BETS subnacional — decretos anti-publicidade: análise e mapa de conexões
Prysmo - Relatório estratégico

Decretos anti-publicidade de bets: mapeamento de riscos de expansão e análise de movimentos partidários

Este relatório considera apenas as capitais e os governos estaduais.

24 de julho de 2026
Dados de fevereiro de 2026 a 23 de julho de 2026

1Potencial de expansão da pauta, partido a partido

Os decretos que proíbem a publicidade de bets em espaços públicos começaram por Rio Branco, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, e já avançaram para prefeituras e governos do UNIÃO, do PL, do PP e do MDB.

Por região, o avanço é claro: começou pelo Norte (Rio Branco), pelo Sul (Rio Grande do Sul) e pelo Sudeste (Rio de Janeiro) e hoje alcança as cinco macrorregiões. O Sudeste está na frente, com Rio e Belo Horizonte em vigor e São Paulo em tramitação. O Nordeste já soma Teresina e Aracaju em vigor. O Centro-Oeste entra por Cuiabá. No total, a restrição já vale em quatro das cinco regiões.

Veja o contexto e o status de cada medida:

2Contágio partidário — próximos alvos prováveis

Dois caminhos empurram a pauta para novos governos. O primeiro é o exemplo do próprio partido: como MDB e UNIÃO já assinaram normas em outras praças (São Paulo, Belo Horizonte e Teresina), prefeitos e governadores desses partidos ganham uma referência interna difícil de ignorar. É o caso de Natal (UNIÃO) e Alagoas (MDB), onde a própria bancada já pressiona. O segundo é a fala do próprio executivo: em Maranhão e Maceió, quem assinaria o decreto já se manifestou contra as bets, e falta só virar norma.

Chama atenção que a pauta rompeu o bloco de origem. A restrição nasceu no PSD e circulou por partidos de centro e centro-direita (UNIÃO, PL, PP e MDB). Agora chega ao PT e ao PODEMOS pela fala dos executivos, caso do vice-governador do Maranhão (PT) e do prefeito de Maceió (PODEMOS). Ou seja, deixou de ser bandeira de um lado só. E há uma concentração geográfica clara: os quatro próximos alvos ficam no Nordeste (MA, AL e RN), puxando para lá um movimento que começou no Sul e no Sudeste.

Os alvos se dividem em dois grupos. Os de risco iminente (Maranhão e Maceió) dependem só da decisão de quem já falou sobre o tema. Os de risco alto (Natal e Alagoas) dependem de o executivo abraçar uma pressão que já existe na própria bancada. Veja os quatro casos, do mais provável ao menos provável:

1
Estado Maranhão (MA) Risco iminente
Quem assinaria: Carlos Brandão MDB
Vice-governador Felipe Camarão (PT) já defendeu publicamente as novas regras federais de publicidade de bets, mas o Executivo ainda não legislou no estadoMDB tem precedente do partido em tramitação (São Paulo)
2
Capital Maceió (AL) Risco iminente
Quem assinaria: Rodrigo Cunha PODE
Executivo já se manifestou publicamente sobre bets, apoiando regras mais rígidas para o setorPODE ainda não tem precedente de norma assinada em outra praça
3
Capital Natal (RN) Risco alto
Quem assinaria: Paulinho Freire UNIÃO
Base própria pressionando: ver. Robson Carvalho (UNIÃO) propõe a restrição da publicidade na Câmara de NatalUNIÃO já assinou norma em vigor em outras praças (Belo Horizonte, Teresina)
4
Estado Alagoas (AL) Risco alto
Quem assinaria: Paulo Dantas MDB
Base própria pressionando: núcleo do MDB na Assembleia já trata do tema de bets (dep. André Silva, dep. Alexandre Ayres)MDB tem precedente do partido em tramitação (São Paulo)

Classificação e cores idênticas às do mapa capital/estado (seção 3): risco iminente e risco alto, nessa ordem de prioridade. Fonte: Prysmo.

3Onde está o risco — capital e estado lado a lado

As classificações de capital e de estado são distintas. Compare os dois mapas e toque num estado para ver os detalhes segmentados.

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Este relatório é construído a partir dos dados do Prysmo — monitoramento de notícias, redes sociais, proposições legislativas e discursos legislativos de mais de 2 mil stakeholders.

Recorte: capitais e governos estaduais · Período dos dados: fevereiro a 23 de julho de 2026 · Emitido em 24 de julho de 2026.