Alerta Diário · Stakeholder Listening · 16/06/2026
ALERTA DIÁRIO atualização do dia
STAKEHOLDER LISTENING
terça-feira, 16 de junho de 2026

Governança hídrica e segurança alimentar pautam o monitoramento, enquanto a gestão de resíduos sólidos pressiona o debate municipal

  • 4 manifestações em 16 de junho de 2026, com as notícias respondendo por metade do volume (50%), seguidas de proposição e rede social; os registros se distribuem pelo Legislativo federal e municipal, pelo Executivo federal e pela sociedade civil.
  • Requerimento de seminário sobre a Conferência da ONU sobre a Água 2026: o deputado Nilto Tatto (PT/SP) pediu debate sobre governança hídrica, participação social e ambição climática, pauta de impacto crítico para o setor de bebidas açucaradas por depender diretamente da segurança hídrica como insumo.
  • Crise da limpeza pública em Teresina: o vereador Enzo Samuel (PDT/PI), presidente da Câmara, cobrou contrato definitivo e empresa de grande porte para coleta e destinação de resíduos sólidos, atribuindo as falhas à ausência de licitação, tema de impacto alto para embalagens e reciclagem.
  • Segurança alimentar concentrou 2 das 4 manifestações: o Ministério do Desenvolvimento Social celebrou os 20 anos do Sisan e a saída do Brasil do Mapa da Fome, com a secretária Valéria Burity destacando o índice de 3,2% de insegurança alimentar ; a repórter Flávia Schiochet relatou as filas de cozinhas solidárias na zona norte de São Paulo.
  • Nenhuma manifestação de alto risco foi registrada no período.
  • 3 manifestações de aliados: convergência do Executivo federal e da Câmara de Teresina em segurança alimentar e gestão de resíduos, além da cobertura da sociedade civil sobre o combate à fome.
VISÃO GERAL
4
Total
0
Alto risco
3
Aliados
0
Base de apoio
0
Baixo risco
1
Neutros
CLASSIFICAÇÃO POR TEMA
Segurança Alimentar e Nutricional (2)
Recursos Hídricos (1)
Resíduos Sólidos e Reciclagem (1)

As cores representam a classificação de cada manifestação (aliado, alto risco, base de apoio, baixo risco, neutro), e não o tema.

TEMAS EM DEBATE
2 Aliado0 Alto risco0 Base de apoio0 Baixo risco0 Neutro
Pauta dominante do dia, no macrotema de alimentos e bebidas não alcoólicas. A secretária Valéria Burity (Executivo federal/DF) destacou, em material do MDS, a redução da insegurança alimentar e a saída do Brasil do Mapa da Fome; a repórter Flávia Schiochet (sociedade civil), do O Joio e O Trigo, relatou em rede social a realidade das cozinhas solidárias em São Paulo. Ambas convergem com posições favoráveis ao combate à fome.
FONTES DAS MANIFESTAÇÕES
2 manifest.
📰 Notícia (1)
📱 Rede social (1)
PERFIL
PARTIDO

Sem dados classificáveis.

ESTADO
DF
ESFERA
Executivo Federal
Sociedade Civil
MANIFESTAÇÕES POR STAKEHOLDER
Valéria Torres Amaral Burity
Secretária · DF  · Perfil Prysmo ↗
Aliado
📰 Notícia

