Alerta Diário · Stakeholder Listening · 29/05/2026
Alerta Diário Atualizado
Stakeholder Listening
sexta-feira, 29 de maio de 2026

Estudo da Unifesp registra queda no consumo de refrigerantes e mantém vivo o debate por tributação mais adequada sobre ultraprocessados

  • 9 manifestações em 29/05, com predomínio de redes sociais (56%) e maior concentração em SP (33%); a maioria parte de parlamentares e de entidades da sociedade civil.
  • Estudo da Unifesp na revista The Lancet projeta que o consumo regular de refrigerantes e sucos artificiais cai para 3,2% até 2030, abaixo da meta de 10,5%; o pesquisador responsável afirma que a tributação sobre ultraprocessados na reforma tributária ficou restrita aos refrigerantes e com alíquota insuficiente para mudar o consumo, mantendo a pressão por tributação mais alta sobre o setor (impacto crítico).
  • RIC 1536/2026, da deputada Caroline de Toni (PL-SC), requer informações ao Ministério da Fazenda sobre as medidas contra a alta da prévia da inflação, com foco no aumento dos preços de alimentos e bebidas.
  • Defesa do diferencial tributário da Zona Franca de Manaus: o senador Francisco Plínio (PSDB-AM) requereu ingressar como amicus curiae na ação da FIESP que pede anulação dos créditos presumidos definidos na reforma tributária, e o vice-governador Serafim Corrêa (PSB-AM) tratou da proteção dos interesses da região junto à Cieam (impacto alto).
  • Desenvolvimento sustentável e reciclagem concentraram 5 das 9 manifestações, puxadas pela presença de Roberto Rocha, presidente da Ancat, no ESG Summit 2026 em defesa dos catadores e da economia circular, pela visita da deputada Claudia Abreu (PT-RO) a uma cooperativa de reciclagem e por acordo de cooperação técnica do MDIC para cadeias produtivas sustentáveis.
  • Nenhuma manifestação de alto risco em 29/05; o dia não registrou posicionamentos divergentes com impacto alto ou crítico sobre o setor.
  • 7 manifestações de aliados, de parlamentares e entidades que defendem reciclagem, economia circular e o diferencial tributário da Zona Franca de Manaus, com ações concretas de articulação e participação em fóruns do setor.
Visão geral
9
Total
0
Alto risco
7
Aliados
1
Base de apoio
0
Baixo risco
1
Neutros
Classificação por tema
Desenvolvimento Sustentável (4)
Resíduos Sólidos e Reciclagem (3)
Desenvolvimento Regional (2)
Defesa do Consumidor (1)
Política Fiscal (1)
Tributação (1)
AliadoAlto riscoBase de apoioBaixo riscoNeutro

As cores indicam a classificação de cada manifestação. Uma mesma fala pode aparecer em mais de um tema (visão por tema, sem deduplicação cruzada).

Temas em debate
Aliado 4Alto risco 0Base de apoio 0Baixo risco 0Neutro 0
Roberto Rocha, presidente da Ancat (SP), participou do ESG Summit 2026 levando a pauta dos catadores e da economia circular; em paralelo, quadros do MDIC (Executivo Federal) destacaram acordo de cooperação técnica para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis. Tom favorável, sem menção direta ao setor de bebidas.
Fontes das manifestações
4 manifest.
📰 Notícia (2)📱 Rede social (2)
Perfil
Estado
SP2
Esfera
Executivo Federal2
Sociedade Civil2
Manifestações por stakeholder
Júlia Cortez da Cunha Cruz
Secretário(a)   Perfil Prysmo ↗
Aliado
📰 Notícia

