Decretos anti-publicidade de bets: mapeamento de riscos de expansão e análise de movimentos partidários
Este relatório considera apenas as capitais e os governos estaduais.
Fonte: Prysmo · dados subnacionais de bets.
1Potencial de expansão da pauta, partido a partido
Os decretos que proíbem a publicidade de bets em espaços públicos começaram por Rio Branco, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, e já avançaram para prefeituras e governos do UNIÃO, do PL, do PP e do MDB.
Por região, o avanço é claro: começou pelo Norte (Rio Branco), pelo Sul (Rio Grande do Sul) e pelo Sudeste (Rio de Janeiro) e hoje alcança as cinco macrorregiões. O Sudeste está na frente, com Rio e Belo Horizonte em vigor e São Paulo em tramitação. O Nordeste já soma Teresina e Aracaju em vigor. O Centro-Oeste entra por Cuiabá. No total, a restrição já vale em quatro das cinco regiões.
Veja o contexto e o status de cada medida:
2Contágio partidário — próximos alvos prováveis
Dois caminhos empurram a pauta para novos governos. O primeiro é o exemplo do próprio partido: como MDB e UNIÃO já assinaram normas em outras praças (São Paulo, Belo Horizonte e Teresina), prefeitos e governadores desses partidos ganham uma referência interna difícil de ignorar. É o caso de Natal (UNIÃO) e Alagoas (MDB), onde a própria bancada já pressiona. O segundo é a fala do próprio executivo: em Maranhão e Maceió, quem assinaria o decreto já se manifestou contra as bets, e falta só virar norma.
Chama atenção que a pauta rompeu o bloco de origem. A restrição nasceu no PSD e circulou por partidos de centro e centro-direita (UNIÃO, PL, PP e MDB). Agora chega ao PT e ao PODEMOS pela fala dos executivos, caso do vice-governador do Maranhão (PT) e do prefeito de Maceió (PODEMOS). Ou seja, deixou de ser bandeira de um lado só. E há uma concentração geográfica clara: os quatro próximos alvos ficam no Nordeste (MA, AL e RN), puxando para lá um movimento que começou no Sul e no Sudeste.
Os alvos se dividem em dois grupos. Os de risco iminente (Maranhão e Maceió) dependem só da decisão de quem já falou sobre o tema. Os de risco alto (Natal e Alagoas) dependem de o executivo abraçar uma pressão que já existe na própria bancada. Veja os quatro casos, do mais provável ao menos provável:
Classificação e cores idênticas às do mapa capital/estado (seção 3): risco iminente e risco alto, nessa ordem de prioridade. Fonte: Prysmo.
3Onde está o risco — capital e estado lado a lado
As classificações de capital e de estado são distintas. Compare os dois mapas e toque num estado para ver os detalhes segmentados.