Stakeholder Listening – Jan–Mar 2026 – Mineração
Stakeholder Listening – Período Janeiro a Março de 2026 Confidencial

Base aliada ampla, risco concentrado: o setor mineral avança com suporte institucional mas enfrenta pressão legislativa crescente por soberania sobre minerais críticos

1
Agenda executiva domina o debate 62% das manifestações (131) vieram de atores aliados, predominantemente do Executivo Federal. A pauta foi conduzida pelo MME e pela Presidência, não reativa ao risco. Lula e Silveira responderam por 31% de todo o volume aliado, falando sobre acordos internacionais de minerais críticos com Índia, Arábia Saudita e China, industrialização da cadeia produtiva e o Guia do Investidor 2026.
2
Risco é legislativo, concentrado e reativo Os 54 registros de risco (25%) vieram quase exclusivamente do Legislativo Federal, via redes sociais, com PT e PSOL dominantes. O gatilho é sempre externo: falaram sobre soberania nos acordos de minerais críticos com os EUA, licenças do governo Zema à Viridis e Meteoric, aniversário de Brumadinho com novos vazamentos da Vale e restrição de capital estrangeiro em minerais estratégicos.
3
Minas Gerais como epicentro do risco O estado aparece em 52% dos registros de alto risco. Patrus Ananias (PT/MG) sozinho respondeu por ~15% do volume de risco total, sendo o ator individual mais ativo de toda a base.
4
Soberania mineral como narrativa transversal Todos os temas abordados convergem para a mesma disputa: quem controla os minerais críticos. O Executivo diz “parceiro estratégico”. O Legislativo diz “capital estrangeiro”. Os dois campos usam o mesmo termo com sentidos opostos.
5
Aliados não usam o Legislativo formal 3 discursos legislativos aliados em 212 registros. O apoio chegou principalmente via notícia (45%) e redes sociais (34%). O período registrou 24 proposições, sendo 6 de risco (moratória de terras raras, restrição a estrangeiros, PL 4443/2025) e 13 aliadas.
6
Fevereiro como semana de inversão Na semana de 02 a 08 de fevereiro, a viagem de Lula à Índia e o Future Minerals Forum em Riad concentraram 20 manifestações aliadas, o maior volume do trimestre. Na semana seguinte, o Legislativo respondeu com 11 registros de risco, o maior pico de pressão do período, cobrando controle estatal sobre os mesmos minerais que o governo negociava no exterior.
EMPRESAS CITADAS NO PERÍODO
Empresas mencionadas
Vale16
Anglo American3
Samarco3
BHP2
Meteoric1

Vale

A Vale foi mencionada em manifestações concentradas em dois eixos: incidentes operacionais em 2026 (vazamentos na Mina da Fábrica entre Congonhas e Ouro Preto) e o legado de Brumadinho e Mariana, com cobranças de responsabilização penal.

DESASTRES AMBIENTAIS
Brumadinho e Mariana no período

DESASTRE · MEMÓRIA · RESPONSABILIZAÇÃO

Brumadinho — 7 anos depois, o debate persiste

272 mortos em 25 jan 2019. O aniversário coincidiu com dois novos vazamentos da Vale em Congonhas e Ouro Preto, reativando a pauta de responsabilização criminal.

12
manifestações
7
alto risco
4
aliadas
1
neutra

Rogério Correia (PT/MG) e Célia Corrêa (PSOL/MG) concentram 58% do volume. A pauta gira em torno de responsabilização penal, impunidade e, em dois registros, reestatiçação da Vale. Os registros aliados reconhecem o crime mas focam em investimentos e fiscalização.

12 manifestações · janeiro a março 2026
Pedro AiharaAlto riscoDep. Federal · PRD/MG · Câmara dos Deputados · MG · 20/01

“25 de janeiro de 2019 não foi apenas mais um dia. Às 12h28, vidas foram interrompidas e famílias marcadas para sempre. Eu estava lá e vi de perto a dor que esse crime causou.”

Rogério CorreiaAliadoDep. Federal · PT/MG · Câmara dos Deputados · MG · 25/01

“Hoje, 25 de janeiro, completam-se 7 anos do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. 272 vidas foram brutalmente ceifadas por um crime que exige responsabilização.”

Célia CorrêaAlto riscoDep. Federal · PSOL/MG · Câmara dos Deputados · MG · 25/01

“Sete anos depois do crime de Brumadinho, no mesmo dia, um dique da Vale se rompe entre Congonhas e Ouro Preto. 272 mortos e nada aprendido. A mineração segue roendo Minas Gerais.”