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) voltado à gestão de projetos de Desenvolvimento Alternativo Sustentável (DAS). A iniciativa busca fortalecer cadeias produtivas sustentáveis e ampliar alternativas econômicas lícitas em territórios impactados pelo narcotráfico e outras atividades ilegais. O acordo foi assinado em Manaus pelo secretário adjunto da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do MDIC, Lucas Ramalho, e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva. O diretor do Departamento de Patrimônio Genético e Cadeias Produtivas dos Biomas e Amazônia da SEV/MD, Rafael Marques, também participou da solenidade. O primeiro projeto previsto é a industrialização da cadeia produtiva do pirarucu na região do Alto Solimões, no Amazonas, por meio da formalização de um Termo de Execução Descentralizada (TED) entre os dois ministérios. O projeto destina R$ 15 milhões para a estruturação e a industrialização da cadeia produtiva do pirarucu manejado de forma sustentável, atividade desenvolvida por comunidades ribeirinhas e povos indígenas da região amazônica. As ações incluem apoio à agregação de valor do pescado, beneficiamento, logística, capacitação técnica e fortalecimento da gestão dos empreendimentos comunitários. A proposta integra a estratégia de Desenvolvimento Alternativo Sustentável, política que combina ações de segurança pública, desenvolvimento socioeconômico e fortalecimento institucional para enfrentar economias ilícitas em regiões vulneráveis. "O fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis é uma ferramenta concreta de transformação social e econômica e, também, de combate ao crime organizado. O manejo do pirarucu demonstra que é possível gerar renda, preservar a floresta e ampliar oportunidades para comunidades historicamente vulnerabilizadas.", afirmou o secretário-adjunto do MDIC, Lucas Ramalho. Para a secretária da SEV, Julia Cruz, "o combate ao crime organizado na Amazônia depende do poder de polícia, mas também da capacidade do Estado de oferecer alternativas de desenvolvimento para as populações que vivem nas regiões mais afetadas. por isso que o MJSP e o MDIC estão trabalhando juntos." Alto Solimões A região do Alto Solimões é considerada estratégica para a política de DAS por reunir desafios relacionados à presença do crime organizado, tráfico de drogas e vulnerabilidade social, especialmente em áreas de tríplice fronteira. O território também se tornou símbolo da necessidade de maior presença do Estado após o assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, em 2022. Apesar da crescente valorização do pirarucu no mercado nacional e internacional, comunidades produtoras ainda enfrentam dificuldades para acessar infraestrutura adequada de processamento, refrigeração e transporte. Dados utilizados pelo projeto apontam que, enquanto o filé do peixe pode alcançar valores entre R$ 45 e R$ 90 nos principais mercados consumidores do país, pescadores da região do Alto Solimões comercializam o produto, muitas vezes, entre R$ 5 e R$ 10 o quilo, reflexo da baixa capacidade local de beneficiamento e conservação do pescado. Estudos sobre manejo sustentável na Amazônia também indicam que comunidades inseridas em programas estruturados de manejo do pirarucu apresentam crescimento de renda em comparação a outros grupos de pescadores artesanais. As informações são baseadas em pesquisas acadêmicas e levantamentos sobre desenvolvimento sustentável na região amazônica, incluindo estudos de Amaral & Almeida publicada em 2013.