O aniversário de duas décadas do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) é tema do podcast Fala MDS desta segunda-feira (15.06). O episódio abordou o papel do sistema na consolidação das políticas públicas de combate à fome. Além de celebrar as conquistas recentes do Brasil na garantia do direito humano à alimentação adequada e saudável. Os convidados deste podcast são a secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity; a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal; o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sílvio Porto; e a secretária de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ana Terra. Valéria Burity enfatizou os resultados de redução da insegurança alimentar no Brasil, que permitiram a saída do país do Mapa da Fome da ONU em 2025, pela segunda vez - a primeira ocorreu em 2014, mas o país voltou a integrar a lista a partir de 2018. "A gente teve o menor índice de fome, que é 3,2%. E reduzimos a desigualdade também, porque a gente teve o menor índice de fome para domicílios chefiados por mulheres, para domicílios chefiados por pessoas negras, o menor índice de fome da história para o meio rural e o menor índice de fome para crianças e adolescentes", detalhou a secretária. Burity também explicou a articulação que o Sisan desempenha junto aos demais ministérios do Governo do Brasil 24 integram a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), e como ele se mobilizou para sanar a falta de dados sobre a situação da insegurança alimentar no país, herança deixada pelos governos anteriores Estratégias do MDS no âmbito do SisanA secretária Lilian Rahal enfatizou que a união de diferentes setores do Estado é a única via viável para erradicar a fome de forma sustentável. "A segurança alimentar é uma agenda intersetorial por natureza, a gente nunca teria como enfrentar fome com um setor só, a gente precisa ter ações de saúde, de educação, de agricultura, de desenvolvimento rural, de abastecimento, de proteção social, assistência social, meio ambiente", citou. Outro foco estratégico abordado no Fala MDS diz respeito às transformações dos hábitos de consumo e à proliferação de problemas de saúde decorrentes do difícil acesso a alimentos saudáveis. Lilian Rahal pontuou a importância de regulamentar ambientes escolares e retirar a responsabilidade individual pelo avanço da desnutrição e do excesso de peso. "A segurança alimentar olha tanto para a fome como para a necessidade de promoção da alimentação saudável. A insegurança alimentar é a fome, mas também é a dificuldade de acesso a alimentos saudáveis de uma forma geral. Então a gente tem essa preocupação de promoção da alimentação saudável", esclareceu a secretária. AbastecimentoNo âmbito logístico, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sílvio Porto, defendeu uma visão sistêmica sobre o percurso que os produtos fazem até o consumidor final. Porto criticou questões logísticas geradas pela centralização geográfica e pelo uso excessivo do transporte rodoviário. " fundamental aproximarmos cada vez mais as áreas de produção de quem consome. Não é produzir arroz no Rio Grande do Sul e abastecer o resto do Brasil, isso é algo ilógico, isso é algo que não é recomendável, que abre uma enorme suscetibilidade, abre um custo de transporte muito grande", alertou. Ana Terra, secretária do MDA, celebrou as metas do Plano Nacional de Abastecimento Alimentar, instituído em 2024, e explicou como ele operacionaliza os canais de venda das cooperativas no mercado estatal. "Pensar o Plano Nacional de Abastecimento Alimentar é pensar no caminho que cada alimento faz para chegar no prato de cada brasileiro. a gente pensar naquele alimento que é produzido pela agricultura familiar, que a partir de suas organizações, cooperativas e associações, são sistematizados, acessam políticas públicas de comercialização, como é o caso do PAA e do PNAE, ou ainda, e uma inovação importante desse plano, é a presença da agricultura familiar vendendo diretamente nas estatais de abastecimento." Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social Sisan, o caminho para manter o Brasil fora do Mapa da Fome Onde OuvirO Fala MDS tem episódios semanais, publicados às segundas-feiras, e está disponível nas plataformas Spotify, Amazon, Deezer, Apple Podcasts e SoundCloud. O podcast também é distribuído às rádios de todo o país que queiram veiculá-lo. Assessoria de Comunicação MDS

Flávia Schiochet
Repórter · Sociedade Civil  · Perfil Prysmo ↗
Aliado
📱 Rede social

Tem uma imagem que não sai da minha cabeça. É a de um grupo de homens almoçando de pé, usando a tampa da marmita como uma colher improvisada. Eles comem com avidez e sem muito intervalo entre uma bocada e outra. Estão em frente à cozinha solidária Quebrada Alimentada, na zona norte de São Paulo, onde todos os dias se forma uma fila com centenas de pessoas. O cardápio muda todos os dias e a porção de 500 gramas é distribuída gratuitamente de segunda a sexta. (Naquele dia, era estrogonofe de frango com bacon, arroz, feijão, batata palha, cenoura cozida, bem temperadinha. Eu também comi uma e tenho tempo de estrada o suficiente na cobertura de gastronomia para dizer que estava deliciosa. Não devia nada a nenhum PF de restaurante de bairro nobre.) A maioria na fila é de mulheres. São mães, cuidadoras e responsáveis pela família. Muitas não têm trabalho fixo porque isso as impediria de cuidar de um filho pequeno, de um parente doente e de dar conta dos afazeres domésticos. Depois que terminarem essa refeição, parte dessas pessoas aguardam ali por perto para ver se tem “repeteco” – quando sobra comida, as cozinheiras distribuem novas marmitas. Essas refeições são guardadas para mais tarde, divididas com outras pessoas ou comidas ali mesmo, dada a fome que ainda assola o país. O Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU, é verdade, mas ainda temos 28 milhões de pessoas em algum nível de insegurança alimentar. As filas das cozinhas solidárias revelam algumas das caras do Brasil famélico: pessoas em situação de rua, idosas tentando se aposentar ou com uma aposentadoria irrisória, homens que constroem com as próprias mãos uma casa em ocupação urbana, e muitas, mas muitas mulheres que dão conta de cuidar da família, dos vizinhos e de quem mais precisar. Eu visitei três cozinhas solidárias em São Paulo, essa cidade com tamanho de país e que reúne e produz tantas desigualdades. O que eu vi e aprendi está na reportagem de hoje do O Joio e O Trigo, a qual escrevi com muito zelo e carinho, porque é um tema que me toca profundamente: comer com dignidade. O link vai nos comentários.

Prysmo by Prospectiva · Stakeholder Listening