Zenaide MaiaAlto riscoSenadora · PT/RN · Senado Federal · RN · 25/01

“Não podemos permitir que tragédias como Brumadinho e Mariana sejam tratadas como acidentes inevitáveis. Elas têm responsáveis. E o Estado brasileiro tem o dever de punir.”

Ivan ValenteAlto riscoDep. Federal · PSOL/SP · Câmara dos Deputados · SP · 26/01

“A VALE, DE NOVO! Em menos de 24h, 2 vazamentos de água com sedimentos ocorreram na mina de Fábrica, operada pela Vale entre Congonhas e Ouro Preto.”

Rogério CorreiaAlto riscoDep. Federal · PT/MG · Câmara dos Deputados · MG · 26/01

“REESTATIZAÇÃO DA VALE! Os recentes vazamentos reacendem um alerta doloroso e uma lembrança que ainda está viva na memória do povo brasileiro, especialmente em Minas Gerais.”

Camila ValadãoAliadoDep. Estadual · PSOL/ES · ALES · ES · 26/01

“Na semana em que o crime de Brumadinho completou 7 anos, assistimos dois graves vazamentos em estruturas da Vale. Será que a justiça será rápida com a empresa?”

Fernando AzevedoAliadoDiretor VP · IBRAM · 04/02

“MG deve receber US$ 19,7 bi em investimentos do setor mineral até 2030, com mineração responsável como pilar após as lições de Brumadinho.”

Marco Antonio LageAliadoPrefeito · PSB/MG · Prefeitura de Itabira · MG · 22/02

“As barragens em Itabira são seguras. O grande problema é a proximidade da exaustão do minério de ferro pela Vale em 15 anos — o drama da cidade está além das barragens.”

Rogério CorreiaAlto riscoDep. Federal · PT/MG · Câmara dos Deputados · MG · 23/02

“O crime da Vale em Brumadinho não pode sair impune. Nada trará de volta as 262 vidas perdidas, mas é nosso dever garantir justiça, responsabilização e paz às famílias.”

Rogério CorreiaNeutroDep. Federal · PT/MG · Câmara dos Deputados · MG · 25/02

“Minas Gerais teve duas tragédias criminosas recentes, em Mariana e em Brumadinho. Em Brumadinho ocorreram 372 mortes — é preciso que o Estado dê uma resposta à altura.”

Célia CorrêaAlto riscoDep. Federal · PSOL/MG · Câmara dos Deputados · MG · 10/03

“Depois de Mariana (2015) e Brumadinho (2019), não podemos permitir que a impunidade e o abandono sigam sendo regra no setor mineral brasileiro.”

DESASTRE · ACORDO · RESPONSABILIZAÇÃO

Mariana — decisão britânica, acampamento e Acordo de Fundão em xeque

10 anos do rompimento de Fundão (nov 2015). A BHP foi mantida como responsável pelo tribunal britânico. O Acordo de Fundão (TTAC) é contestado por atingidos e parlamentares.

10
manifestações
7
alto risco
2
aliadas
1
baixo risco

Três eixos simultâneos: BHP mantida como responsável no tribunal britânico (jan), acampamento Tupinikim na Ferrovia Vitória–Minas (76 dias, jan) e questionamento do TTAC no Senado (mar). Alexandre Silveira anunciou R$ 45 mi do Acordo de Mariana para reforçar a ANM e a PF/MG — único registro aliado com ação concreta.

10 manifestações · janeiro a março 2026
Célia CorrêaAlto riscoDep. Federal · PSOL/MG · Câmara dos Deputados · MG · 06/01

“Acompanhando o acampamento Tupinikim na ferrovia Vitória–Minas, há 76 dias exigindo reparação justa pelo crime da Samarco em Mariana.”

Evair Vieira de MeloAlto riscoDep. Federal · PP/ES · Câmara dos Deputados · ES · 19/01

“Preocupado com os andamentos pós acidente em Mariana, acompanhei a Samarco para que seu desenvolvimento seguisse sustentável e sem prejudicar as comunidades atingidas.”

Célia CorrêaAlto riscoDep. Federal · PSOL/MG · Câmara dos Deputados · MG · 19/01

“A Justiça do Reino Unido negou o recurso da BHP e manteve sua responsabilização pelo rompimento da barragem em Mariana. A empresa tem 28 dias para pedir novo recurso.”