Lucas Ramalho Maciel
Diretor(a)   Perfil Prysmo ↗
Aliado
📰 Notícia

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) voltado à gestão de projetos de Desenvolvimento Alternativo Sustentável (DAS). A iniciativa busca fortalecer cadeias produtivas sustentáveis e ampliar alternativas econômicas lícitas em territórios impactados pelo narcotráfico e outras atividades ilegais. O acordo foi assinado em Manaus pelo secretário adjunto da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do MDIC, Lucas Ramalho, e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva. O diretor do Departamento de Patrimônio Genético e Cadeias Produtivas dos Biomas e Amazônia da SEV/MD, Rafael Marques, também participou da solenidade. O primeiro projeto previsto é a industrialização da cadeia produtiva do pirarucu na região do Alto Solimões, no Amazonas, por meio da formalização de um Termo de Execução Descentralizada (TED) entre os dois ministérios. O projeto destina R$ 15 milhões para a estruturação e a industrialização da cadeia produtiva do pirarucu manejado de forma sustentável, atividade desenvolvida por comunidades ribeirinhas e povos indígenas da região amazônica. As ações incluem apoio à agregação de valor do pescado, beneficiamento, logística, capacitação técnica e fortalecimento da gestão dos empreendimentos comunitários. A proposta integra a estratégia de Desenvolvimento Alternativo Sustentável, política que combina ações de segurança pública, desenvolvimento socioeconômico e fortalecimento institucional para enfrentar economias ilícitas em regiões vulneráveis. "O fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis é uma ferramenta concreta de transformação social e econômica e, também, de combate ao crime organizado. O manejo do pirarucu demonstra que é possível gerar renda, preservar a floresta e ampliar oportunidades para comunidades historicamente vulnerabilizadas.", afirmou o secretário-adjunto do MDIC, Lucas Ramalho. Para a secretária da SEV, Julia Cruz, "o combate ao crime organizado na Amazônia depende do poder de polícia, mas também da capacidade do Estado de oferecer alternativas de desenvolvimento para as populações que vivem nas regiões mais afetadas. por isso que o MJSP e o MDIC estão trabalhando juntos." Alto Solimões A região do Alto Solimões é considerada estratégica para a política de DAS por reunir desafios relacionados à presença do crime organizado, tráfico de drogas e vulnerabilidade social, especialmente em áreas de tríplice fronteira. O território também se tornou símbolo da necessidade de maior presença do Estado após o assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, em 2022. Apesar da crescente valorização do pirarucu no mercado nacional e internacional, comunidades produtoras ainda enfrentam dificuldades para acessar infraestrutura adequada de processamento, refrigeração e transporte. Dados utilizados pelo projeto apontam que, enquanto o filé do peixe pode alcançar valores entre R$ 45 e R$ 90 nos principais mercados consumidores do país, pescadores da região do Alto Solimões comercializam o produto, muitas vezes, entre R$ 5 e R$ 10 o quilo, reflexo da baixa capacidade local de beneficiamento e conservação do pescado. Estudos sobre manejo sustentável na Amazônia também indicam que comunidades inseridas em programas estruturados de manejo do pirarucu apresentam crescimento de renda em comparação a outros grupos de pescadores artesanais. As informações são baseadas em pesquisas acadêmicas e levantamentos sobre desenvolvimento sustentável na região amazônica, incluindo estudos de Amaral & Almeida publicada em 2013.

Roberto Rocha
Presidente · SP   Perfil Prysmo ↗
Aliado
📱 Rede social

Participei nesta quinta, 28 de maio, do ESG Summit 2026, promovido pela EXAME, um dos principais espaços de debate sobre sustentabilidade, mudanças climáticas e o futuro das empresas diante dos desafios ambientais e sociais da atualidade. Foi muito importante estar nesse espaço, ao lado de vários especialistas ligados ao ESG e à sustentabilidade. Conseguimos reafirmar a importância dos Catadores dentro da economia circular, defendendo a luta por preço justo, geração de renda, responsabilidade das empresas e embalagens com mais reciclabilidade. Levei a voz dos Catadores e Catadoras para um ambiente estratégico de discussão, reforçando que não existe sustentabilidade verdadeira sem inclusão social e valorização de quem está diariamente na linha de frente da reciclagem no Brasil. Mais uma vez, estamos trazendo a agenda dos Catadores e Catadoras para espaços fundamentais, furando bolhas e mostrando que a nossa categoria precisa estar no centro dessa agenda da circularidade. Foi um momento importante de troca, diálogo e construção coletiva com empresas, especialistas e parceiros que já acompanham e reconhecem o trabalho desenvolvido pelos Catadores em todo o País

Roberto Rocha
Presidente · SP   Perfil Prysmo ↗
Aliado
📱 Rede social

É uma honra participar do ESG Summit 2026, promovido pela EXAME hoje, dia 28 de maio, um espaço importante para debater sustentabilidade, mudanças climáticas e o futuro das empresas diante dos desafios ambientais que já impactam toda a sociedade. Levo para este debate a voz dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis, que estão diariamente na linha de frente da economia circular e da sustentabilidade no Brasil. Minha expectativa é contribuir com um olhar social sobre o ESG, reforçando a importância da valorização dos Catadores, do preço justo e do reconhecimento do serviço ambiental prestado por nossa categoria. Será um momento importante para mostrar que não existe circularidade sem os Catadores e Catadoras no centro desse processo.

Prysmo by Prospectiva · Stakeholder Listening