa da semana
Flávia Carreiro Albuquerque MoraisMDB · Dep. Federal · Goiás
n/d
Luis Eduardo Grangeiro GirãoNOVO · Senador · Ceará↻ semana anterior