Rogério CorreiaAlto riscoDep. Federal · Câmara dos Deputados · MG · 26/01

“Os vazamentos da Vale reacendem a memória de Mariana e Brumadinho. É inadmissível que o setor siga sem responsabilização efetiva pelos crimes cometidos.”

Fernando AzevedoAliadoDiretor VP · IBRAM · 04/02

“Os investimentos previstos para MG levam em conta as lições de Mariana — mineração responsável e com segurança de barragens como pilar do desenvolvimento.”

Alexandre SilveiraAliadoMinistro · PSD · Ministério de Minas e Energia · 05/02

“Recursos do Acordo de Mariana reforçarão a ANM nacionalmente e a Polícia Federal em Minas Gerais — R$ 45 milhões destinados à fiscalização mineral.”

Rogério CorreiaAlto riscoDep. Federal · Câmara dos Deputados · MG · 23/02

“O crime da Vale em Brumadinho não pode sair impune, assim como em Mariana. A responsabilização precisa acontecer — não pode haver impunidade para crimes ambientais.”

Helder SalomãoBaixo riscoDep. Federal · PT/ES · Câmara dos Deputados · ES · 26/02

“No ES acompanhamos de perto as consequências do crime de Mariana. O desenvolvimento regional não pode vir sem responsabilidade ambiental e social.”

Rogério CorreiaNeutroDep. Federal · Câmara dos Deputados · MG · 25/02

“Minas Gerais teve duas tragédias criminosas: Mariana e Brumadinho. É preciso que o Estado brasileiro dê uma resposta à altura da gravidade dos crimes.”

Magno MaltaAlto riscoSenador · PL/ES · Senado Federal · ES · 10/03

“Requer audiência pública para apurar impactos sociais, econômicos e humanitários da repactuação do TTAC relativa ao desastre da Barragem de Fundão em Mariana.”

EVOLUÇÃO TEMPORAL
O debate mês a mês
Panorama do trimestre

O período de janeiro a março gerou 212 manifestações, distribuídas em dois perfis opostos: 131 aliadas concentradas no Executivo Federal e imprensa especializada, e 56 de risco vindas quase exclusivamente do Legislativo via redes sociais. A pauta central foi a disputa pela governança sobre minerais críticos e terras raras. As semanas de maior volume coincidem com eventos concretos: a viagem de Lula à Índia e o Fórum de Riad impulsionaram os aliados; o aniversário de Brumadinho e as licenças a australianas ativaram os atores de risco.

De onde vêm os aliados

48% das manifestações aliadas vieram do Executivo Federal. Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República (PT) (23 manif.) e Silveira (18) concentraram 31% do volume sozinhos, com mensagens sobre acordos com Índia, Arábia Saudita e China. Os aliados estão presentes em todas as semanas sem exceção.

O que preocupa e por quê

O risco é estruturado, não esporádico. Patrus Ananias (PT/MG, 8 manif.), Célia Corrêa (PSOL/MG, 4) e Andréia de Jesus Silva (PT/MG, 4) concentram 52% das 54 manifestações de alto risco. O gatilho do risco é evento-dependente: licenças, desastres, aniversários.

TEMAS MONITORADOS
Análise de riscos e oportunidades
212manifestações
101stakeholders únicos
● 54 alto risco ● 131 aliadas ● 2 baixo risco ● 1 base de apoio ● 24 neutras
Minerais Críticos e Estratégicos
104 manifestações |
24 Alto risco66 Aliado14 Neutro
Riscos e oportunidades
RISCO
  • 24 manifestações de alto risco, sendo 83% via redes sociais e 17% via proposições
  • PT (42%) e PL (29%) dominaram com argumentos opostos: o PT exigiu controle estatal sobre terras raras e questionou os acordos com EUA e MERCOSUL como violação do Art. 20 IX; o PL criticou as restrições ambientais e defendeu a expansão mineral. Apesar das posições divergentes, ambos convergem no diagnóstico de que a gestão atual do setor é inadequada
  • Volume quintuplicou de janeiro (2) para fevereiro (11), ativado pela concessão de licenças do governo Zema à Viridis e Meteoric sem envolvimento federal, e se manteve em março (11) com o debate sobre os PLs de soberania mineral
  • Patrus Ananias de Souza, Deputado Federal, Câmara dos Deputados (PT/MG) respondeu por 21% do volume de alto risco, protocolando o PL 500/2026 (que cria a Reserva Nacional de Minerais de Terras Raras no Planalto Vulcânico do sul de MG e leste de SP) e o PL 3.699/2025 (que reafirma o controle exclusivo da União). Minas Gerais concentrou 29% dos registros

Acordos com China e EUA questionam soberania sobre minerais críticos

Licenças do gov. de MG a australianas contestadas por falta de participação federal

PLs exigindo controle estatal e moratória sobre terras raras

OPORTUNIDADE
  • 66 manifestações aliadas, 45% via notícia, 34% redes sociais, 11% proposições, reflexo da cobertura jornalística sistemática gerada pela agenda internacional do MME
  • Executivo Federal respondeu por 65% do volume: Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República (PT) (23 manif.) e Alexandre Silveira de Oliveira, Ministro de Minas e Energia (PSD) (18) concentraram 55% dos registros aliados, com mensagens sobre acordos de minerais críticos com Índia, Arábia Saudita, China e Alemanha
  • Narrativa dominante: industrialização da cadeia produtiva, não apenas exportação de matéria-prima, presente em 64% dos registros aliados, com destaque para a cadeia de terras raras (18%)
  • Pico em fevereiro (32 manif.) impulsionado pela viagem de Lula à Índia e o Future Minerals Forum em Riad; em março o volume recuou para 23 com o foco migrando para marcos regulatórios e combate à mineração ilegal

Brasil fechou acordos com Índia, Arábia Saudita e China para minerais críticos

MME e ANM defenderam marco regulatório para agregar valor no país

Rastreabilidade do ouro e combate à mineração ilegal avançaram

Governança e Regulação Mineral
43 manifestações |
3 Alto risco34 Aliado1 Baixo risco1 Base de apoio4 Neutro
Riscos e oportunidades
RISCO
  • 4 manifestações de risco, 75% redes sociais, 25% proposição; sem nenhum registro em janeiro e ativadas a partir de fevereiro pela decisão britânica sobre a BHP e em março pelos questionamentos sobre as licenças da Viridis e Meteoric
  • PSOL (50%) e PT (25%) do Legislativo Federal e Municipal (Pará e MG) lideraram, com demanda por endurecimento das regras de fiscalização da lavra mineral, diretamente ligada ao histórico de Mariana e às licenças contestadas em MG

BHP responsabilizada no UK; licenças da Viridis e Meteoric questionadas em MG

OPORTUNIDADE
  • 35 manifestações aliadas, 46% via notícia, 26% via eventos presenciais (seminários e audiências), volume acima de qualquer outro tema no que diz respeito a eventos presenciais
  • Executivo Federal (51%, liderado por Alexandre Silveira) e ANM (23%) como perfis dominantes, com presença marcante de entidades setoriais, o que diferencia este tema dos demais
  • Pico em março (19 manif.) explicado pela decisão do STF sobre mineração em terras indígenas e pelos seminários dos municípios mineradores; narrativa central: incentivo ao setor com segurança jurídica sem verticalização compulsória (83% dos registros)

Marco legal debatido com foco em segurança jurídica sem engessamento

STF autorizou mineração em terras do povo Cinta Larga com condicionantes

Municípios mineradores discutiram royalties e faturamento do setor

Segurança de Barragens
27 manifestações |
8 Alto risco17 Aliado2 Neutro
Riscos e oportunidades
RISCO
  • 8 manifestações de alto risco, 100% via redes sociais, sem proposições formais
  • PT (38%) e PSOL/PDT do Legislativo de Minas Gerais (75% dos registros) lideraram. A cobrança central foi por fiscalização e transparência sobre as condições das estruturas (88% dos registros) e por sanção penal dos responsáveis (12%)
  • Pico em fevereiro (4 manif.): o 7º aniversário de Brumadinho coincidiu com novos vazamentos da Vale em Congonhas/Ouro Preto. O recuo em março (1) não indica arrefecimento: as sirenes da Anglo American mantiveram a pauta ativa
  • Demanda: fiscalização e transparência de barragens (88%), sanção penal por omissão (12%)

Vazamentos da Vale e sirenes da Anglo American motivaram pedidos de interdição

7º aniversário de Brumadinho coincidiu com novos incidentes, evidenciando impunidade

OPORTUNIDADE
  • 17 manifestações aliadas, 71% redes sociais; o acúmulo de incidentes ao longo dos meses foi ampliando a base de apoio à fiscalização (jan 4 → fev 5 → mar 8)
  • PT (47%) e PL (18%) do Legislativo Federal (41%) e Estadual (35%), concentrados em Minas Gerais (47%). O Piauí entrou no monitoramento pelo debate em torno da Barragem Nova Algodões, com investimento de R$ 240 mi em Cocal
  • Aliados e atores de risco demandam a mesma coisa. A diferença está na linguagem: aliados falam em investimento e monitoramento, atores de risco exigem responsabilização e interditação

Parlamentares cobraram audiências e visitas técnicas a barragens

Barragem Nova Algodões (R$ 240 mi) e R$ 19,7 bi em MG foram destacados

Áreas e Territórios
19 manifestações |
9 Alto risco9 Aliado1 Neutro
Riscos e oportunidades
RISCO
  • 9 manifestações de risco, 100% via redes sociais. Conteúdo homogêneo: proibição de mineração em territórios quilombolas e indígenas em 100% dos registros
  • PT (67%) e PSOL (22%) do Legislativo Estadual de MG (89%). Andréia de Jesus Silva, Deputada Estadual, ALMG (PT/MG) sozinha respondeu por 44% do volume, tendo protocolado denúncias sobre a licença em Araçuaí sem consulta prévia e sobre a pressão de mineradoras sobre comunidades quilombolas
  • O risco emergiu em fevereiro (4 manif.) com as decisões judiciais no Jequitinhonha e se manteve em março (4) com as vitórias na Serra do Curral e a marcha das atingidas em Belo Horizonte

TJMG e MPF suspenderam licenças em territórios quilombolas

Mineradoras denunciadas por pressionar comunidades sem consulta prévia

OPORTUNIDADE
  • 9 manifestações aliadas, todas em fevereiro (6) e março (3), zero em janeiro, indicando que o apoio foi ativado pelos eventos judiciais de fevereiro
  • Judiciário Federal (44%) representado pelo ministro Flávio Dino de Castro e Costa, Ministro do STF mais Legislativo Federal (56%) com PSOL (33%) e PL (11%)
  • Vale notar que 33% dos registros classificados como aliados posicionaram-se contra a mineração em TIs e quilombolas. O apoio é à restrição, não à liberação. Apenas 44% (decisão do STF) abriram espaço para atuação do setor com condicionantes

Decreto de Lula criou Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales

Fertilizantes
7 manifestações |
5 Aliado2 Neutro
Riscos e oportunidades
OPORTUNIDADE
  • 5 manifestações aliadas distribuídas ao longo do trimestre (jan 1 → fev 1 → mar 3), com aceleração em março acompanhando a retomada efetiva das FAFENs e o anúncio de R$ 2 bi de Alckmin no REIC
  • Perfil equilibrado: Legislativo Estadual (40%) e Federal (40%) e Executivo Federal (20%). Canal predominantemente formal (60% proposições e discursos)
  • Narrativa: o Brasil deve retomar a produção de fertilizantes nitrogenados para reduzir a dependência de importações, que chegou a 90% após o encerramento das fábricas nos governos anteriores

Retomada das FAFENs e R$ 2 bi de Alckmin reposicionaram a produção de fertilizantes

Reparação Ambiental
12 manifestações |
10 Alto risco1 Baixo risco1 Neutro
Riscos e oportunidades
RISCO
  • 11 manifestações de risco, 82% redes sociais, 9% discurso legislativo, 9% proposição. PT (45%) e PSOL (45%) com peso idêntico, o único tema do monitoramento onde PT e PSOL atuam na mesma direção
  • Minas Gerais (55%) e Espírito Santo (27%) concentraram os registros, um recorte territorial que acompanha a geografía dos próprios desastres. Célia Nunes Corrêa, Deputada Federal, Câmara dos Deputados (PSOL/MG) e Rogério Correia de Moura Baptista, Deputado Federal, Câmara dos Deputados (PT/MG) responderam por 45% do volume
  • O volume seguiu os eventos: pico em janeiro (5) com o 7º aniversário de Brumadinho, recuo em fevereiro (2) e nova alta em março (4) com os dois vazamentos da Vale na Mina da Fábrica em menos de 24h
  • Demanda uniforme: reparação integral nos casos de crimes ambientais (91% dos registros), inclui revisão do Acordo de Fundão (TTAC) e responsabilização penal de gestores da Vale e Samarco

Dois vazamentos na Mina da Fábrica em menos de 24h levaram à interdição judicial

7 anos de Brumadinho e 10 de Mariana: responsabilização e revisão do Acordo de Fundão cobradas

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